quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Corrida Nº 187 - Maratón Internacional de Asunción - Assunção-PY - 25ago2019

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Não foi o meu melhor tempo em maratonas.
Nem tão pouco a minha melhor colocação em uma corrida de rua.
Mas, com certeza esta foi a maior, ou, na pior das hipóteses, uma das maiores conquistas que já tive na minha carreira de atleta amador no atletismo...

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"Nenhum obstáculo será grande, se a sua vontade de vencer for maior!"



Segue os dados gerais da prova:

Prova número: 187
Nome da prova: Maratón Internacional de Asunción - MIA 2019
Cidade: assunção - Paraguai
Data: Domingo, 25 de agosto de 2019
Distância: 42,195kms
Tempo: 2h44min51seg
Media: 3min54seg por quilômetro
Colocação geral: 5º lugar
Atletas no geral: 349 atletas - Mas/Fem
Número total de pódios (fora de Ubiratã): 95
Pódios por classificação geral: 36
Pódios na categoria por faixa etária: 57
Pódios em equipes e/ou duplas: 2
Número de peito: 315
Resultados



Esta foi a quinta vez que saí do Brasil para participar de uma corrida em outro país. E todas elas foi no Paraguai.
A primeira vez foi em 2011 quando eu estrearia em provas fora do nosso Brasilzão e acabei me frustrando bastante devido a uma lesão acometida três semanas antes da prova. Mesmo assim segui para a capital paraguaia, mas acabei amargando uma quebra e abandono no km 38 da maratona.
No ano seguinte (2012) devido a maratona que eu havia feito no Rio de Janeiro no início de julho acabei não conseguindo treinar direito e resolvi mudar a inscrição da maratona para a meia em Assunção e acabei conquistando o segundo lugar na minha categoria com o tempo de 1h21. Tempo relativamente alto para os meus padrões.

Em 2015 retornei ao Paraguai e desta vez para encarar os 42.195 metros da maratona e os venci com 2h59min obtendo também a segunda colocação na categoria. E em 2016 encarei novamente a maratona e desta vez vim bastante cansado, pois havia encarado uma maratona no dia 12 de junho em Porto Alegre (2h50), depois a São Paulo City Maratón no dia 31 de julho (2h53) e fui à Assunção apenas para "cumprir tabela". Finalizando com 3h07. Foi o intervalo mais curto entre maratonas que eu já havia feito em toda a minha carreira amadora (3 maratonas em apenas 11 semanas). Um recorde para mim.


E neste ano de 2019 resolvi voltar a capital paraguaia para buscar um tempo melhorzinho.
Não havia feito treinos excepcionais, mas os 44kms percorridos em Brasília com 3h02min diziam que eu tinha pernas de sobras para buscar uma marca ali na casa das 2h48min que eu venho tentando desde a minha terceira maratona. rsrs
E para alcançar este objetivo, resolvi viajar dois dias antes para ter um tempo maior para descanso (o que não aconteceu). rsrs


Embarquei na rodoviária de Ubiratã na quinta-feira dia 22 de agosto às 16 horas rumo à Cascavel. De lá, às 20 horas, peguei outro ônibus até Foz do Iguaçu e por fim, às 00h05min do dia 23 embarquei em definitivo para Assunção. No entanto, devido a um probleminha na documentação, quase que não passo da alfandega paraguaia. Mas, graças a Deus acabou dando tudo certo e pude voltar ao ônibus e seguir viagem.

Cheguei em Assunção por volta das 06:00h da manhã, horário local (07:00h no horário brasileiro).
Esperei o dia amanhecer por completo e resolvi ir a pé da rodoviária até o El Viajero Hostel onde eu ficaria hospedado.
Depois de mais de 1h20min de caminhada e 8,5kms percorrido, cheguei ao local onde fiquei na recepção aguardando Miguel Delgado, Wu e Zilda que chegaram perto do meio-dia. Daí sim, pudemos adentrar ao quarto.
E nem descansamos muito.
Logo saímos para almoçar e mais a tarde, juntamente com o Wálter e a Maristela fomos ao Shopping retirar os kits.
De lá retornamos ao hostel e já em seguida fomos ao Lido Bar para comer e beber mais alguma coisa e fomos dormir umas 10 e pouco da noite.


