Mostrando postagens com marcador Provas de 10kms. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Provas de 10kms. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Corrida Nº 266 - 1ª Cafelândia Run - Cafelândia-PR (23nov2025)

Três semanas depois de uma participação que ficou aquém do esperado na Maratona de Jurerê, resolvi encarar mais um desafio. Era a 15ª corrida do ano, e desta vez o destino foi a cidade de Cafelândia, palco da 1ª Cafelândia Run. Mesmo sabendo que não estava no meu melhor momento físico, fui para a prova de 10 km — que acabou sendo, sem dúvidas, uma das participações mais duras do ano nessa distância.

"Não foi fácil, não foi rápido, mas foi com coragem até o fim."



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 266
Nome da prova: 1ª Cafelândia Run
Cidade: Cafelândia-PR
Data: Domingo, 23 de Novembro de 2025
Distância: 10kms
Tempo: 36min40seg
Média por quilômetro: 3min40seg
Classificação geral: 7º lugar
Atletas no geral: 46 atletas concluintes
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 1º lugar
Atletas na faixa etária: 4 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 151 pódios
Pódios por classificação geral: 67 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 76 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 286


Na manhã de
domingo, 23 de novembro de 2025, segui rumo a Cafelândia ao lado da Ester e da Dayane, com o objetivo de prestigiar a primeira corrida de rua da cidade. Eu vinha de uma maratona poucas semanas antes, com pouquíssimos treinos desde então. O cansaço acumulado, principalmente por conta do trabalho, não me permitiu a recuperação adequada após os sofridos 42 km em Jurerê.
E para completar, no sábado, véspera da prova, passei o dia inteiro trabalhando agachado e ajoelhado, lixando pisos de madeira ao redor de uma piscina. O resultado foi formigamento na perna esquerda, dores musculares intensas e uma noite em que nem o tradicional banho de gelo conseguiu fazer milagre.

Diante desse cenário, segui para Cafelândia
sem qualquer expectativa de desempenho. Ainda assim, ajustei o Garmin para um pace de 3min40/km, mais como um desafio pessoal do que como uma meta realista.

Chegamos ao local cerca de 50 minutos antes da largada, marcada para as 7h30, sob um clima que já indicava um dia quente.

Peguei o kit, me preparei e fiz um breve aquecimento apenas para “sentir” o corpo. O desconforto era evidente. Mesmo assim, alinhei-me na largada.
Abortar não era uma opção. Eu estava ali representando meus apoiadores, os Postos BCA, e precisava entregar o meu melhor — mesmo sabendo que aquele “melhor” estaria longe do ideal.

A prova prometia ser duríssima. Conversando com outros atletas antes da largada, ficou claro: os
10 km estavam repletos de corredores de alto nível. Só feras mesmo.
Os 5 km pareciam um pouco mais acessíveis, mas não havia tempo — nem vontade — de mudar. Afinal,
nada melhor do que se testar onde estão os melhores.

Com o sinal da largada, saí forte. O primeiro quilômetro veio em
3min33, o segundo em 3min37. No terceiro, uma subida fez o ritmo subir para 3min42. Após um retorno no percurso, contei cerca de 12 atletas à minha frente, sem conseguir distinguir quem fazia 5 ou 10 km, já que os numerais eram iguais. Sabendo que o pódio geral era improvável, segui focado apenas em concluir bem a primeira volta, que fechei ao cruzar o pórtico em aproximadamente 17min55s.

Se tivesse optado pelos 5 km, aquele ritmo me renderia um
5º lugar geral. Mas a escolha foi pelos 10 km — e isso significava sofrer mais um pouco. rsrs

A temperatura girava em torno dos
25°C, mas a sensação térmica, para quem corria sob o sol, certamente beirava os 30°C.

Na segunda volta, o corpo começou a cobrar a conta. O ritmo caiu. Calor, cansaço, dores, o sol forte e novamente a subida mais exigente antes do primeiro retorno tornaram tudo ainda mais pesado. Mesmo assim, consegui uma ultrapassagem antes desse retorno. E contando os atletas do outro lado, eram seis à frente — ou seja, eu era o
7º colocado geral.

