sábado, 31 de janeiro de 2026

Corrida Nº 269 - 100ª Corrida Internacional de São Silvestre - São Paulo-SP (31dez2025)

 100ª Corrida Internacional de São Silvestre – mais do que uma prova, um capítulo da história


Antes mesmo do primeiro passo na Avenida Paulista, a 100ª Corrida Internacional de São Silvestre já havia começado a ser vencida muito antes — ainda na luta pela inscrição.
Site lento, fila virtual que não andava, links “fura-fila”, horas perdidas em pleno dia de trabalho… um verdadeiro teste de paciência. Mas, como todo corredor experiente sabe, desistir nunca foi uma opção. Depois do caos, a vaga veio. E com ela, a certeza: eu estaria presente na edição centenária da corrida mais tradicional do Brasil.

"No meio da multidão, começava mais um capítulo da minha 19ª Corrida Internacional de São Silvestre."



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 269
Nome da prova: 100ª Corrida Internacional de São Silvestre
Cidade: São Paulo-SP
Data: Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2025
Distância: 15kms
Tempo: 1h01min15seg
Média por quilômetro: 4min05seg
Classificação geral: 119º lugar (151º lugar somando a elite)
Atletas no geral: 28.472 atletas concluintes na categoria masculina
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 16º lugar
Atletas na categoria: 4.449 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 154 pódios
Pódios por classificação geral: 69 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 77 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 3977


A viagem começou na noite de sábado, 27 de dezembro. Embarquei em Ubiratã às 19h35, no ônibus da Viação Garcia, rumo a São Paulo. Após uma madrugada inteira de estrada, cheguei à Rodoviária da Barra Funda às 8h da manhã de domingo. De lá, segui para Diadema para passar momentos preciosos com minha avó — parte do domingo e toda a segunda-feira ao lado dela, recarregando não só o corpo, mas também a alma, antes de retornar à capital paulista ao anoitecer.

Na manhã do dia 30, voltei à Barra Funda para encontrar os amigos de Corbélia, Tite e Carvalho. O ônibus deles atrasou bastante e só chegou perto das 11h. E sem perder tempo, seguimos direto ao Parque do Ibirapuera para a retirada dos kits. Resultado: quase três horas de fila. Cansativo, mas fazia parte do pacote São Silvestre.

Depois, almoço, descanso no hotel e, à noite, um jantar leve seguido de uma rápida passagem pela Avenida Paulista — aquele último contato silencioso com o palco onde, no dia seguinte, a história seria escrita por mais de 50 mil corredores e onde traçamos uma estratégia para nos encontramos após a prova.

Dia 31. Acordamos pouco antes das 5 da manhã. Café rápido, tênis nos pés e coração acelerado. Seguimos para a Paulista, já tomada por uma multidão impressionante. Era impossível não se arrepiar: mais de 50 mil pessoas reunidas para celebrar a centésima edição dessa prova lendária.

O Carvalho, estreante na São Silvestre largou no setor vermelho - o único setor disponível quando fiz a inscrição pra ele.
Já o Tite foi no pelotão Premium e eu fiquei no setor azul.

A espera foi longa. Mais de duas horas até a largada, organizada em ondas. A minha aconteceu às 8h15. Como sempre, os primeiros metros foram tensos. Muito congestionamento, pouco espaço e o cuidado redobrado — uma queda ali poderia virar um efeito dominó com consequências nada agradáveis.

Após o viaduto, finalmente surgiram alguns espaços para correr melhor. Mesmo assim, em muitos trechos era inevitável fazer zigue-zague de um lado para o outro da rua em busca de uma brecha. Mas, em certos pontos, a solução era correr pela calçada mesmo.

Passado o primeiro quilômetro (com um pace até muito bom 3min43s) imaginei que o fluxo melhoraria, mas aconteceu justamente o contrário. A prova seguia extremamente tumultuada. Acredito que a busca pela medalha histórica fez com que muitos atletas se posicionassem mais à frente, não se importando em passar pelo pórtico e ter seu tempo computado pelo chip e isso acabou intensificando ainda mais o congestionamento.