No dia seguinte acordamos perto das 10 da manhã e boa parte do dia fiquei na companhia de Miguel Delgado, Wu e Zilda ali no Lido Bar.
Vimos algumas apresentações na rua em frente e a tarde dei um pulinho na rodoviária resolver um probleminha relacionado a minha passagem de volta ao Brasil. Retornei perto das 18 horas ao Lido e devido a insistência, principalmente do Wu, resolvi pedir um prato de massa. Mas, arrependi até a alma.
Fui 'obrigado' a pagar 31 mil guaranis (quase 22 reais) por uma porção que se viesse dentro de um pires acho que sobrava espaço. Não deu nem para matar um terço da fome que eu estava. rsrs


Após esta "bela" refeição, fui à missa numa igreja que ficava atrás do hostel onde estava hospedado. Miguel e Zilda me acompanharam. Wu, preferiu ficar no bar na companhia do Comandante Maia que havia chegado a pouco.
Achei bem legal a missa em espanhol.
Como o padre fala bem compassado, deu para entender quase uns 80% do que ele falava. Só achei muito curta. Apenas 30 minutinhos.
O padre meio que, atropelou tudo. Não sei se é o costumo de lá. Mas, aqui em Ubiratã o padre costuma fazer um sermão no meio da missa. Coisa que não houve em Assunção.
Houve também poucos cânticos e, apesar de dois batizados, haviam pouquíssimos fiéis na belíssima e gigantesca igreja.
Com certeza, voltando à Assunção, à missa estará dentro da minha programação novamente.

Ao término da missa retornamos ao bar, mas de lá, me encaminhei ao Bellini e lá sim, comi um verdadeiro prato de massas por 36 mil guaranis (cerca de 25 reais). Acho que a porção dava pelo menos umas 3 ou 4 vezes a mais do que a do Lido Bar. E ainda teve mini pães de cortesia.
No Bellini encontrei com vários amigos de Cascavel e Toledo que também fariam a prova no dia seguinte.
Após as 22 horas paguei a conta e retornei ao Lido e de lá todos seguimos para o hostel e no meio do caminho ainda encontrei o amigaço Dario de Cuiabá e trocamos umas palavrinhas e seguimos para o repouso.


Fomos dormir por volta das 11 da noite e tínhamos que acordar às 03:30h e sair às 04:00h, pois a largada seria às 05:00h da manhã. Ou seja, fui com dois dias de antecedência para tentar passear e conhecer um pouco mais Assunção e também para ter mais tempo para poder descansar e acabei não fazendo nem uma coisa e nem outra e a largada já estava ali, prestes a ser dada...

Mas, da próxima vez vou tentar fazer um pouquinho diferente. rsrs

Acordei às 03:35h e por volta das 04:05h saímos em direção a Avenida Costanera.
Mas, dava para dormir uns 30 minutinhos a mais, pois do El Viajero ao local da prova demoramos apenas 20 minutos e chegamos faltando mais de meia hora para a largada que foi dada pontualmente às 5 da matina. Ainda escuro e ventando muuuuito...

Para maratonas, eu nem me aqueço, pois tenho 42kms pela frente. Dá tempo de aquecer e sobreaquecer inúmeras vezes pelo percurso. rsrs
Procurei me posicionar bem à frente do pelotão e na saída foi até bem. Não me atrapalhei como acontece em outras provas por aí. rsrs
Saí num ritmo relativamente 'tranquilo'. Os primeiros colocados parece que estavam até mais tranquilos do que eu. Dava para acelerar um pouquinho e curtir a liderança por alguns segundos, se eu quisesse. Mas, me contive. Pelo menos, inicialmente.


