quinta-feira, 24 de maio de 2018

Corrida Nº 163 - 4ª Etapa do Circuito SESC - Toledo-PR (25mar2018)


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Venci. Mas, acabei sendo vencido...




Segue os dados gerais da prova:

Prova número: 163
Nome da prova: 4ª Etapa do Circuito SESC de Corrida de Rua
Cidade: Toledo-PR
Data: Domingo, 25 de março de 2018
Distância: 10kms
Tempo: 36min03seg
Colocação geral: 2º lugar
Atletas no geral: 83 corredores
Número total de pódios (fora de Ubiratã): 75
Número total de pódios no geral: 25
Número de peito: 382



Para esta prova do Circuito SESC em Toledo eu buscava mais uma vitória no geral.
Mas, no ato da retirada do kit, no sábado, vi que não seria nada fácil, pois o atleta Márcio da equipe Correr Toledo constava na relação de inscritos para os 10kms e até já havia retirado seu kit.
Então, a páreo seria duro.

No ano passado (2017) ele me venceu na prova do SESC em Cascavel por sete segundos (35’02 dele contra 35’09 meu).
Mas, já que ele estaria na prova de domingo o jeito seria arriscar tudo e partir pra cima como eu fiz com o Jilmar na prova de Corbélia duas semanas antes.
Mas, vamos começar o relato do início, como eu sempre faço.

Saí de Ubiratã para Toledo por volta das 12:30h do sábado com minha esposa e antes passamos por Cascavel e por fim Toledo onde ao chegarmos já fomos direto para o hotel deixar os nossos pertences e em seguida nos encaminhamos até a unidade do SESC Toledo para a retirada do kit e depois fomos até o shopping Panambi dar uma volta, mas logo voltamos ao hotel para descansar um pouco.

A noite saímos para comer um lanche e a chuva quase nem deixou a gente chegar á lanchonete.
Choveu bastante, porém a chuva mais forte durou pouco tempo.
Após o lanche voltamos para o hotel debaixo de um chuvisqueiro e antes de dormir fui assistir um filme. Mas, antes de terminar a chuva apertou novamente e o sinal da Sky acabou caindo e por volta das 23 horas fomos dormir sem saber o final do filme. Que era muito bom, por sinal. Pena que agora nem lembro amis que filme era. kkkk

A chuva permaneceu por praticamente toda a madrugada. Dando apenas uma pequena trégua de manhã antes da largada da prova.

O meu objetivo nesta prova seria fazer uns 35 minutos. Ou, na pior das hipóteses, acompanhar o amigo e atleta Márcio e tentar surpreendê-lo no final e chegar na sua frente dele.
Márcio é um cara que corre demais e sempre me vence nas provas em que disputamos juntos e por este motivo eu queria tentar acompanha-lo. Para  assim, poder correr novamente uma prova de 10kms abaixo dos 35 minutos.

O clima prometia chuva durante a prova e o aquecimento foi feito com chuviscos e as 07h30 foi dada a largada com uma chuvinha um pouco mais forte.
Fiz uma boa largada, mantendo-me entre os cinco primeiros.
Pouco depois um atleta dos 5kms começou a abrir vantagem, pouco atrás um outro atleta, o Márcio e eu.
Nisso, por volta de uns 500 metros de prova um outro atleta passou disparado por nós.
Pelo ritmo que ele passou a impressão é que ele estaria na prova de 5kms e que estava tentando buscar o primeiro colocado da prova dele.

Largada.


O Márcio seguia um pouco na minha frente e eu vinha atrás, logicamente, não deixando ele se distanciar muito. Porque depois seria muito difícil alcançá-lo.
Completei o primeiro quilômetro com 3min14seg. Ritmo bem forte.
Logo em seguida emparelhei com o Márcio e pouco depois completamos o quilômetro dois, já um pouco mais lento. Com 3min25seg.

Pouco mais a frente, mais ou menos km 2,5 tivemos um retorno e pude constatar que o primeiro colocado era mesmo da prova de 5kms, mas o segundo, aquele que passou feito um foguete logo no início da prova era dos 10kms e ele já seguia a uns 30 metros de distancia.
Após fazer o retorno, deixei a companhia do Márcio e segui em busca deste atleta que até então eu não sabia quem era.
Mas, a busca foi em vão.
Do quilômetro 2,5 em diante parece que passamos a correr no mesmo ritmo.
Devido a chuva, a roupa começou a ficar encharcada demais e isso acabou atrapalhando um pouco a performance e o meu ritmo não era o mesmo que eu pretendia.
O terceiro quilômetro ainda foi dentro do planejado (3min29seg) mais do quarto em diante todos foram acima de 3min30seg.