E não tinha o que fazer. Alcançar o quinto colocado para subir no pódio geral não dava mais. Os atletas estavam muito longe. Buscar o sexto colocado não adiantava, pois, nas categorias não haviam premiação em dinheiro e tanto fazia pra mim ficar em primeiro, segundo, terceiro ou nem subir no pódio e então mantive essa posição até o final.

Cruzei a linha de chegada com
36min32s, mas como faltou alguns metros para dar a distância oficial, segui até completar, finalizando em 36min40s, com pace médio de 3min40/km. Dentro do que era possível naquele dia.

Foi o
meu pior tempo em provas de 10 km no ano, mas também um dos resultados mais valiosos pelo contexto. Mesmo assim, terminei em 7º geral e fui campeão da minha categoria por faixa etária.

"As dificuldades ficam pelo caminho, mas a satisfação em completar mais uma prova ficam para sempre."


Depois da prova, teve o que toda corrida boa proporciona: resenha, fotos, pódio e aquela sensação de missão cumprida.
Mais uma corrida de rua concluída, mesmo quando tudo parecia conspirar contra.

Sobre a prova: organização muito boa, inscrição acessível (R$ 75,00 + 1 kg de alimento), três pontos de hidratação no percurso de 5 km, com uma subida um pouco mais forte, mas nada que comprometesse o desempenho de quem estivesse bem treinado — o que, definitivamente, não era o meu caso. rsrs
Elevação acumulada de 74 metros, e no pós-prova teve banana, maçã, barra de cereal e mini refrigerantes. Medalha simples, porém bonita. O troféu, sinceramente, deixou a desejar na minha opinião.

E é isso. Bora para as próximas. rsrs

Agradecimento especial aos Postos BCA de Ubiratã
, pelo apoio de sempre e a Ester, pela carona.

E assim seguimos, porque correr não é só sobre tempo e pódio — é sobre
resistir, insistir e continuar, mesmo nos dias mais difíceis.


Segue abaixo algumas fotos:

A medalha da prova.
.
.

"Cada prova tem seus desafios, e completar mais uma sempre é motivo de orgulho."
.
.

Pódio da categoria 45/49 anos.
1º - Tutta 36min32seg
2º - Rogério Weyn 39min51seg
3º - Sidinei Lemos 45min06seg.
.
.

Os 10 primeiros colocados nos 10kms masculino.
Até a data desta postagem os resultados completos poderiam ser visualizados no site da Four Eventos.
.
.

"O pódio não define quem sou, mas valoriza tudo o que construí até aqui."
.
.

Com as gêmeas ubirataneses: Carla (1ª na categoria e 6ª geral) e Camila (5ª geral) e a atleta Jyssica de Corbélia (vice-campeã) Ambas fizeram os 10kms.
.
.

Parte da delegação de Ubiratã.
Marluce, 2ª na categoria nos 10kms.
Tutta, 1º na categoria nos 10kms.
Carla, 1ª na categoria nos 10kms.
Camila, 5ª geral nos 10kms.
Rosana, 1ª na categoria nos 5kms.
Débora correu os 10kms e
Dayane, vice-campeã nos 5kms.
.
.

A medalha, o numeral e o troféu.



domingo, 14 de setembro de 2025

Corrida Nº 262 - 2ª Corrida Max Fit Academia - Corbélia-PR (31ago2025)


 A corrida sempre foi, pra mim, mais do que apenas cruzar a linha de chegada. É um desafio interno, uma conversa intensa entre o corpo e a mente — e nesse domingo, em Corbélia, eu escrevi mais um capítulo marcante da minha história como corredor.
Esse dia, foi mais do que uma corrida. Foi um duelo entre o que eu achava que não conseguiria fazer... e o que de fato eu fui lá e fiz.