O vento vindo do Rio Paraguai estava muito forte e achei desnecessário forçar e gastar energia atoa tão cedo. Mas, parecia que todos estava pensando como eu e foi nessa hora que apertei o passo tentando liderar, nem que fosse por alguns metros. Nisso, um dos atletas começou a acelerar também.
Não deu para ver se ele estava fazendo a maratona ou a meia-maratona, já que a largada das duas provas foi simultâneas. Mas, mesmo assim tentei alcançá-lo e ultrapassá-lo. Mas aí, fiquei de cara para o vento e resolvi maneirar a passada.
Acho que fiquei quase uns 500 metros ali na vice-liderança da prova. Depois deixei essa ideia de liderar de lado para não pôr os planos por água abaixo com fiz uma vez em Porto Alegre quando saí mais forte do que o programado e em Curitiba quando cheguei a liderar a prova por quase 2,5kms.


Nisso, completei o primeiro quilômetro com 3min45seg. Até mais forte do que o esperado que era 3'55 que daria um tempo final ali perto de 2h50. Se bem que, a primeira parte sempre procuro sair mais forte mesmo, porque sempre caio de produção da segunda metade em diante. Porém, o vento ali estava muito forte e o jeito foi tratar de segurar o ritmo. Pelo menos até fazer o retorno lá na frente.

Antes do retorno completei os primeiros 5kms com o tempo de 19min43seg e com aproximadamente 6,5kms fizemos um retorno e aí o vento estava bem favorável e já consegui impor um ritmo bem melhor.
Cheguei no décimo quilômetro com 39min27seg e até ali tudo bem plano. Percurso ao lado do Rio Paraguai na Avenida Costanera. O que matou mesmo foi o vento logo no início.

A partir do quilômetro 11 chegamos na primeira subida. Não era das mais difíceis. Porém, um pouco longa. Cerca de 2kms e isso já foi o suficiente para quebrar bem o ritmo. Tanto é que ultrapassei pela primeira vez a barreira dos 4 minutos por quilômetro ao completar o quilômetro 13 onde fiz 4min10seg.


Depois o percurso ficou mais tranquilo, mas as pernas já pesavam um pouco.
Acabei não vendo a placa de 15 quilômetros, mas no quilômetro seguinte (16º) passei com o tempo acumulado de 1h03min32seg. Media de 3min58seg por quilômetro. Um pouco acima do esperado. No entanto, ainda num ritmo muito bom.

No Strava, a marcação da quilometragem estava sendo sempre alguns metros antes da placa colocada na rua. Mas, estava procurando seguir as placas, pois ultimamente o Strava vem marcando sempre uma quilometragem maior do que normalmente eu corro. E independente de um ou outro estar errado ou não, isso nem vinha ao caso naquele momento. Pois, como eu disse, eu ia seguindo num bom ritmo e sempre ia vendo alguns atletas à minha frente e a principal preocupação era tentar buscá-los.

No quilômetro 18,5 entramos na Avenida Marischal Lopes e a essa altura eu era o nono no geral e conseguia ver até o atleta quinto colocado que seguia a uns 350 a 400 metros de distância e essa colocação teria uma razoável quantia em dinheiro como premiação (2 milhões de Guarani, o que daria um pouco mais de 1.300 reais). Então o jeito era tentar não perdê-lo de vista, pois como ainda faltava muita prova pela frente, eu poderia ter chances de alcançá-lo. E apesar de já estar bem cansado, eu sei que precisava fazer mai quatro ultrapassagens para chegar na quinta colocação. Mas, sonhar não custa nada mesmo. Então vamos sonhar. rsrs
O oitavo colocado seguia a uns 20 metros à minha frente e como o lema era conquistar colocação por colocação para chegar até o quinto lugar, então vamos buscar uma de cada vez.

Cheguei no 20º quilômetro com 1h19min32seg e nos 21 com 1h23min15seg.
Após o km 22 ultrapassei o oitavo colocado e assumi este posto.
No km seguinte (23) fiz mais uma ultrapassagem e assumi o sétimo lugar geral e ainda conseguia ver o quinto colocado que seguia a uns 300 metros de vantagem até o km 24, mas com o encontro dos atletas dos 21kms neste ponto do percurso, dali para frente seria difícil saber quem era da maratona, ou quem era da meia. Mas, eu vinha num bom ritmo e sempre tirando a diferença dos atletas que estavam à minha frente e chegar no atleta que estava em quinto lugar seria questão de tempo.