Ainda assim passei bem a primeira volta.
Completei os primeiros 5kms com o tempo de 17min18seg e seguia a uns 30 metros de distancia do primeiro colocado e segui na tentativa de buscar o tal atleta que depois fiquei sabendo que ele se chamava Pedro e era de Perobal e que a especialidade dele é correr na chuva, mas que antes da prova ele procurou informações com outros atletas para saber quem ali corria bem, pois ele não conhecia ninguém dali da região.
Provavelmente as informações foram que o Márcio e eu corríamos forte e nisso ele fez o sprint logo no início até abrir uma boa vantagem para depois apenas administrar a liderança até o final.

Mais ou menos lá pelo km 8 a chuva apertou de vez.
Como eu corri sem boné, mal conseguia enxergar à frente, tamanho era a “pacanda” d’água  e ela persistiu assim até o final e quando cheguei na esquina do shopping Panambi já vi que não tinha mais condições de buscar o atleta à minha frente. Ele não havia se distanciado muito depois de passarmos pela metade da prova. Estava a uns 50 metros de distância, mas, o meu ritmo não saía como o esperado.
A chuva atrapalhava muito o meu desempenho. E pra piorar, eu havia feito um treino forte na quinta-feira e musculação na sexta e isso deva ter influenciado um pouco na falta de desempenho.

Como eu seguia bem a frente do terceiro colocado, procurei apenas manter o ritmo para fechar a prova que deu quase 10,2km com o tempo de 36min03seg no meu cronometro e no aplicativo Strava. Já na classificação oficial o tempo foi de 36min15seg contra 35min58seg do campeão...

Menos de 1km para o final com muita chuva.


Mais um pódio pra conta. Porém, com este segundo lugar acabei quebrando a sequência de pódio na primeira colocação. Haviam sido 8 pódios seguidos de primeiro lugar.
Mas, nem por isso fiquei triste, pois eu havia vencido um grande atleta que é o Márcio e estas ‘vitórias’ particulares, sempre me motivam a buscar uma melhor preparação para as demais competições.
É como eu disse lá no início: “Venci, mas acabei sendo vencido.” Ou seja, venci o Márcio, que era o principal objetivo, mas acabei sendo vencido pelo Pedro que veio de Perobal para acabar com a minha sequência de primeiros lugares. rsrs
É claro que, se eu tivesse feito a prova com os 35 minutos, que também era um dos objetivos, talvez o resultado teria sido melhor. Mas, enfim... não devo me lamentar e sim, agradecer a Deus por ter me proporcionado saúde para participar de mais esta prova.

Após a corrida, recebi minha medalha, comi algumas frutas e logo em seguida fui encontrar minha esposa e voltei para o hotel para tomar um banho e tirar a roupa molhada e na sequência retornamos ao SESC para a premiação.
Depois ainda fomos para a casa dos compadres Paulo e Patrícia para o almoço e as 18h30 embarcamos de volta para Ubiratã.

E assim, foi mais uma corrida de rua (com postagem super atrasada, diga-se de passagem) na vida deste atleta amador.

Segue abaixo mais algumas fotos e agradecimentos:


Meu numeral.
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Passeando com minha esposa pelas ruas de Toledo.
Aqui é na Praça Japão.
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Antes da prova.
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Completando debaixo de bastante chuva com o tempo de 36min03seg.
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Após a prova e a hidratação e com uma pequena trégua na chuva mais forte.
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Pódio geral masculino e feminino dos 5kms.
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Classificação das 20 primeiras colocadas dos 5kms feminino.
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Classificação dos 20 primeiros colocados dos 5kms masculino.
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Recebendo o troféu de vice-campeão dos 10kms.
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Pódio geral masculino e feminino dos 10kms.
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Classificação dos 20 primeiros colocados dos 10kms masculino.
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Classificação das 20 primeiras colocadas dos 10kms feminino.
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Cadeirante, Rosenildo, de Curitiba presente na prova de 5kms.
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Com o outro amigo Márcio vice-campeão dos 5kms.
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Eu vice, Pedro campeão, Reinaldo campeão dos 5kms e Márcio terceiro colocado nos 10kms.
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Medalha e troféu da prova.
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Minha esposa e eu com nossa afiliada de Toledo.
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Agradecimentos:
Primeiramente sempre a Deus por intercessão de Nossa Senhora Aparecida e Sagrado Coração de Jesus pelo dom da saúde e por sempre me proporcionar ótimas viagens, estadia e provas.
E um agradecimento não menos especial a Academia Boa Forma em nome dos professores e proprietários João e Ricardo por estarem sempre me apoiando e acreditarem no meu potencial e aos demais professores Paulão, que sempre me fornece suplementos, e Eltinho.