Acabei aproveitando bem as descidas que haviam após o primeiro quilômetro e fechei o km 2  mais rápido que o primeiro (3min33s). Mas, não estava sendo nada fácil.
Apesar do céu nublado, a temperatura beirava os 28 graus — sensação térmica bem maior para quem estava correndo. O suor escorria em excesso.

Cheguei ao km 5 em torno de 19min20s, aproximadamente. E com um terço da prova concluído, ficou claro que baixar de uma hora seria improvável. A partir do sexto quilômetro, começavam as subidas e o pace médio de cada km já ultrapassou os 4min — e no a partir do km 10, onde passei com o tempo total de 39min30s tive a confirmação de que o tempo final da prova deste ano seria pior do que o da minha primeira São Silvestre, disputada vinte anos atrás quando completei com 1h00min33seg.

Até que eu queria fechar esta última participação abaixo de uma hora. Mas, com todas as adversidades isso já não estava mais nos planos. rsrs

O desgaste da viagem, o calor, a redução nos treinos nas últimas semanas do ano e as intermináveis subidas antes da Brigadeiro cobraram seu preço. E quando ela finalmente apareceu — imponente, desafiadora — confesso que pensei em caminhar. Mas resisti. Não parei. Segui firme, mesmo em um ritmo bem abaixo do ideal.

“Na minha 19ª São Silvestre, a Brigadeiro surgiu como sempre: imponente, silenciosa e pronta para cobrar respeito.”


Completei os dois quilômetros da Brigadeiro no limite. E ao retornar à Paulista, já próximo de uma hora de prova, o foco passou a ser apenas manter uma passada firme e cruzar a linha de chegada.
E assim concluí minha 19ª São Silvestre em 1h01min15s. Muito longe do recorde pessoal obtido no ano anterior que foi de 55min44seg. Mas, foi o que deu pra fazer neste ano centenário. E, sinceramente? Tá de bom tamanho.

“Cruzar este pórtico pela 19ª vez não é apenas chegar ao fim de uma prova. Talvez seja uma despedida — mas uma despedida bonita, construída ao longo de anos de dedicação, renúncias e amor pela corrida.”


No pelotão geral, fui o 119º colocado e, considerando todos os mais de 28 mil concluintes da categoria masculina, posso dizer que fiquei entre os melhores da prova.

Ao final, reencontrei o Tite, que largou na Premium, e juntos fomos buscar a belíssima medalha da
100ª Corrida Internacional de São Silvestre — um símbolo que carrega muito mais que metal: carrega história.

Depois, ainda houve tempo para reencontrar outros amigos do Paraná e da minha cidade também.
E ao retornar ao hotel pude viver mais um capítulo típico dessa aventura: ir resgatar o Carvalho, que conseguiu se perder após completar a prova e foi parar a mais de 3 km da Paulista, enquanto nosso hotel ficava a apenas 300 metros.
No fim, deu tudo certo e voltamos todos em segurança para casa.

EM RELAÇÃO A PROVA:
Bagunçada como sempre.
Inscrição confusa e caríssima, retirada de kits demorada, falta de camisetas, água escassa no percurso, medalhas faltando no final e denúncias lamentáveis de staffs vendendo no metrô. Situações que entristecem, principalmente em uma edição histórica.

Talvez por tudo isso — e também pelos altos custos — é bem provável que esta tenha sido minha última São Silvestre. Com o valor gasto para correr essa prova, consigo disputar duas maratonas aqui no Paraná. E meus planos a partir de 2026 são claros: buscar minha
50ª maratona… e quem sabe, um dia, a 100ª.
Talvez eu volte apenas na edição 111. Ou antes, caso apareça um patrocinador disposto a bancar tudo para que eu possa largar no pelotão Premium. O que é difícil… mas sonhar não custa. rsrsrs

Encerrando 2025 com 
18 provas disputadas, 16 pódios conquistados. Um ano simplesmente fantástico.

Para 2026, a ideia é reduzir o número de provas, controlar os gastos e focar nas maratonas — não em busca de performance extrema, mas para correr com prazer, menos sofrimento e alcançar as metas traçadas.
Porque no fim, mais importante do que o tempo no relógio, é continuar escrevendo a própria história… passo a passo, quilômetro a quilômetro.