Cheguei no km 25 com 1h39min04seg. Pouco depois, para judiar ainda mais, passamos em frente ao pórtico de chegada. Mas, para completarmos a prova teríamos que seguir até o final da Avenida Costanera e retornar e para seguir em frente, além de ter que suportar todo o cansaço acumulado até o momento, precisava encarar todo aquele vento contra que vinha do rio e parecia que ele estava ainda mais forte e intenso do que lá no início da prova.

O bom que, após passarmos pelo pórtico, os meio-maratonistas completavam suas participações e agora só restava os maratonistas e aí eu consegui ver a distância que estava dos atletas que seguiam à minha frente. E tinha dois. O sexto e o quinto colocado, respectivamente.


Com muito sofrimento cheguei no quilômetro 30 e com um tempo muito bom, 1h59min25seg.
O sexto colocado ainda seguia numa distância considerável, porém, eu havia tirado alguma diferença e ele estava bem mais perto do que lá no km 24 quando encontramos com os atletas dos 21kms. O quinto colocado também não estava tão longe, mas não sei se daria para chegar, nem em um, nem no outro, pois o cansaço já era quase extenuante e o vento vinha pra acabar de judiar mais ainda.


No entanto, no km 33 o atleta que seguia em quinto lugar parou com cãibras. Passei por ele que ficou sentado no meio fio e assim o sexto virou quinto e eu assumi que era sétimo virei o sexto, temporariamente.
Disse, temporariamente, pois no km seguinte (34) acabei ultrapassando o atleta quinto que no momento caminhava e assumi ali, a colocação que garantia um "dim dim" na premiação. rsrs
Fui para a prova sem muita pretensão. De acordo com os tempos da edição anterior e de acordo com o tempo que eu queria fazer (entre 2h50 e 3h) daria um décimo lugar no geral e muito provavelmente campeão da categoria. Mas, como agora os ares haviam mudado, eu não queria deixar escapar de jeito nenhum aquela colocação.


Não sabia se eu poderia receber o prêmio em dinheiro, por eu ter me inscrito como atleta amador. Mas, isso eu ia deixar pra ver depois. No momento o que eu queria mesmo era seguir o mais rápido possível para completar a prova em quinto. O que para mim seria um feito histórico, inédito em uma maratona e inesquecível.


Pouco depois completei o 35º quilômetro com o relógio marcando 2h20min35seg. Em seguida, fiz o último retorno na Avenida Costanera e agora o vento estava a favor e a motivação foi maior quando um dos staffs que estavam ali naquele retorno onde havia um tapete eletrônico me confirmou dizendo que eu era o quinto colocado. Agora, de um jeito ou de outro eu tinha que continuar firme e forte. Mesmo a aparência dizendo o contrário. rsrs

O atleta que eu acabara de ultrapassar, recomeçou a correr e após o retorno deu para ter uma noção de distância entre eu e ele. Acho que dava uns 300 metros. Talvez um pouquinho mais...
Porém, ainda teria mais de 6kms até o final. Muita coisa ainda poderia acontecer, mas eu ia defender aquela colocação de qualquer forma, pois ela, com certeza, iria coroar a minha carreira de atleta amador.

Por sorte, ou talvez competência, sei lá. Talvez motivação, que mesmo cansado, voltei a correr forte nos quilômetros finais já sem o vento.
Cheguei a fazer quilômetros na casa de 3min40seg antes de chegar aos 40km e ao chegar na marca dos 40 quilômetros o relógio marcava 
2h38min46seg. Ou seja, eu tinha feito os últimos 5kms com pouco mais de 18 minutos... No entanto, me espantei ao correr mais uns 400 ou 500 metros e ver a placa de 41 quilômetros. Nisso, deduzi que todas as placas dos quilômetros anteriores estavam posicionadas no lugar errado.
Até comentei acima, aqui no texto, que o Strava sempre marcava os kms antes da placa na rua e nessa do quilômetro 41 bateu certinho.