Na dúvida, vá - corra.
O pódio pode estar te esperando — mesmo quando você acha que não está pronto.




Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 262
Nome da prova: 2ª Corrida Max Fit Academia
Cidade: Corbélia-PR
Data: Domingo, 31 de Agosto de 2025
Distância: 10kms
Tempo: 35min57seg
Média por quilômetro: 3min35seg
Classificação geral: 3º lugar
Atletas no geral: 36 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 147 pódios
Pódios por classificação geral: 66 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 73 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 230



As semanas que antecederam a prova foi difícil.
Vinha me recuperando de uma gripe forte e os treinos não estavam encaixando como deveriam. O corpo não respondia como eu gostaria. A vontade de competir oscilava. Cheguei a pensar em não ir. Mas a paixão por competir falou mais alto — e ainda bem que falou. Porque mesmo sem estar 100% preparado, eu fui lá e fiz acontecer. Não só corri… mas corri e conquistei mais um pódio no geral, mostrando que a garra, o coração e a experiência fazem toda a diferença quando a largada é dada.
E na verdade, quem carrega o espírito da corrida no peito não precisa de motivos, só de coragem.

E assim eu fui.
Fui mesmo sem a confiança de semanas perfeitas de treino. Fui com o que eu tinha — e mais ainda, com o que eu sou.

Acordei às 4h45 da manhã. A cidade ainda dormia, o céu ainda escuro, e eu ali, tomando o meu café (que foi apenas um pão francês com mussarela e um energil C) e preparando coração. Às 5h45, com um pequeno atraso, a Layla passou em casa já com o carro cheio de atletas e partimos rumo a Corbélia. O clima estava relativamente frio e o vento aumentava essa sensação gelada. Mas lá dentro de mim... já começava a nascer o fogo de quem estava pronto para lutar.

Chegamos com cerca de 40 minutos de antecedência para a largada. Mas, eu já fui quase pronto. Apenas troquei o tênis (peguei o adzero adios pro 3) deixei a mochila no carro do Tite, aqueci com leveza, troquei algumas palavras com os amigos — os mesmos que, como eu, vivem por essa emoção única que é o momento da largada.

Faltando poucos minutos, me alinhei perto do pórtico. Respirei fundo. Deixei o Garmin preparado, marquei mentalmente o ritmo-alvo: 3min40/km. Mas algo dentro de mim dizia: “Hoje, você vai além.”

Dada a largada - acelerei.
O corpo respondeu com uma intensidade surpreendente. Saí forte, leve, como se a falta de treinos tivesse sido apagada naqueles primeiros metros. O ritmo era ousado, mas eu deixei fluir. Hoje, o instinto ia me guiar.
Completei o primeiro km com 3min27seg.

Com o amigo Tite de Corbélia pouco depois de fechar o primeiro km.


Antes do km 2 passamos pela subida da Praça Paraguaia. E com ela, o teste. As pernas sentiram, o fôlego oscilou, mas mantive a cabeça no lugar. Eu sabia que não seria fácil. Mas também sabia que seria possível. O tempo se elevou um pouco. Fechei o km 2 com 3min45. Mas tava bem. Era o 5º geral naquele momento.

Na sequência recuperei o ritmo. Meus olhos focaram nos atletas à frente. E a diferença era pequena para os próximos dois atletas. A caça havia começado. rsrs

Pouco antes de completar o quarto quilômetro passo o quarto colocado. Poucos metros depois, assumi a terceira colocação. Mas ele veio junto. Senti sua respiração no 'cangote' (no sentido figurado, é claro. kkkk) suas passadas ecoando atrás de mim. Ele não queria me deixar escapar e a disputa foi intensa.

Passamos praticamente juntos em baixo do pórtico completando a primeira volta e aquele km foi fechado com 3min31seg e os primeiros 5kms com 18min06s e seguimos quase lado a lado por mais de um km. Mas, decidi: não deixaria aquela posição escapar por nada.
Acelerei. Forcei o ritmo, mesmo sentindo o peso da primeira metade. Mas cada dor ali era um lembrete: é isso que faz um corredor grande. A dor é o ingresso para grandes conquistas.