Abraço a todos e até a próxima... 

sexta-feira, 23 de março de 2018

Corrida Nº 162 - 2ª Corrida Cidade das Flores - Corbélia-PR (11mar2018)

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A minha estreia em corridas no ano de 2018 não poderia ter sido melhor.


"Podemos conquistar tudo aquilo que queremos.
Basta termos fé e acreditar em nossa capacidade."



Segue os dados gerais da prova:

Prova Número: 162
Nome da Prova: 2ª Corrida Cidade das Flores
Cidade: Corbélia-PR
Data: Domingo, 11 de março de 2018
Distância: 6kms
Tempo: 20min20seg
Colocação geral: 1º lugar
Total de pódios (fora de Ubiratã): 74
Número total de pódio no geral: 24
Número de atletas: 83 corredores
Número de peito: 406



Fui para Corbélia com o objetivo de acompanhar de perto o atleta Jilmar (com “J” mesmo) de Nova Aurora. Ele, provavelmente, seria o melhor atleta presente na corrida e eu tinha o desejo de fazer uma boa prova e nada melhor do que acompanhar o melhor atleta presente no evento.
O acompanhando eu poderia, de repente, quem sabe, surpreendê-lo no final e até vencer a corrida e com isso eu manteria o excelente desempenho que venho tendo nos últimos pódios conquistados, onde, todos os últimos 7 foram de primeiro lugar.
Isso já era um recorde gigantesco para a minha simples carreira de atleta amador e se pudesse aumentar ainda mais esse recorde, seria mais que extraordinário pra mim.

Se acaso eu não conseguisse manter o ritmo do Jilmar, ou dos demais bons competidores que por ventura poderiam estar na prova, eu simplesmente diminuía o ritmo ou parava. Simples assim.
Esse era o meu pensamento. Não tinha nada a perder mesmo. Então, vam’bora arriscar tudo. rsrs

Na viagem para Corbélia tive a companhia do Alisson e do Júlio Cesar que nos levou com seu carro e quero aqui agradecer pelo apoio.
Chegamos na Cidade das Flores por volta das 06h40h da manhã. A largada estava marcada para as 07:00h, mas houve um pequeno atraso e largamos as 07:20h com os termômetros marcando 24 graus.

O percurso  foi de apenas 6kms sem muita subida.
A largada foi em descida no sentido contrário ao centro da cidade, mas com pouco mais de 300 metros fizemos o retorno e passamos novamente em frente ao pórtico e do ginásio de esportes e seguimos rumo ao centro.

Como não haviam muitos corredores, larguei bem na frente e fiz uma boa largada e mesmo tendo alguns atletas abrindo certa distância naquele início eu procurei seguir o meu objetivo que era acompanhar de perto o Jilmar e assim eu ia fazendo.


Momentos antes da largada.


Ao chegarmos no primeiro retorno eu estava cerca de 2 metros na frente dele que acabou cortando caminho pelo canteiro e quando nos “aprumamos” novamente em linha reta ele já estava uns cinco metros na minha frente. Tudo por conta do corte sobre o canteiro.

Antes daquele primeiro retorno eu era o quinto colocado e após, caí para oitavo devido a outros corredores também terem passado pelo canteiro.
Cobrei esse corte, principalmente do Jilmar, e ele alegou que não dava para passar pela rua por que iria “trombar” em outros corredores.
Até aí tudo bem, mas na minha opinião, ele  deveria diminuir o ritmo na sequência e deixar quem estava na frente dele passar. Mas, não.
Ele cortou caminho e acelerou muito na subida assumindo na sequência a liderança da prova.

Em conversa com o secretário de esportes ao final da corrida e com o apoio de outros corredores que também foram prejudicados naquele início, o secretário disse que dá próxima vez irá colocar fitas para evitar estes cortes.
Assim espero.


Mas, voltando a corrida...