Pra finalizar quero deixar o meu muito obrigado à empresa Brasil Sul, através do Carlos da agência de Cascavel, ao excelente corredor Ademir Ramos de Cascavel e a um amigo que prefere não ser identificado. A colaboração de cada um de vocês foi fundamental para que esse objetivo se tornasse realidade. 
19 São Silvestres concluídas. Histórias, sacrifícios e orgulho que ninguém tira. 🏅


Segue abaixo mais algumas fotos:
 
Meu numeral.
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Na retirada dos kits.
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Faltando 1 dia para a histórica 100ª São Silvestre.
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Com os amigos de Corbélia Tite que fez sua 4ª São Silvestre (1h09min43seg) e o estreante Carvalho (1h11min17seg).
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Antes da largada.
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Depois da prova com a belíssima medalha.
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Com a 'Chiquinha' e o 'Chapolin Colorado'. rsrs
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Na Avenida Paulista prestes a voltar pra casa com os amigos paranaenses.
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A bela medalha da prova.
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Todas as minhas 19 medalhas das 19 participações.
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Meu resultado.
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Até a data desta postagem a classificação poderia ser conferida no site da chiptiming.



sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Corrida Nº 268 - 4ª Corrida Porto a Porto - Porto Rico-PR (21dez2025)

Algumas provas ficam marcadas pelo resultado. Outras, pelo percurso. E existem aquelas que vão além do cronômetro, deixando lembranças que misturam amizade, desafio, dor, estratégia e superação.
A Corrida Porto a Porto foi exatamente esse tipo de prova.

“Não era apenas correr, era sobreviver ao sobe e desce implacável do percurso que não permitia distrações: ou você respeitava o trajeto, ou ele te vencia.”




Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 268
Nome da prova: 4ª Corrida Porto a Porto
Cidade: Porto Rico-PR
Data: Domingo, 21 de Dezembro de 2025
Distância: 13kms
Tempo: 53min48seg
Média por quilômetro: 4min08seg
Classificação geral: 16º lugar
Atletas no geral: 252 atletas concluintes
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 2º lugar
Atletas na categoria: 25 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 154 pódios
Pódios por classificação geral: 69 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 77 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 67


No dia
21 de dezembro, tive a oportunidade de participar, junto com grandes amigos, da 4ª edição dessa corrida que liga duas cidades, cruza paisagens incríveis às margens do Rio Paraná e coloca qualquer atleta à prova — não apenas fisicamente, mas também mentalmente.
Foi mais do que correr 13 quilômetros. Foi viver cada metro do percurso intensamente.

Saímos de
Ubiratã na tarde do dia 20 de dezembro, com o Fernando assumindo o volante e nos dando aquela força fundamental. Também vieram com a gente os amigos Lucas e Rafael, de Corbélia, além do Tite que se juntou ao grupo já lá em Goioerê.

Foram cerca de
quatro horas de viagem até chegarmos à Pousada O Porão, localizada literalmente às margens ao Rio Paraná. Uma pousada simples, mas muito bem organizada, confortável e com um custo excelente — apenas R$ 90 por pessoa e ainda tem um restaurante com a comida mais barata da região. Uma ótima escolha para quem quer passar um final de semana super agradável nas prainhas de Porto Rico.

Depois do check-in, demos uma breve caminhada pelos arredores e em seguida resolvemos ir até
Porto São José, local da chegada da prova. E foi ali que veio o primeiro susto: subidas… muitas subidas.
Mesmo sendo um atleta que treina bastante em terrenos inclinados, confesso que precisei rever o planejamento e os objetivos para a prova.
O percurso prometia cobrar caro.

Já de volta a
Porto Rico, fechamos a noite em uma pizzaria e, com sabedoria, retornamos cedo. Antes das 22h já estávamos recolhidos, porque o domingo prometia.

No domingo, dia
21, o pessoal acordou cedo. Por volta das 5h da manhã já estavam de pé. Eu acabei levantando um pouco mais tarde, quase às seis, já que a largada seria somente às 7h.

Café da manhã feito, desci e fui até o local da largada — praticamente em frente ao hotel — para um breve aquecimento. E foi ali que senti algo que me deixou em alerta:
uma dor mais forte nas costas, próxima à coluna, consequência de um probleminha no trabalho ocasionado cerca de dez dias antes e que já vinha incomodando nos treinos.

