A Meia Maratona das Cataratas de 2025 ocupa um espaço muito especial na minha história.
Não foi só mais uma prova.
Foi confronto. Foi estratégia. Foi entrega.
Nos primeiros quilômetros, me mantive na 4ª colocação, estudando a prova, sentindo o ritmo. Após o km 4 ganhei uma posição e, a partir dali, a corrida começou de verdade.
Fui buscar o segundo lugar… e encontrei mais do que isso: uma disputa intensa, daquelas que testam não só o corpo, mas a mente.
Até o retorno, foi uma batalha direta.
Hora eu assumia a vice-liderança.
Hora ele retomava.
E assim seguimos, lado a lado, no limite.
Mas corrida não espera ninguém.
Depois do retorno, o cansaço veio. Pesado. Real. Inevitável.
E foi ali… naquele ponto em que muitos diminuem… que eu encontrei forças que nem sei explicar.
Decidi acelerar. Talvez para abrir vantagem. Ou talvez para fazer uma das melhores provas da minha vida.
Corri a segunda metade mais rápido que a primeira — não porque estava inteiro, mas porque escolhi não ceder.
E então veio algo que mudou tudo.
Ao cruzar com os atletas no sentido contrário, comecei a ouvir meu nome. Gritos. Incentivos. Energia pura vindo de todos os lados.
Cada palavra era empurrão.
Cada incentivo virava força.
Cada quilômetro deixava de ser só esforço… e virava propósito.
Foi um daqueles dias raros… em que o corpo dói, mas a alma sustenta.
Me sentia um verdade atleta de elite - sem o ser.
Esse foi um daqueles dias que não se mede só no relógio — se guarda na memória.
E quando cruzei a linha de chegada…
De braços abertos.
Coração transbordando.
Feliz demais da vida.
Celebrando não só um resultado…
Mas, mais um capítulo de uma trajetória vitoriosa construída com luta, disciplina e paixão.
(Continua...)

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