Como citei acima, após o retorno o Jilmar puxou muito o ritmo na subida e abriu boa vantagem.
Até chegarmos novamente em frente ao pórtico de largada ele já estava a uns 15 metros ou mais na minha frente e eu que havia recuperado algumas colocações vinha em terceiro.
Assumi a vice-liderança logo em seguida. Por volta do km 1 que passei com 3min17seg e segui em busca do líder.
Se ele é bom em subida, eu sou bom em descida e após o primeiro quilômetro pegamos uma descida até perto do km 2 onde eu já tinha tirado a diferença e estava lado a lado com ele.

Nesse momento começou mais uma subidinha leve, mas ele não conseguiu abrir.
Mantive-me firme ao lado dele até completarmos o quilômetro 2 onde o meu tempo foi de 3’25.
Corremos alguns metros juntos e depois tomei a dianteira para não deixar mais.
Porém, como o percurso ali era em subida, apesar de não ser uma subida muito forte, me poupei um pouco, mas mesmo assim comecei a abrir certa distância.
Ao chegar no km 3, já em descida, o meu cronometro marcou 3’31 e ao chegar no retorno, após o km 3, eu já seguia mais de 30 metros na frente do Jilmar. Que segundo me relatou no final da prova, ali ele passou antes da placa. Ou seja, cortando mais alguns metros do percurso. Tanto é que o garmin dele marcou apenas 5.921 metros. Enquanto o meu Strava marcou os 6kms redondinhos.

Pouco depois do retorno um dos staffs que estavam entregando água até brincou comigo dizendo para diminuir um pouco o ritmo para dar chance aos outros. Apenas sorri e segui rumo a linha de chegada. rsrs

O percurso ali era bom.
Uma leve descida até esse retorno e depois uma leve subida, tipo um plaino-falso, seguida de um longo trecho de descida até próximo do quilômetro cinco e meio, mais ou menos.
Os meus tempos ali foram bons: km 4 em 3’24 e km 5 em 3’23.
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Já estava bem cansado e até pensei naquela ideia do início: de diminuir ou talvez até parar. Mas, como eu estava na liderança e com boa vantagem para o segundo colocado, essa ideia de parar não vinha ao caso. E nem diminuir o ritmo. Já que estamos aqui, vamos até o fim e continuei forçando.
Ao chegar na avenida do ginásio de esportes pensei em olhar para trás para saber a diferença que estava, mas, como ali começava a última subida do percurso resolvi manter-me focado na prova para não me desconcentrar e nem para dar a impressão ao adversário de que eu estava preocupado com ele.

Do mesmo jeito que eu vinha do percurso em descida eu subi aqueles pouco mais de 300 metros e desci mais uns 300 para cruzar a linha de chegada com o tempo de 20 minutos e 20 segundos (3’20 no último km) e fechar a prova como CAMPEÃO GERAL e assim iniciei o ano com o pé direito.
Juntamente com o esquerdo também. rsrs


Completando a prova como campeão geral.


Até já perdi as contas de quantas vezes eu venci uma prova no geral. Sei que foram poucas. Umas cinco ou seis eu acho. rsrs
Mas, foram o suficiente para marcar a minha carreira. E poder aumentar este número, mesmo já estando com quase 41 anos nas costas é bom demais.
Assim que eu contabilizar certinho quando provas venci no geral eu volto aqui e reedito o texto.
Por enquanto fica assim mesmo. rsrs

O Jilmar chegou 33 segundos depois de mim me parabenizando e dizendo que corri muito.
E graças a Deus corri mesmo. Media de 3 minutos e 23 segundos por quilômetro.
Correndo como um menino. Apesar dos meus quase 4.1 rsrs

Após a prova recebi minha medalha e fui me reidratar com água gelada e algumas bananas e fiquei na expectativa da disputa dos dois ubiratanenses para saber quem era o segundo melhor corredor da cidade e desta vez deu Alisson.
Ele terminou em oitavo no geral com o tempo de 23min22seg e venceu a categoria 18/24 anos.
O Júlio Cesar completou com 25min07seg e foi o segundo da categoria 30/34 anos.

Logo após ao término da prova houve uma caminhada e duas corridas infantis para somente depois sermos premiados no pódio e na sequência já voltamos para casa onde eu ainda fui para o campo e joguei mais uns 25 minutos de futebol como lateral e não tomamos nenhum gol durante o tempo em que estive atuando. Apesar de termos perdido a partida por 9 a 4. rsrs

E assim foi mais uma prova, a primeira de 2018, na vida de deste corredor amador.