Durante o aquecimento pressionando as costas pra ver se a dor diminuía.


O aquecimento acabou sendo bem “meia boca”, feito mais na esperança de que a dor não evoluísse durante os
13 km do percurso.
A temperatura estava bem mais amena do que no dia anterior, quando os termômetros de Porto Rico chegaram aos 40°C. Ainda assim, o dia amanheceu com poucas nuvens e tudo indicava que o calor daria as caras mais tarde.

Me posicionei próximo à largada e, quando o atleta 
Vanderlei Cordeiro de Lima — padrinho, organizador e patrocinador da prova — acionou o megafone liberando a largada, partimos em disparada.
Com cerca de 100 metros de prova, já fizemos uma curva à direita e encaramos a primeira ladeira. Ela dava uma leve amenizada após uns 300 metros, apenas para se intensificar novamente logo em seguida.
Fechei o 
primeiro quilômetro em 4min10s, e contei 23 atletas à minha frente.

Na sequência, veio a primeira descida. Aproveitei para ganhar uma ou outra posição e fechei o
segundo quilômetro em 4min cravados. E, felizmente, até ali, nada das dores nas costas.
Com tantas subidas em tão pouco espaço, não havia tempo para pensar em mais nada além do sofrimento imposto pelo percurso. rsrs
E quando parecia que as descidas seriam um “respiro”, vinha o vento contra — que só piorava tudo, especialmente nas rampas seguintes. Um sobe e desce sem fim.
Ainda assim, o desempenho naquele início estava até que muito bem. Passei os 5 km em aproximadamente 21 minutos.

A partir dali, o objetivo ficou claro:
buscar o Oswaldo, de Maringá. Reconheci-o por conta da camiseta da Acorremar e sabia que ele era da minha categoria. E para ter chances mais reais de pódio, eu precisava, no mínimo, alcançá-lo e ultrapassá-lo.
Ele seguia cerca de 100 metros à frente. A “caça” estava lançada. kkkkk

Um pouco antes, entre os km
3 e 4, eu havia me juntado a um pequeno pelotão com outros três atletas. O ritmo era forte e constante, e isso ajudou bastante a manter a cadência e, aos poucos, reduzir a distância para o Oswaldo.

Até o
km 8, já havíamos ultrapassado de três a quatro corredores. Mas, aí, dois atletas do pelotão deram uma arrancada e abriram vantagem. Um outro acabou ficando para trás e eu mantive a cabeça fria e o foco total: alcançar o Oswaldo até o km 11, no máximo. Pois assim, eu teria os dois quilômetros finais para abrir vantagem.

Após o km
 9, ao iniciar mais uma subida, estava bem perto dele e a ultrapassagem veio logo na descida seguinte. Cumprimentei, trocamos algumas palavras rápidas e segui mantendo o ritmo.
Ao finalizar a descida, batemos no km 11. Era a hora de colocar a estratégia em prática. Mantive o foco ainda mais concentrado na subida e consegui abrir uma pequena vantagem.
No topo, veio a descida — e ali eu acelerei.

Passei pelo
km 12, acelerei ainda mais e ganhei mais uma colocação. Passei pelo Vanderlei, que orientava a entrada do trecho final, virei à esquerda e entrei por entre casinhas simples, mas de uma beleza incrível. Veio a última descida… e acelerei tudo o que ainda tinha.
E em uma parcial do garmin no km 12,75 passei com pace de 3min03s. É lógico que isso foi uma parcial do ritmo real no momento que foi por poucos metros, mas foi o suficiente para não dar chances ao azar. rsrs

Última curva à direita, depois à esquerda, e cruzei a linha de chegada em
Porto São José, completamente exausto, com o tempo de 53min48seg. Pace de 4min08s por km. Muito acima do que costumo manter em provas curtas. Mas, as adversidades do percurso não permitiram correr mais rápido.
Mas, ainda assim deu bom.

Quando saiu a classificação oficial, a notícia veio com sabor especial:
2º lugar na minha categoria perdendo por apenas 11 segundos para o campeão e o Oswaldo ficando em . Ou seja, minha estratégia em querer ultrapassá-lo não havia sido em vão. rsrs

A premiação foi simples — um troféu e
R$ 100,00 em dinheiro — mas extremamente significativa diante do nível e da dificuldade da prova.