Então, já que agora faltava 'apenas' 1.195 metros para o final, vamos partir pra cima. Mas, nem parti. rsrs
Após o quilômetro 41 comecei a sentir umas dores no centro do peito e como faz uns 4 anos que não faço nenhum tipo de exame, tratei de reduzir o ritmo e seguir em passadas curtas, já que a diferença para o sexto colocado estava enorme e há alguns metros do final, cheguei imitando o meu ídolo Vanderlei Cordeiro de Lima. Ou seja, cheguei fazendo "aviãozinho". Uma pena que não consegui encontrar vídeo desse momento glorioso da minha carreira.


Cheguei, travei o cronometro com o tempo de 2h44min55seg (2h44min51seg no tempo corrigido pela chipagem).
Ajoelhei, agradecendo a Deus pela prova, pela conquista e pela oportunidade que Ele me dá de fazer aquilo que mais gosto que é correr.

Ao tentar levantar, não consegui. Me deu cãibras e fui resgatado por uma moça da massagem que me passou um spray. Em seguida fui levado à uma tenda para fazer uma massagem e gelo e as cãibras não passavam. Fiquei uns 20 a 30 minutos na tenda de massagem e nada de parar.
Nisso, os massagistas resolveram amarrar bolsas de gelo em minhas pernas e pediram para tentar caminhar e deixar o gelo no máximo uns 10 minutos.
Fiz isso e melhorou. Mas, estava difícil, muito difícil para caminhar. Menos mal que na hora do pódio, no meu momento de glória, eu consegui subir sem maiores problemas e receber inúmeros brindes e um troféu feio pra caramba. kkkk


Mas, para mim, o que valeu mesmo foi estar presente ali entre os melhores atletas da 10ª edição da Maratona Internacional de Assunção.
A emoção foi tanta que fica impossível descrever com palavras. Mas, me senti "O Cara" naquele momento.

Acabei não recebendo o dinheiro no pódio. Nem o "checão" rsrs
Mas, conversei com a organizadora Mirtha em seguida e ela me disse que o dinheiro estaria disponível em breve e que eu precisava ler o regulamente que lá explicava com maiores detalhes como funcionaria o pagamento.
No entanto, com faço parte dos Baleias e os Baleias são "chegadaços" da Mirtha. Numa confraternização feita a tarde, após a prova, a Mirtha pessoalmente me entregou os 2 milhões de Guarani e a emoção ali foi tão grande que foi impossível segurar as lágrimas.

Haviam várias pessoas naquela confraternização e todos gritando: - "Tutta, Tutta, Tutta! Você merece!"
Momento este, que ficará gravado em minha memória para sempre...
E com os aplausos de todos, Mirtha Doldan, me entregou o dinheiro.

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Recebendo os 2.000.000 Gs. da Mirtha.


Ficamos na confraternização das duas ou três da tarde até umas oito da noite, mais ou menos, e depois retornamos ao hostel onde aguardei mais duas horinhas e em seguida me encaminhei para a rodoviária e às 00h15 embarquei para Ciudad Del'Este, depois Foz do Iguaçu e às 12:00 horas embarquei em definitivo para casa.
Nem troquei todo o dinheiro que ganhei.
Estava sem condições de caminhar muito por Ciudad Del'Este à procura de uma casa de câmbio.
Troquei apenas um pouco na rodoviária de Foz, mas lá eles pagavam muito pouco.
Agora preciso arrumar um jeito de voltar ao Paraguai para trocar o restante. rsrs
 

Em breve trarei mais fotos:



Agradecimentos:
Primeiramente sempre a Deus pelo dom da saúde por intercessão de Nossa Senhora Aparecida e Sagrado Coração de Jesus.
Agradecimento também ao grande amigo Miguel Delgado pelo apoio e ajuda que ele sempre me dá quando estamos juntos.
À Academia Boa Forma de Ubiratã e um agradecimento especial à Secretária Municipal de Esportes em nome do secretario Nicanor Kimura e toda sua equipe. Prefeito Baco e Prefeitura Municipal de Ubiratã pelo patrocínio total e exclusivo nesta prova e a empresa local (Ubiratã On Line e Jornal O Vale) pela divulgação.



Abraço a todos e até uma próxima oportunidade se assim Deus nos permitir...