Abraço e até a próxima...



Segue abaixo mais algumas fotos:
 
Meu número que precisou ser devolvido depois para ser usado na 2ª edição do Circuito Cidade das Flores que começará em maio.
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 Júlio, Tutta e Alisson antes da prova.
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Com o amigo Tite que foi o segundo colocado dos moradores de Corbélia e seu filho e sobrinha que participaram da corrida infantil.
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Pódio da categoria 18/24 anos.
1º Alisson
2º Diego
3º Mayki
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Pódio da categoria 30/34 anos.
1º Cristiano
2º Júlio Cesar
3º Sandro
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Pódio geral masculino:
1º Tutta
2º Jilmar
3º Renato
4º José Carlos
5º Sidnei
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Júlio, Tutta e Alisson após a prova.
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Vídeo do pódio geral masculino.
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Percurso da prova.
 


Agradecimentos:
Primeiramente a Deus pelo dom da saúde, a academia Boa Forma pela parceria na parte de reforço muscular, ao Paulão Silva pelos suplementos e novamente ao Júlio César pela carona.


Tutta Maratonista
www.correndocorridas.blogspot.com.br

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Corrida Nº 161 - 93ª Corrida Internacional de São Silvestre - São Paulo-SP (31dez2017)

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Em busca do meu melhor resultado na mais tradicional prova de rua do Brasil lá fui eu para mais uma Corrida Internacional de São Silvestre.


Feliz por estar participando pela 12ª vez da prova mais famosa do Brasil.



Segue os dados gerais e prova:

Prova Número: 161
Nome da Prova: 93ª Corrida Internacional de São Silvestre
Cidade: São Paulo-SP
Data: Domingo, 31 de dezembro de 2017
Distância: 15kms
Tempo: 58min06seg (tempo bruto: 58’46)
Media: 3min52seg por km
Colocação geral: 170º lugar
Atletas no geral: 18.006 corredores
Colocação na faixa etária de 40 a 44 anos: 16º lugar
Atletas na faixa etária: 2.864 corredores
Número de peito: 1874



Aqui na região onde moro eu vinha fazendo boas participações nas corridas de rua no ano de 2017 e segui para São Paulo tentando trazer para casa o meu melhor resultado em tempo e em colocação da mais tradicional corrida da rua do Brasil.

Saí de Ubiratã com destino a capital paulista na noite do dia 29 de Dezembro.
Mas, já na metade da viagem me arrependi de não ter ido um dia antes.
A viagem estava sendo muito cansativa e eu não conseguia pegar no sono.
Só consegui dormi um pouquinho após a parada no restaurante Paloma. Mas isso já era mais de três horas da manhã. E não foi aquele sono onde você consegue descansar totalmente. Eram apenas uns cochichos mais profundos.
Mas, para o final de 2018 pretendo viajar um dia antes para ter mais tempo para descansar antes da prova paulistana.

Cheguei na rodoviária da Barra Funda  em São Paulo as 08:30h da manhã depois de quase uma hora de atraso devido às chuvas que pegamos pelo caminho.
O clima estava perfeito em São Paulo.
Os termômetros na Avenida Paulista marcavam 21 graus e eu fiquei torcendo para estar daquele jeito no dia seguinte.

Como sempre faço, fui a pé até o ginásio do Ibirapuera retirar o kit e o ubiratanense João, que havia viajado no mesmo ônibus que eu e que faria sua primeira participação na prova, foi comigo.



O kit da prova que veio ainda com uma sacola de plástico e um monte de papel.
PS: a camiseta é bem fraquinha. A que os ambulantes estavam vendendo por 30 reais eram bem melhores que as originais da prova.



Após retirado os kits ele ficou por lá vendo alguns produtos na feirinha enquanto eu retornei para a Paulista e de lá segui para o Bairro de Perus rever meus tios e primos e passei a tarde toda por lá.
Só retornei para o centro as 20 horas e as 21:30h eu já estava hospedado no Soul Hostel e por volta das 22:30h fui dormir para tentar descansar um pouco para o grande dia, onde eu faria a minha décima segunda participação na Corrida Internacional de São Silvestre. Onze delas em sequência.