No fim, pegamos o ônibus de volta para Porto Rico e retornamos para casa no final da tarde,
 levando na bagagem muito mais do que quilômetros corridos. Levamos experiências únicas de um percurso duríssimo, muitas histórias para contar, amizades fortalecidas e aquela sensação indescritível de ter vencido mais um grande desafio.”


Considerações finais sobre a Corrida Porto a Porto

✔️ Percurso extremamente difícil, com muitas subidas longas e íngremes com vento contra;
✔️ 4 pontos de hidratação durante o percurso e na chegada;
✔️ Hidratação final com água, isotônico, banana e até chopp;
✔️ Premiação em dinheiro para os 5 primeiros no geral e os 3 primeiros nas categorias (divididas de 5 em 5 anos);
✔️ Ônibus gratuito levando os atletas de volta do local da chegada até o local da largada;
Ponto negativo: ausência de guarda-volumes — algo fundamental em provas com largada e chegada em cidades diferentes.

A inscrição custou
R$ 75,00 + 1 kg de alimento, um valor muito justo pelo que a prova oferece.
Outro detalhe interessante: a cada edição, a largada muda de cidade. Em 2026, a largada será em Porto São José, com chegada em Porto Rico.

Pra finalizar, preciso mais uma vez deixar meu agradecimento especial aos Postos BCA, na pessoa do amigo José Bocalon, pelo apoio constante e fundamental. Um incentivo que faz toda a diferença para que eu siga acreditando, treinando e competindo em alto nível.


Segue abaixo algumas fotos:

Durante a caminhada em Porto Rico.
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Em Porto São José - local da chegada da prova.
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Meu numeral da prova.
Mais uma vez patrocinado pelos Postos BCA.
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Largada da prova quase em frente a pousada.
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Pouco antes da largada.
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Por volta do km 11 com o Rio Paraná ao fundo.
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Com os companheiros de viagem após a prova.
Lucas: 1h09min25seg
Rafael: 59min53se
Tutta: 53min48seg
Fernando: 55min53seg (3º na faixa etária)
Tite: 58min40seg
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Com o atleta olímpico e organizador da prova - Vanderlei Cordeiro de Lima.
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Pódio da categoria 45/49 anos.
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Os 10 primeiros colocados na categoria 45/49 anos.
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Os 20 primeiros colocados na classificação geral masculina.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser visualizada no site da chiptiming.
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Com o amigo Fernando Matiussi que foi 3º colocado em sua categoria.
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O troféu e a medalha da prova.
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Parciais de cada km.
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O belíssimo pôr do sol na prainha de Porto São José.





quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Corrida Nº 267 - 3ª Etapa do Circuito Noturno Cidade das Flores - Corbélia-PR (04dez2025)

Com o vice-campeonato geral praticamente assegurado e sem chances matemáticas de alcançar o líder do Circuito Noturno Cidade das Flores, a ideia inicial ao seguir para Corbélia era simples: correr solto, controlar o ritmo e não forçar nesta última etapa. Mas quem corre sabe… quando a largada é autorizada, qualquer plano mais conservador fica para trás. A adrenalina fala mais alto, o coração acelera e a vontade de dar o melhor sempre vence.

"Enquanto as luzes decoravam a cidade, eu decorava a minha história." 



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 267
Nome da prova: 3ª Etapa do Circuito Notuno Cidade das Flores
Cidade: Corbélia-PR
Data: Quinta-feira, 04 de Dezembro de 2025
Distância: 12kms (que na verdade deu 11,890mts)
Tempo: 43min41seg
Média por quilômetro: 3min40seg
Classificação geral: 2º lugar
Atletas no geral: 30 atletas concluintes
Classificação no Circuito: 2º lugar
Número de pódios (fora de Ubiratã): 153 pódios
Pódios por classificação geral: 69 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 76 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 1204



Na
quinta-feira, 4 de dezembro de 2025, foi realizada a 3ª e última etapa do Circuito Noturno Cidade das Flores, em Corbélia.
Assim como na edição anterior, o ponto de encontro foi a Cical Materiais de Construção, onde encontrei com o Fernando, que mais uma vez nos salvou com a carona até a prova. O Magaiwer já estava por lá e, após as 18 horas, o Riki e sua namorada Rafaela se juntaram a nós.
Grupo completo, energia lá em cima e pé na estrada.

