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domingo, 27 de julho de 2025

Corrida Nº 255 - 7ª Maratona Internacional de Manaus - Manaus-AM (13abr2025)

... Postagem atrasada ...


De Ubiratã à Arena da Amazônia: a jornada de um maratonista persistente!!!

"Enfrentar um desafio com coragem é o primeiro passo para transformar obstáculos em degraus para o crescimento — como cruzar a linha de chegada de uma maratona, provando que a determinação sempre vence o cansaço."


Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 255
Nome da prova: 7ª Maratona Internacional de Manaus
Cidade: Manaus-AM
Data: Domingo, 13 de Abril de 2025
Distância: 42,2kms
Tempo: 3h14min11seg
Média por quilômetro: 4min36seg
Classificação geral: 23º lugar
Atletas no geral: 469 concluintes
Classificação na faixa etária 45/49 anos: 4º lugar
Atletas na faixa etária: 52 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 140 pódios
Pódios por classificação geral: 62 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 71 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 7 pódios

Número de peito: 42502


Na noite de quinta-feira, 10 de abril de 2025, começou mais do que uma simples viagem — iniciou-se uma jornada de superação, determinação e amor pela corrida.
Saí de Ubiratã pouco depois das 19 horas, embarcando em um ônibus da empresa Penha rumo a Maringá. Após quase cinco horas de estrada, cheguei à rodoviária perto da meia-noite e, como meu voo estava marcado apenas para às 06h35, passei a madrugada ali mesmo, entre bancos e pensamentos, esperando o momento de seguir.

Por volta das 3 da manhã, peguei um transporte até o aeroporto. Fiz o check-in e aguardei o embarque, ansioso, mas tranquilo. E após uma escala em Congonhas, enfim, às 13h e poucos minutos, pisei novamente em solo manauara — cidade que já havia me proporcionado experiências inesquecíveis na minha primeira ida em 2019.

Peguei um Uber até o local de retirada dos kits, próximo à grandiosa Arena da Amazônia.
Já com o kit em mãos, segui de ônibus até próximo do hotel, aproveitando para comer algo antes de finalmente fazer o check-in e buscar algum descanso. No final da tarde, aproveitei o tempo livre para caminhar pela região do Porto de Manaus. Visitar a 'charmosa' Feira da Banana, o Mercado Municipal e seus arredores. Ao voltar para o hotel, pedi uma pizza e, já por volta das 22 horas, apaguei, literalmente.

Na retirada do kit.
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No Porto de Manaus.


No dia seguinte, acordei tarde. O corpo, cansado da longa jornada, precisava de repouso. Saí direto para almoçar e aproveitei para me deliciar com dois copos generosos de açaí com cupuaçu — um sabor intenso, marcante e absolutamente único. Dormi novamente boa parte da tarde e, ao acordar, voltei ao porto, onde comprei uma camiseta do Amazonas FC. E à noite, mesmo debaixo de uma boa chuva, fui ao estádio assistir ao jogo do Amazonas contra a Ferroviária. O placar ficou no 0x0, com dois gols do Amazonas anulados pelo VAR, mas o clima foi de pura paixão local.

Na Arena da Amazônia.


Após o jogo, voltei para o hotel e comi um lanche comprado anteriormente e fui dormir antes das 21h. Afinal, precisava acordar às 2 da manhã: a largada da maratona estava marcada para as 4h.

Mesmo com o cansaço, demorei para dormir e acabei acordando pouco antes do alarme tocar. Tomei meu café, peguei o Uber e cheguei ao Sambódromo com cerca de uma hora de antecedência. O clima estava agradável, o corpo bem treinado, e a mente, confiante.

Faltando cerca de 30 minutos para a largada, deixei meus pertences no guarda-volumes e procurei me posicionar bem à frente. Mas um detalhe inesperado mudou tudo: a multidão reunida na rua em frente ao Sambódromo para o ensaio do Boi Garantido forçou a organização a adiantar a largada em meia hora.

Momentos antes da largada.
Lembrando que o vídeo feito durante a prova pode ser visto no meu canal no YouTube.


E então... a largada aconteceu. Não de qualquer maneira — mas em meio a uma explosão de fogos de artifício, que iluminaram o céu de Manaus e transformaram aquele instante em pura magia. Foi de arrepiar. Um dos momentos mais emocionantes que já vivi como corredor. Difícil traduzir em palavras a vibração daquele início. Era como se cada passo dali em diante fosse impulsionado não só por treinamento, mas por emoção.