Havia me programado para acordar as 06:30h, mas como no Hostel estava lotado de corredores eu fui acordado por uma gritaria e cantoria de alguns atletas uma hora antes. Porém, só me levantei as 06:15h e logo após o café segui para a Avenida Paulista e fui direto para a frente do Masp onde havia combinado com o ubiratanenses João para fazer uma foto as 07:15h, mas o miserável não apareceu.
Ao final da prova ele me disse que preferiu ficar lá na frente para pegar um bom local de largada.
Fiquei das 07:00 as 07:30h esperando o camarada e o maldito nem pra avisar que não viria.
Mas, enfim... Cada um age da forma que deve querer que os outros agem com eles. Penso assim...

Após as 07:30h fui para o setor azul e fiquei por lá até o momento da largada as 09:00h.
Antes, porém, fui encontrado pela amiga Cláudia de Minas Gerais.
Ela que, mesmo sem treinos, estava ali para fazer sua primeira e última prova do ano e foi muito bem. Completou os 15kms com 1h28min49seg.
Após um rápido bate papo e uma foto seguimos para a largada.


Eu e Cláudia na Avenida Paulista.


As 08:00h começou a chover e ficou assim até momentos antes da largada. Estava tudo do jeito que eu queria para correr. Temperatura na casa dos 20 graus e ainda chuva. Aquele poderia ser o dia em que eu poderia fazer a minha melhor São Silvestre e de repente até ficar entre os 100 melhores da competição. Colocação esta que é o meu “sonho de consumo”. rsrs

Dada a largada começou o empurra empurra tradicional da prova.
Sempre me enrolo muito nessa largada. Mesmo tendo as duas pista da Paulista aberta não dá para correr direito. E momentos depois se afunila para uma pista e aí o congestionamento multiplica.

Mesmo eu tendo largado bem próximo do início do pelotão não deu para conseguir muitas ‘brechas’ para me livrar da multidão e assim que chegou na primeira forte descida eu não tinha espaço o suficiente para correr da maneira que eu queria. Fui para a calçada como dezenas de outros corredores, mas devido a chuva, tudo estava bem escorregadio e tive que ter cautela para não cair, como aconteceu com um dos atletas da elite que acabou caindo e levando um outro corredor com ele.

Pouco antes da descida do Pacaembu.


Já na descida do Pacaembu, mesmo ainda tendo milhares de corredores, já havia mais espaços e dali em diante já dava para começar a impor o ritmo planejado para a obtenção da minha melhor marca.

Cheguei no primeiro terço da prova, km 5, com 18min12seg, aproximadamente. Sendo que o km 3 foi o mais rápido com 3min17seg.
Perto do km 6 eu já comecei a sentir o cansaço da viagem.
Tinha fôlego de sobra mais estava começando a faltar pernas. Tanto é que no km 7 eu passei com pelo menos 15 segundos acima do programado (4min01seg). E claro por ali, senão me engano, teve algumas subidinhas e acabei caindo de rendimento.

Mas, achei o percurso da São Silvestre este ano mais plano. Não sei se mudaram ou se era pelo fato de não estar quente como nos últimos anos. Mas, achei muito bom o percurso este ano. Até o km 11 quase sem subidas. Com apenas algumas elevações nada muito íngremes ou longas demais. O único problema era que eu não estava tendo pernas para manter um ritmo melhor. Pois, com a temperatura que estava, em treinos, eu faria os 15km abaixo dos 56 minutos ‘brincando’.
Só que ali, estava sendo bastante difícil manter o ritmo abaixo dos 3min50seg por km que me levaria a obter o meu recorde na prova.
No entanto, ainda assim eu estava mantendo o ritmo.
Ao completar os 10 kms o tempo era de 37min48seg. Média de 3min46seg.
Mas, ainda havia a Brigadeiro lá na frente.

Após o km 11, não sei se é o cansaço que pegou de vez, mas comecei a sentir que estava aparecendo mais subidas do que anteriormente. E a cada passada que se dava parece que a intensidade da subida aumentava mais e quando chegou de vez na Brigadeiro aí não teve jeito.
Tentei, mais não deu para manter uma media de no máximo quatro minutos por quilômetro nesse trecho.

Cheguei, de certa forma, até bem no km 13.
O meu tempo era de 49min45seg. Media de 3min49seg.
Só que do km 13 até o 14 eu fiz com 4min45seg e isso prejudicou muito o objetivo que eu tinha em mente.
No segmento do aplicativo Strava, os 2kms da Subida da Brigadeiro eu fiz com 8min49seg e estes quarenta e nove segundos acima da media dos quatro minutos por quilômetro foi que fez com que eu não obtivesse o meu melhor tempo na prova.