Fechei o sexto km com 3min25s e novamente chega a subida da Praça Paraguaia, o percurso exigia foco, e as pernas já pediam um pouco de trégua. Mas o coração dizia: “Agora é a hora de mostrar do que você é feito.”

 Ali, comecei a perceber que a terceira colocação era minha e eu ia defender — com unhas, pernas e coração. O atleta que vinha atrás já não respirava tão próximo. Cada passada minha era uma afirmação: "Eu estou aqui. Eu mereço esse lugar."
As passadas atrás começaram a sumir… o quarto colocado começou a ficar. E eu segui.

Agora, praticamente sozinho, e com boa vantagem para o quarto colocado, apenas mantive o foco e o ritmo. Sabia que o segundo colocado estava fora de alcance, mas a terceira colocação era minha.

Apenas procurei segurar o ritmo e mantive a firmeza. Não havia mais ameaças diretas, mas também não havia espaços para relaxar. Em corrida, um segundo de descuido vira uma vida inteira de arrependimento.
No último retorno, olhei o relógio e contei mentalmente: 25 segundos de vantagem. Cerca de 200 metros, aproximadamente. Mas ainda precisava selar. A cabeça firme. O foco inabalável.

Veio o km final e ali tive a certeza de que não mais perderia aquela colocação.
Mantive a concentração, resisti ao cansaço e após a última curva, ao avistar o pórtico de chegada, conferir o tempo e vi que se forçasse um pouquinho fecharia a prova abaixo dos 36 minutos.
E foi o que eu fiz - acelerei e cruzei a linha de chegada com tudo o que tinha direito. Sorriso no rosto, braços abertos, o coração explodindo de alegria no peito e aquele sentimento de que só quem corre entende: eu venci a mim mesmo. Mesmo sem os treinos ideais, mesmo com dúvidas, eu fui, me entreguei e fiz o meu melhor.
Prova completada com 35min57seg e o último km a 3min27s.

Cruzando a linha de chegada.



Trotei uns 200 metros para retomar o fôlego, mas a alma já estava em festa. Voltei e recebei minha medalha.
Logo mais, uma premiação também: R$400 reais pelo 3º lugar geral. Mas nada disso se compara à sensação de saber que mesmo sem estar no auge, eu fui gigante.

A resenha com os amigos veio, como sempre, saborosa. Risos, histórias, detalhes da prova. O pódio chegou. E com ele, mais que troféu: o reconhecimento de quem não desiste. De quem corre com coragem, não com desculpas.

Na volta, a gratidão à Erica, pela carona na volta. Também à
 Layla, pela carona na ida. E a todos que, de alguma forma, compartilham essa jornada comigo.


Porque ser um grande corredor não é só esperar pelo momento perfeito — é saber fazer do agora a sua melhor versão. 

E naquele dia, 31 de agosto de 2025, eu escrevi mais um capítulo da minha história como atleta amador.

Na dúvida, vá. Corra. Acredite. O pódio pode estar te esperando — mesmo quando você acha que não está pronto.


Segue abaixo mais algumas fotos:

Meu número.
.
.

A camiseta da prova.
Aparentemente muito bonita, mas o material não é dos melhores.
Porém, pelo valor de 70 reais - tá de bom tamanho.
.
.

Em mais um pódio.
.
.

"Conquistas não caem do céu. Elas exigem muita luta, esforço e força de vontade."
.
.

Os 5 primeiros colocados no geral do 10kms.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser encontrada no site do Rodrigo Cirilo.
.
.

Com os amigos Tite de Corbélia e Magaiwer de Ubiratã.
.
.

Com Magaiwer e Osmir.
.
.

Premiação recebida em Corbélia.
.
.