Na largada.


Comecei num ritmo forte. Por um instante, pensei em forçar mais para assumir a liderança, mesmo que por alguns metros — mas segurei o impulso. A estratégia falaria mais alto.

Passei pelos 5 km com 18min20seg, derretendo de suor. A temperatura estava boa, mas o ar parecia mais pesado, úmido, como é típico da região. Apesar do desconforto, o corpo estava respondendo bem. No km 10, cheguei com pouco mais de 37 minutos, figurando entre os 10 primeiros colocados da maratona. O percurso, até ali, estava favorável. No km 15, o relógio marcava 55min40seg — um dos meus melhores tempos nessa distância.

Foi então que a maratona começou a mostrar sua verdadeira face.

Após os 15 km, senti como se uma onça tivesse pulado nas minhas costas — ironicamente apropriado, considerando onde estávamos. As pernas começaram a pesar. O trecho de subida exigia muito. E mesmo quando o percurso voltou a suavizar, o ritmo já havia caído. Mas resisti. Sabia que a partir dali, cada quilômetro exigiria mais do que preparo: exigiria resiliência.

Cruzei os 21 km com 1h20 — exatamente como planejado. Ainda estava dentro da meta de sub-3 horas. Mas já sentia o desgaste se acumulando. Fiz o retorno da ponte sobre o Rio Negro quase no limite físico.

Retornando depois de seguir até pouco mais da metade da ponte sobre o Rio Negro.


Ao atingir o km 27, uma nova subida me venceu. Caminhar se tornou inevitável. Caminhei por um minuto, respirei, e voltei a trotar. Mas o ritmo já não era o mesmo.
Cheguei ao km 30 com 2h04, ainda com chances de manter o objetivo, desde que não deixasse a média dos próximos 12kms ultrapassar os 5min/km. Só que o corpo tinha outros planos.

Após o km 32, os primeiros sinais de câimbras começaram. Cada fisgada era um alerta vermelho. Reduzi o ritmo, caminhei, trotava quando dava. No km 35, com pouco mais de 2h30, eu ainda estava entre os 20 primeiros.

A segunda metade da prova era muito mais dura do que na minha primeira vez que corri em Manaus. Subidas longas, exigentes, e o desgaste só aumentava. No km 37, o relógio marcava 2h44. No km 40, 3h01.

Ali, restava apenas colocar o coração na ponta do pé.

Já via a Arena da Amazônia à frente. Fiz o contorno do estádio, passei em frente ao Sambódromo, entrei na rua lateral... e então, duas curvas à esquerda me levaram para dentro do Sambódromo novamente. Cruzei o pórtico de chegada após um esforço quase sobre-humano, com 3h14min11seg marcados no relógio.

E ali, naquele momento único, se concretizava também a minha maratona de número 41.
Um marco pessoal carregado de histórias, quilômetros e aprendizados — e agora com mais uma página escrita sob o céu úmido e intenso de Manaus.

Não era o tempo que eu queria. Mas foi a prova que eu consegui fazer naquele dia. E essa chegada, mesmo distante da meta, foi um símbolo de resistência, de entrega e de amor pelo esporte.

Completando a maratona de número 41.


Recebi com orgulho a belíssima medalha de finisher, e na sequência também a medalha Top 100, por ter completado entre os 100 primeiros colocados.
A alegria de concluir foi imensa, embora, confesso, a frustração por não ter feito uma prova melhor me acompanhou por dias.

Com as duas belíssimas medalhas conquistadas em Manaus.


Precisei de assistência médica logo após cruzar a linha de chegada, devido a uma queda de pressão. Um tempo de repouso e um banho de gelo me ajudaram a recuperar. Mais tarde, no hotel, tomei um bom banho, almocei e, claro, repeti o sorvete de açaí com cupuaçu — sabor que agora vai ficar na memória.

Na última noite, fechei minha passagem por Manaus com uma pizza com Coca Cola - minha comida preferida - e fui dormir cedo.
E na manhã seguinte, retornei ao aeroporto e depois de longas horas entre voo, espera de escala e ônibus cheguei em Ubiratã para voltar a rotina normal.

A maratona não perdoa. Mesmo com treino, nem sempre o corpo responde como esperamos. Mas cada linha de chegada nos ensina algo. E o mais importante: sigo firme, ainda mais motivado, porque outras oportunidades virão — e eu estarei pronto para elas.