Após completada a subida as pernas, que já não vinham nada bem, pioraram ainda mais e não consegui impor um Sprint final da forma que deveria. Inclusive fui até ultrapassado nos metros finais por um senhor que comemorou uma barbaridade por ter conseguido fazer a ultrapassagem e cheguei em seguida para completar minha 12ª Corrida Internacional de São Silvestre com 58min10seg. Tempo anotado no meu cronometro. No tempo oficial divulgado somente no dia 3 de janeiro ainda ganhei quatro segundos ficando com 58min06seg.

Não deu recorde. Mas, ainda assim foi um tempo muito bom. Se não fosse o tempo perdido na Brigadeiro eu tinha feito abaixo dos 57min30seg que é o meu melhor tempo até hoje nesta prova.
Se por um lado eu não obtive o melhor tempo, por outro consegui a melhor colocação.
No dia 3 de janeiro, quando saiu a classificação oficial, eu estava em 164º lugar na classificação geral. Mas, na data desta publicação (15/01/2018) havia subido para a colocação de número 170 dentre os 18.006 corredores que completaram a prova.A minha melhor colocação até então era a de número 190.
Já na faixa etária de 40 a 44 anos dentre os 2.864 atletas eu fui o 16º colocado.

Após a prova antes de sair e pegar minha medalha e pegar o kit lanche, que este ano havia mais coisas, encontrei com um paranaense, o Bruno de Ibiporã que completou a prova com 54min46seg e na conversa que tivemos, segundo ele, no km 10 ele estava com mais ou menos no mesmo tempo que eu.
Se tivesse visto ele naquele momento, tentaria acompanhá-lo e aí sim, o recorde teria saído. rsrs
Já em seguida fizemos algumas fotos e cada um seguiu para os seus respectivos hotéis.


O kit lanche após a prova.
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Eu e o Bruno de Ibiporã.


Depois do check’out no hostel fui me alimentar na lanchonete Pão de Ló que fica do lado do Soul Hostel onde conheci um maringaense e após o lanche seguimos de Uber para o aeroporto de Congonhas e fomos para Maringá em voos diferentes.
Mas, chegando em Maringá o meu amigo de treinos nas segundas-feiras na pista de atletismo de Ubiratã, o Marcos, estava a minha espera para me levar para a rodoviária onde embarquei as 18:30h para Ubiratã e cheguei em casa as 22 horas para fazer uma surpresa para minha esposa e após 11 anos, passei novamente a virada de ano na minha cidade.

E assim foi a minha última prova de 2017.
Espero estar aqui de novo em 2018 para novos desafios.
Abraço a todos e feliz Ano Novo.

Segue abaixo algumas fotos:


Meu numeral.

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Antes da prova.
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Durante o percurso.
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Durante a o percurso.
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Se não me engano aqui era na Avenida Paulista quase chegando.
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Após a prova.
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Após a prova.
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A bela medalha da prova.
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Pódio geral masculino.
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Classificação dos 10 primeiros colocados no geral masculino.
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Pódio geral feminino.
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Classificação das 10 primeiras colocadas no geral feminino.
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Minha colocação no geral.
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Minha colocação na faixa etária de 40 a 44 anos.
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O ubiratanense João em sua primeira São Silvestre.
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Colocação do João.



Agradecimentos:
A Serraria Zampieri agradecimento especial ao Leonardo Zampieri, ao Personal Trainer Paulão Silva e a minha tia Maria que mora no bairro de Perus em São Paulo. Sem eles com certeza eu não teria participado desta corrida. Muito obrigado e que Deus multiplique em milhares e milhares de vezes o que vocês fizeram por mim.
Não posso deixar de agradecer também a Academia Boa Forma em nome dos proprietários Ricardo e João pelos dois anos e quatro meses de parceria.
E claro, um agradecimento não menos especial a Deus, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida e do Sagrado Coração de Jesus por me proporcionou uma boa viagem, prova e uma saúde perfeita para poder fazer o que eu mais gosto que é correr.

Finalizando quero deixar um beijo super especial à minha esposa que amo muito, Cileide, e um abraço a todos os amigos que me incentivam e me seguem nas redes sociais.


Tutta Maratonista
www.correndocorridas.blogspot.com.br