Minha esposa quase completando os 5kms com o tempo de 35min24seg.



domingo, 17 de agosto de 2025

Corrida Nº 258 - 3ª Corrida Rústica do Trabalhador - Marechal Cândido Rondon-PR (04/05/2025)

E sigo para mais uma prova de 10km. A terceira nos últimos 15 dias.

"Estar entre os melhores não é apenas um privilégio, é também uma responsabilidade e uma honra."



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 258
Nome da prova: 3ª Corrida Rústica do Trabalhador
Cidade: Marechal Cândido Rondon-PR
Data: Domingo, 04 de Maio de 2025
Distância: 10kms
Tempo: 34min57seg
Média por quilômetro: 3min30seg
Classificação geral: 4º lugar
Atletas no total geral: 97 atletas concluintes
Número de pódios (fora de Ubiratã): 143 pódios
Pódios por classificação geral: 64 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 72 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 7 pódios
Número de peito: 1030


A verdade é que, inicialmente, eu já havia desistido de correr essa prova. O sábado foi inteiro dedicado ao trabalho, e a ideia de acordar cedo no domingo parecia improvável. Mas a vida sempre nos surpreende quando menos esperamos. No fim da tarde, recebi uma ligação do meu amigo Hélder, que trabalha na secretaria de esportes. Ele me disse que não teria expediente no domingo e poderia me levar. Aquilo reacendeu algo dentro de mim.

Sem hesitar, conversei com minha esposa pra saber se ela toparia em ir, pois ela também estava inscrita e ainda chamamos seu filho, Lucas, para ir com a gente fazer companhia.
Combinamos com o Hélder de sair às 4h30 da manhã de Ubiratã. E saímos pontualmente nesse horário.

Mesmo com Marechal não sendo tão distante, chegamos quase em cima da hora. A largada estava marcada para as 7h10, e o clima de tensão já tomava conta por causa das longas filas para a retirada dos kits — e a ambulância, ainda ausente, também causava atraso. No fim, esse contratempo jogou a nosso favor.

Retiramos o kit e nos aprontamos rapidamente e fomos para o local da largada que foi dada em ondas: primeiro os atletas PCDs, dois minutos depois os corredores dos 5km (minha esposa estava inscrita nessa distância), e então, os 10km — a minha vez.

E ali, mais uma vez, como na prova em Corbélia que havia sido realizada apenas quatro dias antes, resolvi sair forte. No disparo da largada, pressionei o botão do Garmin, mas, no meio da adrenalina, não ativei corretamente. Só percebi cerca de 50 a 100 metros depois, que foi quando consegui sair do aglomerado e conferi pra ver se tava tudo certo. Sempre faço isso — e, ainda bem que fiz de novo. rsrs

Garmin acionado, agora só faltava acelerar - e assim foi feito.
Completei o primeiro quilômetro em 3min16s, ocupava a 10ª posição naquele momento. Mas o meu corpo pedia mais. E eu fui.
Fui subindo posições com confiança, ritmo, foco e vontade. Já próximo ao km 5, assumi o 5º lugar geral, passando com cerca de 17 minutos. Pouco depois, ultrapassei o Mateuzinho e assumi a 4ª colocação.

À frente, estava o Betão, com cerca de 30 metros de vantagem. E a perseguição começou.
No entanto, no último retorno, por volta do km 8,5, o vento contra começou a castigar. Em seguida, veio a subida mais exigente do percurso. Mas, ali, mesmo com o cansaço já batendo, consegui encurtar a distância até Betão. Quando terminamos a subida, a descida chegou — e ele acelerou. Viramos à direita e partimos para uns 400 metros no sprint final. Dei tudo de mim. Fiz o último km na casa dos 3min30s, mas não fui o suficiente para ultrapassá-lo e cruzei a linha de chegada a apenas 3 segundos dele, na 4ª colocação geral.

Mas, sabe de uma coisa? Eu terminei aquela prova feliz demais.
Pois, depois de tantos anos, consegui, novamente, correr os 10km abaixo dos 35 minutos. E o mais incrível: em apenas quatro dias, fiz isso duas vezes. Um feito pessoal, um marco, uma confirmação de que a dedicação, mesmo apesar da idade, mesmo diante dos imprevistos, sempre vale a pena.