#tuttamaratonista


sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Corrida Nº 186 - 4ª Etapa do Circuito Cidade das Flores - Corbélia-PR - 18ago2019

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Etapa muito parecida com a anterior do circuito. Por esse motivo, não terei muito o que falar. rsrs



Troféu e medalha da prova.



Segue os dados gerais da prova:

Prova número: 186
Nome da prova: 4ª Etapa do Circuito de Corrida de Rua Cidade das Flores

Cidade: Corbélia-PR
Data: Domingo, 18 de agosto de 2019
Distância: 6kms
Tempo: 20min31seg
Media: 3min25seg por quilômetro
Colocação geral: 5º lugar
Atletas no geral:
Número total de pódios (fora de Ubiratã): 94
Pódios por classificação geral: 35
Pódios na categoria por faixa etária: 57
Pódios em equipes e/ou duplas: 2
Número de peito: 46



Como citei na abertura, essa quarta etapa foi muito parecida com a terceira. Com exceção da vitória do Luizinho que venceu a terceira das quatro etapas.
No mais, foi tudo muito parecido. Saí forte no primeiro quilômetro. Passei com aproximadamente 3min10seg a marca de 1km e os quatro mais avançados era o Luizinho, o Ademir, o Daniel e o Lielzio.
Tentei me aproximar do Lielzio até a metade da prova. Pois, caso eu chegasse à frente dele, a disputa pelo 4º lugar geral do circuito ficava aberta para a última etapa em outubro.
Mas, acabei não conseguindo manter o ritmo inicial da turma e acabei ficando um pouco para trás.
O pedal de quase 60kms que fiz com o grupo Bira Bikers no sábado contribuiu um pouco negativamente para não obter um melhor desempenho na prova.

Após a metade do percurso, talvez um pouco antes, já me dei por satisfeito o quinto lugar.
Como o sexto colocado vinha um tanto quanto longe, eu já seguia de maneira a me poupar para a Maratona Internacional de Assunção que eu correria no domingo seguinte (31/08).


Cheguei no km 5 com o tempo de 17min22seg, aproximadamente, e nesse ponto a gente passa em frente ao pórtico de largada/chegada e seguimos 500 metros adiante, em descida, e voltamos os mesmos 500 metros, em subida, para fechar a prova e eu a completei com o tempo de 20 minutos e 31 segundos e satisfeito com o resultado.

Após completar a prova, ainda fiquei na expectativa da chegada do Magaiver e tentei incentivá-lo nos últimos 500 metros mas, acabou não sendo o suficiente para ele melhorar a sua 3ª colocação na categoria por faixa etária.

Ao término da prova fomos comer algumas frutas e aguardamos a premiação e logo em seguida partimos rumo à Ubiratã onde demos uma paradinha na Bira Beer para um 'tradicional' chopinho antes de seguirmos para casa.

A próxima e última etapa do Circuito Cidade das Flores será somente no dia 6 de outubro e estou na quinta colocação geral e com bastante folga para o sexto lugar.
Posso até chegar em 11º lugar na última etapa e o atleta sexto colocado vencer a prova que me garanto no quinto lugar. E para obter a 4ª colocação preciso chegar três posições à frente do Lielzio. Coisa bastante improvável de se acontecer. Mas, a quinta colocação já garante 200 reais e para quem não gastou nenhum centavo, com exceção dos chops, para participar do circuito até o momento, tá de bom tamanho. rsrs


Segue abaixo algumas fotos:

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Meu número e o chip.
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Eu e o Magaiver antes da prova.
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Chegando para completar com o tempo líquido, corrigido, de 20min31seg.
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Pódio geral masculino.
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Classificação geral masculina.
Resultados completos aqui.
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No chopinho...
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Segue a classificação geral masculina do circuito após as 4 primeiras etapas.

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Inúmeras fotos na página da Smel Corbélia no Facebook.





Agradecimentos:
Primeiramente a Deus pelo dom da saúde.

À Secretaria Municipal de Esportes por ceder o carro.
Ao Arthur por se disponibilizar em nos levar.
E à Academia Boa Forma por deixar as portas sempre abertas para que eu possa realizar sessões de reforço muscular, que eu, porém, anda "matando" muitos treinos. rsrs


Abraço e até a próxima se assim Deus nos permitir...