Segue abaixo mais algumas fotos:

Meu numeral.
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"Mais valioso do que alcançar metas é ter a consciência de ter feito o melhor e cumprido o dever com honestidade e honra."
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Passando pelo Teatro Amazonas.
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Após a prova com as duas medalhas recebidas.
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Minha classificação no geral.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser visualizada no site openresults.run.
E também no site da prova poderia se encontrado os resultados de todas as edições da Maratona de Manaus.
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Minha classificação na categoria por faixa etária (45/49).
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Se deliciando com um copão de Açaí com Cupuaçu.
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Durante a entrega dos kits.
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Relógio Municipal de Manaus.
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Feira da Banana.
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As duas belíssimas medalhas.
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A lindíssima medalha de participação.
Para ter ficado mais top ainda, só faltou a descrição: "7ª Maratona Internacional de Manaus 42K" estar escrito em verde para dar um destaque ainda mais charmoso e especial. Mas, mesmo assim, esta com certeza é a medalha mais bonita que já recebi após completar uma maratona.
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Parciais dos kms.


terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Corrida Nº 196 - 2ª Maratona Internacional de Manaus - Manaus-AM - 17nov2019

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Mesmo tendo feito a minha pior preparação para uma maratona, fui para Manaus para realizar um sonho que era o de correr naquela região do país.
E o resultado da prova não poderia ter sido outro, se não o pior dentre as minhas 20 maratonas completadas.


"O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo."


Segue abaixo os dados gerais da prova:

Prova número: 196
Nome da prova: 2ª Maratona Internacional de Manaus
Cidade: Manaus-AM
Data: Domingo, 17 de novembro de 2019
Distância: 42,2kms
Tempo: 3h47min06seg
Media: 5min22seg por quilômetro
Colocação geral: 63º lugar
Atletas no geral: 496 corredores
Colocação na categoria por faixa etária dos 40 aos 44 anos: 13º lugar
Atletas na faixa etária: 107 corredores
Número de peito: 43.481


Tenho pouco dinheiro, mas muitos sonhos a serem realizados e um deles era o de correr no estado do Amazonas.
Por coincidências do destino, durante o almoço pós São Silvestre no ano passado (2018) conheci o Zé Gotinha (personagem assim conhecido por correr todas as provas fantasiado com a roupa do personagem símbolo da vacinação no Brasil) e ele era justamente de Manaus - Capital do Estado do Amazonas.
Conversando com ele naquele dia 31 de dezembro, ele me falou desta prova, mas ainda não sabia qual data ela seria realizada em 2019 e aproveitei e peguei o contato dele e assim que saiu informações sobre a corrida ele me avisou quase que instantaneamente.
Pena que ele não pôde estar presente na prova e com isso não nos encontramos por lá. 

E como o meu desejo de ir lá correr era enorme, acabei criando uma campanha num site de arrecadação de fundos que descobri por acaso num grupo de Whatasapp.Criei a campanha em março, mas ela não rendeu muito.
Consegui arrecadar apenas 22% do valor que calculei que iria gastar. Porém, ainda recebi mais algum dinheiro pessoalmente de alguns amigos daqui de Ubiratã e esse dinheiro deu para comprar a passagem de ida, com saída de Curitiba, fazer a inscrição da prova, que custou quase 200 reais e ainda me sobrou pouco mais de 100 reais, o que dava para pagar cerca da metade do valor do hotel em Manaus.

Não fiz a prova que queria. Mas, também não fiz a preparação que esperava.
Mas, vamos por partes. rsrs

Saí de Ubiratã às 20:40h do dia 14/11 rumo a Curitiba (544kms). Onde pegaria o avião às 19:15h do dia 15 rumo ao Rio de Janeiro (875kms).Cheguei em Curitiba perto das 07:00h da manhã e logo saí a procura de um hotel baratinho para poder dormir e descansar um pouco. Coisa que não consegui fazer no ônibus devido ao desconforto das poltronas e péssimas condições da estrada.

Consegui um hotel não muito em conta, mas como não tinha outra escolha o jeito era me acomodar ali mesmo até o horário do voo que seria somente a noite.

Dormi das 8 da manhã até por volta de uma hora da tarde. Em seguida tomei um banho e sai para almoçar e logo depois segui para o aeroporto. Fiz o check'in e fiquei aguardando o embarque e decolamos pontualmente as 19h15.