Fechei a 3ª Corrida do Trabalhador com o tempo de 34min57s. Um resultado excelente. Um tempo para respeitar. Uma performance para celebrar.

Já o pós-prova foi só alegria: frutas, isotônico, chopp, reencontros, conversas boas e, para coroar o dia, a presença da lenda Vanderlei Cordeiro de Lima. Ele autografou uma foto nossa de 2007, do meu primeiro pódio — o mesmo pódio onde ele me entregou o troféu naquele ano. Um ciclo que se reencontra e se renova.

Terminei o dia entre amigos, risadas, histórias e mais um pódio, lado a lado com grandes feras do atletismo regional e, porque não dizer, internacional. Já que o campeão, Edelson, representa o Brasil em competições internacionais.

Mas, não posso deixar de mencionar o que realmente tornou aquela manhã inesquecível foi ver minha esposa cruzando a linha de chegada, superando seus próprios limites e completando a prova melhor do que esperava. Aquilo encheu meu coração de orgulho — porque ver quem a gente ama vencendo também é uma vitória nossa.

Foi a prova de que o esporte é mais do que números e posições: é transformação, é conexão, é inspiração.
E fica aqui o lembrete, para mim e para você:

Sempre haverá mil motivos para desistir, mas basta um para continuar — e, às vezes, esse motivo é você mesmo. 
Ou alguém que te inspira. Ou aquele sonho antigo que insiste em viver.
Acredite. Persista.
E quando menos esperar, você vai estar comemorando aquilo que um dia achou impossível.

Porque no fim das contas, não é só sobre correr. É sobre persistir. Sobre levantar mesmo cansado. Sobre confiar no próprio potencial. E, acima de tudo, sobre nunca deixar de acreditar que ainda é possível surpreender a si mesmo.

Já no retorno para casa, passamos no Big Peixe, na rodovia entre Toledo e Cascavel, e almoçamos pratos maravilhosos e ainda pra fechar o dia, passamos no Parque Municipal em Assis Chateubriand onde ainda corri uma volta ao redor do lago e minha esposa fez mais duas voltas correndo e bem animada e motivada a continuar.

Por fim, embarcamos no carro e voltamos para casa e aqui deixo meu agradecimento ao Hélder, por abdicar do seu dia livre para nos fazer este grandíssimo favor.


Segue abaixo algumas fotos.

Largada dos 10kms.
.
.

A lenda Vanderlei Cordeiro de Lima autografando uma foto minha que tirei com ele lá em 2007 em Foz do Iguaçu no meu primeiro pódio.
.
.

 "Tirar uma foto ao lado da lenda Vanderlei Cordeiro de Lima é mais do que um registro — é eternizar um momento ao lado de um símbolo de superação, humildade e inspiração para gerações."
.
.

Vanderlei autografando minha foto.

.
.

A foto e o autógrafo.
.
.

Leide, Vanderlei e Tutta.
.
.

Com minha esposa após a prova.
.
.

Minha chegada.
.
.

Pódio geral dos 10kms.
.
.

"No pódio, o coração bate mais forte, não pelo troféu, mas pelo orgulho de ter chegado lá."
.
.

"O pódio não é só um lugar de chegada — é o começo de novos desafios com ainda mais confiança."
.
.

Os 5 primeiros colocados nos 10kms masculino.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser acessada no site da chiptimig.
.
.

Parciais dos kms.
.
.

Chegada da minha esposa com 33min48s nos 5kms.
.
.


Classificação da minha esposa.
.
.

Premiação.
.
.

No lago em Assis Chateubriand.


domingo, 10 de agosto de 2025

Corrida Nº 257 - 3ª Corrida da Paróquia São Judas Tadeu - Corbélia-PR (01mai2025)

Confiante após bom desempenho na prova rústica Tiradentes em Maringá, segui firme para buscar sub 35min nos 10k em mais uma prova em Corbélia.