#tuttamaratonista

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Corrida Nº 185 - 8º Desafio de Equipes - Cascavel-PR - 28jul2019

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As vezes 1 segundo não significa nada.
Já em outras ocasiões, esse mesmo 1 segundo pode salvar uma vida, definir um recorde mundial ou uma vitória.

Tempos das equipes Força Runners 3 e Guaíra Runners.



Dados da prova:

Prova número: 185
Nome da prova: 8º Desafio de Equipes
Cidade: Cascavel-PR
Data: Domingo, 28 de julho de 2019
Distância: 7kms

Tempo (individual): 24min25seg
Media: 3min29seg por quilômetro
Tempo da equipe: 2h30min31seg
Colocação geral (individual): 6º lugar
Atletas no geral (equipes masculinas): 108 corredores
Colocação geral da equipe (equipes masculinas): 1º lugar
Número de equipes masculinas: 18 equipes

Número total de pódios (fora de Ubiratã): 93
Pódios por classificação geral: 34
Pódios na categoria por faixa etária: 57
Pódios em equipes e/ou duplas: 2
Número de peito: 375



No último domingo de julho, dia 28, estive em Cascavel onde participei da 8ª edição do Desafio de Equipes.
A convite, estive representando a Equipe Força Runners de Cascavel.
Esta é a segunda vez que sou convidado por eles para representá-los neste desafio.
Lembrando que, neste desafio, cada equipe são compostas por seis atletas. Todos largam juntos e percorrem 7kms, totalizando 42kms, e no final, somam-se os tempos e a equipe com menor tempo é a campeã.

Na edição de Janeiro deste ano (2019), a disputa foi mais acirrada. Haviam mais atletas competitivos ao meu ponto de vista. Pois, percebi que nos primeiros dois quilômetros haviam inúmeros atletas correndo num mesmo ritmo.
Já, nesta edição de julho, a disputa parecia ser um pouco mais “fraca". Pois, não se formou aquele "bloquinho" correndo no mesmo ritmo. No entanto, ainda assim não deixou de ser uma corrida com grandes corredores. Haviam muitos atletas bons. E a equipe Força Runners estava com um plantel de respeito.

A princípio, eu nem ia para a prova. Estava inscrito, porém, sem condições ($$) para me deslocar para Cascavel no dia do evento.
A equipe Força Runners até se reuniu para fazer uma “vaquinha" para me ajudar nas passagens. Mas, depois, acabei combinando com o amigo Tite de Corbélia de posar na casa dele de sábado para domingo. Assim, eu poderia ir de bicicleta até lá e não gastaria nada com passagens. E foi o que fiz.

Pedalei quase 56kms de Ubiratã à Corbélia no sábado. Posei na casa dele e no dia seguinte fomos para Cascavel.
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Chegando na casa do Tite no sábado a noite.


Saímos de Corbélia bem cedo e chegamos na Univel, local da prova, cerca de 40 minutos antes da largada. Tempo mais que suficiente para conversar com os amigos, pegar os kits, nos prepararmos para a prova e aquecermos com tranquilidade. Eu, porém, quase nem em aqueci. Já havia aquecido demais um dia antes. rsrs

E logo nos perfilamos e 'fechamos' literalmente a ala dianteira em frente ao pórtico no aguardo da largada e devido ao grande número de atletas fazendo a retirada dos kits, atrasou um pouco.
Aproximadamente 08:10h foi dada a largada e apesar de estar bem na frente, acabei me enrolando um pouco na saída e perdi várias posições. Mas, fui recuperando-as no decorrer da prova.

Apesar de cansado devido ao pedal do dia anterior, seguia num ritmo bem forte.
Passei com 3’19 no primeiro km. No segundo e terceiro já foi um pouco mais lento, 3’35 e 3’34, respectivamente. O que não deixa de ser um ritmo forte.
Já no quarto km fiz com 3’18 e seguia ali em oitavo geral e vinha melhorando a colocação da etapa de janeiro onde eu havia ficado em 10º no geral.