Com pouco mais de uma hora de voo desembarquei no Rio de Janeiro e às 21:35h embarquei em definitivo para Manaus (4.276kms) num voo com cerca de 4h15 de duração.
Cheguei em Manaus às 00:45h horário local (01:45h horário de Brasília).
Imediatamente acionei um Uber e cerca de meia hora depois já estava instalado no Hotel Fortaleza (15kms) onde pude dormir e descansar um pouco depois de percorrer cerca de 5.710 quilômetros nas 30 últimas horas e acordei somente por volta das 11 da manhã de sábado. Véspera da prova.

Logo ao acordar já recebi uma ligação do amigo Ênio de Belo Horizonte que também estava em Manaus e iria correr a meia maratona. Ele me ligou para combinarmos um horário para irmos retirar o kit que seria entregue a partir das 14 horas na Arena da Amazônia.
Pouco depois ele chegou ao meu hotel e fomos procurar uma lanchonete para tomar o café da manhã e logo depois fomos ao estádio.
Antes, porém, fomos conhecer o Porto de Manaus.



No Porto.
Devido a chuva, tive que adquirir um guarda-chuva antes do passeio. rsrs


Até conseguimos adentrar ao gramado antes de pegar os kits.
Os portões estavam abertos, pois estavam montando um palco para um show gospel logo mais a noite e aproveitamos e fomos conhecer o estádio por dentro.
Dentro da Arena da Amazônia.


Em seguida pegamos os nosso kits e partimos para o bairro Ponta Negra onde o Ênio tem um amigo que mora lá e ele havia nos convidado para almoçar e comemos um peixe assado no capricho.


Na retirada do kit.
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O fraquinho kit da prova.
Uma cam
iseta bem 'vagabunda' (a parte de trás é azul escura e na primeira lavada já manchou a parte da frente que é verde limão), o número e o chip mais um suco Tang, um Trident e um Club Social de "brinde" entregue dentro de uma sacola de plástico.
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Eu, o amigo do Ênio e o Ênio.
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O nosso almoço.
Tambaqui assado no capricho.


Mais a tarde voltamos, cada um para o seu hotel, para descansar para o dia seguinte.
E a noite ainda saí à procura de algo para comer e acabei indo para uma pizzaria próxima ao hotel onde paguei um absurdo por uma pizza de 6 pedaços e um refrigerante e perto das 21 horas fui dormir, pois teria que acordar por volta das 3 da manhã, já que a largada da corrida seria as 04:00h.
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O meu jantar, que também foi o meu lanchinho do dia seguinte. rsrs




A PROVA


No dia da corrida (17/11) acordei as 03:15h da manhã. Comi umas coisinhas que havia levado de casa e em seguida me encaminhei, com outros corredores que estavam no hotel, até o local da largada que ficava bem próximo.

Antes da largada teve algumas apresentações e pontualmente as 04:00h da manhã, ainda muito escuro, foi dada a largada.


Pouco antes da largada.


Apesar do clima estar meio chuvoso naqueles dias, senti muito abafado nos primeiros 5kms da prova. Porém, fiz uma boa largada e vinha num bom ritmo naquele início. Completei os primeiros 5kms com 19min35seg. Média de 3'55 por km.
Mas, não consegui manter o ritmo.
O abafamento era demais. Estava mais suado do que em treinos longos.

Devido ao escuro, acabei não visualizando a placa com o quilômetro 10, mas cheguei no km 11 com o tempo de 45min15. Ritmo médio de 4'06.
Já não conseguia manter o ritmo inicial.
É claro que a falta de treinos adequados iria pesar na prova. Mas, não achei que isso poderia afetar logo no início da corrida. rsrs


Em alguns momentos corremos num escuro quase total e em ruas muito desertas em alguns pontos. Um perigo grande na minah opinião.


Como citei logo no início, não fiz uma boa preparação.
Até tentei, mas não foi possível.
Havia feito a Maratona de Assunção no finalzinho de agosto. Depois me dei alguns dias de folga e quando iniciei a preparação para Manaus só tinha 9 semanas e logo no primeiro longão, no final da primeira semana, acabei sentindo dores no joelho esquerdo. Frutos de uma lesão mais séria acometida um ano antes, e isso me fez parar a preparação por uma semana.
Após esse ocorrido, fiz mais uma semana de treinos e voltei a sentir e parei novamente.
Resumindo: tive que treinar uma semana e ficar outra semana de recuperação das dores logo no início dessa pequena e curta preparação.