"A superação começa no momento em que você decide não desistir.
E quando você se recusa a parar, o impossível começa a ceder."




Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 257
Nome da prova: 3ª Corrida da Paróquia São Judas Tadeu
Cidade: Corbélia-PR
Data: Quinta-feira, 1º de Maio de 2025
Distância: 10kms
Tempo: 34min44seg
Média por quilômetro: 3min28seg
Classificação geral: 3º lugar
Atletas no geral: 72 atletas concluintes
Número de pódios (fora de Ubiratã): 142 pódios
Pódios por classificação geral: 63 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 72 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 7 pódios
Número de peito: 464


Após um desempenho de encher os olhos na tradicional Prova Rústica Tiradentes em Maringá, eu estava confiante — e mais motivado do que nunca — para buscar um dos meus grandes objetivos: cravar novamente um sub-35min nos 10 km. A meta era ousada, o sonho grande… e o cenário perfeito para torná-lo realidade foi a cidade de Corbélia com um percurso relativamente plano.

Mas essa história não é só sobre mim. É também sobre um movimento que começa a ganhar força: Ubiratã, cada vez mais presente no atletismo paranaense! Depois de anos de dedicação para despertar o gosto pela corrida na nossa cidade, finalmente conseguimos algo grandioso. Partimos rumo a Corbélia com um ônibus lotado de 46 atletas — e isso sem contar os muitos que preferiram ir de carro. Ao todo, éramos mais de 80 corredores representando Ubiratã com orgulho!

O ônibus, cedido pela Prefeitura Municipal, partiu às 5h15 da manhã, saindo de frente à Academia Rmov Performance. A largada só seria às 7h30, mas o espírito de equipe, a resenha entre amigos e o clima de celebração fizeram o tempo voar. Estávamos todos prontos para dar o nosso melhor.

E então, após a bênção do padre sobre os atletas,
a largada foi dada... e eu decolei.

O primeiro quilômetro foi um estouro:
3min10! Já estava entre os cinco primeiros colocados e sentia que algo especial estava prestes a acontecer. Mantendo o ritmo: 3min26 no segundo km, seguido por dois trechos firmes a 3min35 e logo fechei a primeira volta com pouco menos de 17 minutos – mas, não deu exatamente os 5 kms, mas a confiança só crescia.

Eu já era o 3º colocado geral.
Sabia que os dois primeiros estavam fora do alcance naquele dia, mas também não havia ameaça real dos que vinham atrás. Mesmo assim, fui além. Superei meus próprios limites. Uma verdadeira demonstração de força, foco e entrega!

Cruzei o pórtico de chegada com
34 minutos e 02 segundos, mas o percurso tinha dado apenas 9,82 km. E como o meu alvo era claro — sub-35min nos 10k —, simplesmente não parei. Continuei firme, determinado, e completei os 10 km exatos com 34min44seg. Missão cumprida. Objetivo alcançado. Emoção à flor da pele e muita comemoração.

Ao final, fomos recebido com frutas, hidratação, sorvete e…
mais um pódio pra conta. Mas acima de tudo, voltei com o coração cheio de gratidão e orgulho. Não apenas pelo meu resultado, mas por ver um sonho coletivo tomando forma: Ubiratã vive o atletismo — e vive forte!

Segue abaixo algumas fotos:

Com o Fernando antes da largada.
.
.

Fernando, Vítor, Tutta e Edgar.
.
.
Fernando, Leide - minha esposa e eu.
.
.

Fernando, Lucas e Tutta.
.
.

Perfilado para a largada.
.
.

Largada.
.
.

Completando a primeira volta.
.
.

 Recebendo a premiação.
.
.

Pódio geral dos 10kms.
.
.

Os 10 primeiros colocados nos 10kms masculino.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser encontrada no site rodrigocirilo.com.br.
.
.

Dados do meu desempenho.
.
.

Equipe Rmov Runners.
.
.