Passei pela marca dos 5kms com menos de 18 minutos e ia encostando no 6º colocado que também era da equipe Força Runners.
Cheguei nele perto do sexto quilômetro e já cheguei ultrapassando e abrindo vantagem.
Em seguida passei em frente ao pórtico de chegada, porém, eu deveria seguir em diante por mais algumas quadras, dar a volta no quarteirão e retornar para completar a minha participação e a completei com o tempo de 24 minutos e 25 segundos. Media muito boa: 3'29 por quilômetros e confirmei o sexto lugar no geral e o terceiro da equipe.

Depois fiquei no aguardo dos companheiros de equipe completarem suas participações e ficamos na expectativa do término da prova e acreditávamos que teríamos sido campeões. Pois, havíamos colocado 4, dos 6 atletas da equipe entre os 10 primeiros da prova.
Enquanto não tínhamos os resultados, fomos nos hidratar e tirar fotos.

Quando saiu o resultado, foi até que o esperado. Mas, o surpreendente foi que vencemos a equipe de Guaíra por apenas 1 segundo de vantagem. Isso mesmo: 1 segundo.
As vezes 1 segundo não parece nada, mas neste caso serviu para nos dar o título do desafio.
Os tempos dos nossos atletas e dos deles foi bem parecidos, como pode ser constatada na imagem que abre esta postagem.

Acho até que tivemos um pouco de sorte. Pois largamos todos juntos e saímos logo em frente à fita de largada. E como a somatória dos tempos é feita pelo tempo bruto, qualquer segundo perdido ali, na largada, faria toda a diferença.

E após sair os resultados, apenas esperamos o momento de subirmos no pódio e receber o troféu de campeões do 8º Desafio de Equipes. Antes, porém, fomos convidados à frente do pódio para recebermos o troféu de maior delegação. Equipe com o maior número de atletas.

Já após as premiações, voltei com o Tite para Corbélia onde peguei minha bike e segui rumo à Ubiratã.
E apesar de não ter gasto nada com passagens, mesmo assim a Equipe Força Runners manteve a 'vaquinha' e o dinheiro arrecadado foi repassado ao Tite que me entregou na volta para Corbélia.
Não queria aceitar, mas a insistência dele foi tanto que acabei aceitando e o dinheiro foi guardado para ser usado, quem sabe, no próximo desafio.


Segue abaixo algumas fotos:
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Momentos antes da largada.
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Largada.
Olha eu ficando lá atrás...
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Perto do sexto quilômetro.
Chegando para ultrapassar o Wagner, companheiro de equipe, e assumir em definitivo a sexta colocação no geral.
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Após a prova.
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Equipe Força Runners.
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Equipe recebendo o troféu de maior delegação.
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Equipe Força Runners 3.
Recebendo os troféus de campeões do desafio.
Da esquerda para a direita: Tite (26'52), Tutta (24'25), Wagner (24'38), Lielzio (23'33), Maziero (24'15) e Sidney (26'47).
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Classificação das 5 primeiras equipes masculinas.
Houve 18 equipes na disputa.
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Classificação das 5 primeiras equipes mistas.
Houve 34 equipes mistas.
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Classificação das 5 primeiras equipes femininas.
Houve 22 equipes femininas.
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O troféu, a medalha e o número da prova.
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Agradecimentos:
Primeiramente a Deus pelo dom da saúde e por me proporcionar mais uma excelente participação em uma corrida de rua. Bem como, me proteger durante todo o trajeto que fiz de bike: Ubiratã/Corbélia – Corbélia/Ubiratã.
Agradecimento também à equipe Força Runners pelo patrocínio na inscrição e pela “vaquinha" que fizeram, mesmo eu tendo ido e voltado de bicicleta, e me doado o dinheiro.
Agradeço também ao Tite e sua mãe pela hospedagem e jantar na noite de sábado lá em Corbélia e a academia Boa Forma de Ubiratã por sempre deixar as portas abertas para que eu possa fazer um trabalho de fortalecimento muscular.

Abraço e até uma próxima oportunidade se assim Deus me permitir.


#tuttamaratonista