Se isso não bastasse, comecei a sentir algumas dores no peito e em uma destas vezes acabei indo parar no hospital (dia 05/10) e depois disso, resolvi fazer alguns exames e os treinos foram, praticamente, deixados de lado até saber o real motivo destas dores que, a princípio, eram só dores musculares. Pois, os exames não acusaram nada de anormal e quando tive o diagnóstico só faltavam duas semanas para a prova. Ou seja, não dava para fazer mais nada e com todo esse ocorrido a preparação foi péssima. Acredito que a pior dentre todas as preparações que fiz para as outras maratonas que já corri. 

Juntando tudo isso, mais o cansaço e desgaste da longa viagem o meu desempenho no desenrolar da prova não poderia ser dos melhores. Só que eu esperava isso acontecer mais lá na parte final. Não logo no início.
Mas, enfim... rsrs

Em relação ao aumento do ritmo médio do km 5 ao 11, um pouco também foi por conta do percurso que oscilou bastante. Ou seja, havia mais subidas do que nos 5 primeiros quilômetros.

Chegando no quilômetro 15 o meu cronômetro marcava 1h02min12seg. Ritmo médio na casa dos 4min08seg. Continuava subindo apesar do leve chuvisqueiro nos últimos dois quilômetros que fez amenizar um pouco mais aquele abafamento inicial.
Mas, o fato é que eu já estava sentindo o cansaço da viagem e da falta de treinos adequados para esta prova.
Do km 14 para o 15 fiz com 4min30seg.
Até então, eu queria tentar mais um sub-3h, mas já estava começando a achar que não seria possível.

Cheguei na marca dos 21kms com 1h30min14seg. Ritmo já na casa de 4min17seg. E desde o km 19 acabei desistindo de buscar o sub-3h. Estava fazendo muito esforço para manter abaixo dos 4'15 por km. Ritmo necessário para alcançar este objetivo e segui para tentar não distanciar muito além deste tempo.
O objetivo também era o de buscar um pódio e para isso eu não poderia ultrapassar 3h10 de prova. Talvez até 3h15 dava. E tentei manter uma media que me levaria a este tempo.

Porém, no quilômetro 30 o tempo total já era de 2h16min32seg e o ritmo medio estava acima de 4'30. Tempo previsto para conclusão em 3h10, na melhor das hipóteses. Pois, a situação tava feia. rsrs
Ou seja, dificilmente eu conseguiria um pódio ali.
E pra piorar, do km 30 ao 35 o percurso oscilava demais. Muita descida e subida forte. Mas, o pior ainda estava por vir.

Na subida do quilômetro 31 fui obrigado a caminhar.
Estava muito cansado e foi impossível não parar de correr um pouquinho.
Logo em seguida, quase no finalzinho da subida voltei a correr, mas não durou muito tempo. Na descida do quilômetro 32 comecei a sentir algumas pontadas no lado esquerdo do peito e a cada movimento do braço mais doía.
Daí comecei a caminhar um pouco e vez ou outra eu tentava voltar a correr, mas a cada tentativa a dor aparecia novamente e o jeito então era o de caminhar mesmo.


O tempo era de 2h32 e ainda faltavam 10kms pela frente e ainda tinha muita subida pesada e descida até o quilômetro 35 e cheguei nele, caminhando, com 2h50.
Estava fazendo alguns kms na casa dos 8 minutos. Mas, tentava ir o mais rápido que dava.
Ora ou outra eu tentava dar uns trotes, mas não conseguia correr nem a 6 minutos por quilômetro com eles e caminhava na maior parte do tempo, mas procurava ir o mais rápido possível. Mesmo que esse mais rápido não fosse tão rápido assim. rsrs

Lá pelo quilômetro 37 começou a chover e choveu bastante encharcando toda a roupa, tênis e pesando tudo fazendo o sofrimento ser ainda maior. No entanto, parece que a chuva fez diminuir um pouco as minhas dores e nos últimos quatro quilômetros até consegui correr mais do que caminhar.

Pouco depois já avistei o pórtico de chegada, mas quando eu achei que estava chegando, não estava. rsrs
A gente passa em frente ao pórtico de chegada e percorre quase um quilômetro à frente para fazer um retorno para depois voltar e cruzar em definitivo a linha de chegada.
E eu a cruzei com o meu pior tempo das 20 maratonas completadas até o momento.
Tempo oficial de 3h47min06seg.
Nem preciso dizer que fiquei super insatisfeito com o resultado, né?