Chegamos ao local da largada por volta das 19 horas. O Tite logo veio ao nosso encontro com os kits, facilitando tudo. O ritual foi rápido e objetivo: numeral preso na camiseta, aquecimento leve, concentração e posicionamento para a largada, que aconteceu pontualmente às
19h30.

O percurso apresentou uma pequena mudança no início. A largada aconteceu em frente ao
Centro de Eventos, onde aconteceria, naquele mesmo final de semana, a festa de aniversário da cidade. Após os primeiros metros, passamos em frente ao estádio, subimos em direção ao ginásio de esportes e, a partir dali, o trajeto seguia praticamente igual ao das etapas anteriores, com exceção de um retorno feito duas quadras antes lá na avenida principal.

Ciente de que o Robson — vencedor das duas primeiras etapas — era muito forte e, ao mesmo tempo, tranquilo em relação ao Weverson, terceiro colocado na classificação geral no circuito, ajustei o Garmin para um ritmo médio de
3min45seg/km. Porém, já nos quilômetros iniciais, o corpo respondeu melhor do que o esperado. O ritmo naturalmente caiu para a casa dos 3min40seg/km.

Os três primeiros quilômetros foram cravados exatamente nesse pace. Logo no km inicial, apareci como
5º colocado geral, mas considerando que as provas de 6 km e 12 km largaram juntas, três daqueles atletas estavam na distância menor. Na prática, eu ocupava a segunda colocação geral nos 12 km. Mantive o foco, encaixei o ritmo e segui firme no batidão.

Sem perceber, o pace ainda melhorou:
3min38 no km 4, 3min34 no km 5 e novamente 3min38 no km 6, fechando a primeira volta com um tempo sólido e consistente de 21min50seg.

Na segunda volta, sem ameaças diretas e com a vice-liderança bem controlada, reduzi levemente o ritmo e optei pela constância, administrando a prova com inteligência até cruzar a linha de chegada com o tempo de
41min43seg para os 11.890 metros.
E já tinha percebido que a marcação não havia fechado corretamente e após a chegada, segui correndo mais alguns metros para completar oficialmente os
12 quilômetros com o tempo de 44min11seg. Subindo assim o pace médio para 3min41.

Depois, veio aquele momento clássico e merecido: resenha, hidratação e, claro, os
dois pódios da noite. Primeiro, o pódio da etapa. Em seguida, o pódio do circuito, coroando a regularidade ao longo das três provas, com direito a uma premiação de R$ 500,00 — ainda que, desta vez, o valor tenha sido simbólico no momento, ficando o pagamento real para semanas depois. Um detalhe que tirou um pouco da perfeição do evento, já que tradicionalmente as provas em Corbélia sempre realizaram o pagamento na hora. E desta vez, isso aconteceu somente 18 dias depois. Ou seja, no dia 22 de dezembro, o pagamento caiu na conta..

Por fim, deixo os meus
agradecimentos especiais aos Postos BCA, do amigo José Bocalon, ao Fernando Matiussi, fundamentais com as caronas ao longo das três etapas e ao Tite, por sempre agilizar o recebimento dos kits. Apoios assim fazem toda a diferença nessa jornada intensa, desafiadora e extremamente gratificante que é o esporte.


Segue abaixo algumas fotos:

Em frente a Cical com o Fernando e o Magaiwer.
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Completando a prova.
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Vídeo da minha chegada.
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Com o grande amigo, apoiador e Ultra Maratonista Fernando Matiussi.
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Tutta, Magaiwer, Rafael, Pedro Inácio, Marcos Rogério e Fernando.
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Pódio geral dos 12kms masculino.
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Os 10 primeiros colocados nos 12kms masculino.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser vista no site da chiptiming.com.
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"Estar no pódio, entre os melhores, é reviver cada treino difícil que quase ninguém viu."
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O segundo pódio da noite.
Vice-campeão geral no Circuito.
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Premiação.
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O troféu e as três medalhas formando uma mandala.