Porém, depois de alguns dias percebi que não fui tão mal assim, pois, das 9 semanas que tive para me preparar para esta prova, eu acredito que treinei apenas a metade delas.
Ou seja, eu não tinha muito o que me cobrar. E apesar de tudo, completei mais uma prova de 42 quilômetros e só por isso, eu tinha que estar feliz e agradecer a Deus por ter me proporcionado esse momento de poder estar fazendo o que gosto e ainda conhecendo um lugar onde tinha vontade de conhecer e ainda de quebra, fui Top80 e recebi uma medalha para engrandecer este feito.
Não foi de todo mal.



Às margens do Rio Negro na praia da Ponta Negra após a conclusão da prova.


Após cruzar a linha de chegada reencontrei o Ênio e ficamos no aguardo da confirmação do meu Top80, ou não.
Mas, como demorou para sair o resultado, ele decidiu retornar ao seu hotel e eu fiquei mais um tempo por ali esperando sair o resultado e quando saiu o meu nome figurava ali, na 63ª colocação e imediatamente fui para receber a minha segunda, e mais importante, medalha da prova. E após recebida, ainda fiquei mais um tempinho esperando alguns amigos completar a maratona e em seguida voltei ao hotel, tomei um bom banho e descansei uns minutinhos até receber novamente uma ligação do Ênio me convidando para sair para almoçar.
E fomos numa churrascaria top de linha. rsrs



Durante o almoço.


Após o almoço nos despedimos e no dia seguinte (18/11) ainda fiz um passeio de barco onde pude ver com os meus próprios olhos o incrível encontro das águas dos rios Negro e Solimões e ainda visitei uma tribo indígena.
E na madrugada de segunda para terça-feira, às 04:00h da manhã, embarquei de volta para casa onde cheguei apenas às 17:30h.



Segue abaixo mais algumas fotos:
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Meu número.
Representando o meu município - apesar de não ter tido patrocínio da secretaria de esportes.

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No Porto de Manaus.
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Na Igreja Nossa Senhora da Conceição.
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Chegando na Arena da Amazônia para a retirada do kit.
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No apartamento do amigo do Ênio.
Ao fundo o Rio Negro.
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No Teatro Amazonas.
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A noite - durante a prova.
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Todo molhado devido a chuva.
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Com o Ênio após a corrida.
Ele completou os 21kms com o tempo de 2h18'10.
Foi o 144º no geral e o 12º na sua categoria.
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Maratonando em Manaus.
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Minha 20ª maratona completada.
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Com o amigo Paulo Picanha.
Um dos amigos que me patrocinaram para esta prova.
Ele completou sua 153ª maratona com o tempo de 5h39'31.
Foi o 422º no geral e o 51º em sua categoria.
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Eu, um corredor da Acorja, amiga Marinês Melo e Paulo Picanha.
A Marinês completou os 42kms com 5h54'06. Ela terminou em 125ª lugar na classificação geral e em 12º lugar em sua faixa etária.
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A medalha da prova e a medalha Top80.
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Os 13 primeiros colocados da minha faixa etária (40/44 anos).
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Certificado de conclusão e participação.
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Mercado Municipal.
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No Relógio Municipal.
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No Encontro das Águas do Rio Negro e Rio Solimões.
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Na Tribo Indígena Dêssanas.
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Peixe defumado - horrível.
Formigas - não experimentei rsrs
Beijú - mais ou menos rsrs
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Voltando do passeio.
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Agradecimentos:
Primeiramente a Deus pelo dom da saúde e por me proporcionar uma ótima viagem e estadia em Manaus.
E um agradecimento especial aos amigos que me ajudaram a realizar este sonho de correr no Estado do Amazonas através de uma campanha que fiz no início do ano para me ajudar nos custos altíssimos desta viagem.


Estarei citando os nomes em ordem alfabética:
Alisson Amaro, Cláudio Zen Júnior, Bruno Molina Menegon, Denise Amaral, Elaine Pereira da Silva, Emerson Saturnino de Almeida, Fábio Augusto Celestino do Site Ubiratã On Line, Flávia Figueiredo, Jéssica e Vanilda Castanheira, Jurandir Zampieri da Serraria Zampieri, Marielza da Portal Pizzaria Odair Roberto, Paulo Picanha, Ubiracy Rezende e uma pessoa que fez um depósito anônimo na minha conta.
A todos o meu muito obrigado e que Deus lhes cubra de bençãos eternamente... 


#tuttamaratonista