terça-feira, 3 de novembro de 2026

Corrida Nº 278 - Corrida Arena Conceito Fitness - Assis Chateubriand-PR (13set2026)

Entre desafios e uma disputa intensa até a linha de chegada, o objetivo de correr abaixo dos 36 minutos foi alcançado, com direito à sétima colocação geral, título da categoria e a satisfação de reencontrar meu melhor ritmo nos 10 km no ano.

"Uma meta traçada, um objetivo perseguido e a satisfação de cruzar a linha de chegada com a missão cumprida."



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 278
Nome da prova: Corrida Arena Conceito Fitness
Cidade: Assis Chateubriand-PR
Data: Domingo, 13 de Setembro de 2026
Distância: 10kms
Tempo: 35min07seg
Média por quilômetro: 3min30seg
Classificação geral: 7º lugar
Atletas no geral: 96 concluintes
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 1º Lugar
Atletas na faixa etária: 18 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 161 pódios
Pódios por classificação geral: 73 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 79 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 9 pódios
Número de peito: 112 


A manhã deste domingo (13/09/26) começou cedo, ainda antes de o sol aparecer por completo. Às 5h15, saí de Ubiratã rumo a Assis Chateaubriand, acompanhado da minha esposa, do pastor Jorge e da Jocastra com seu marido, que gentilmente nos deram carona. O destino era a Corrida Arena Conceito Fitness, e eu levava comigo um objetivo bem definido: correr os 10 km abaixo dos 36 minutos e melhorar meus resultados nas provas dessa distância em 2026, que até aqui ainda não haviam correspondido às minhas expectativas.

As últimas semanas de treinamento trouxeram sinais positivos. Eu vinha trabalhando para recuperar o ritmo, ganhar confiança e voltar a encontrar boas sensações durante as provas. O percurso plano e a temperatura agradável, na casa dos 16 graus, eram condições favoráveis. Tudo indicava que aquela poderia ser uma manhã especial. Restava transformar a preparação em resultado.

Chegamos
com aproximadamente 40 minutos de antecedência em relação à largada, prevista para as 7h. Mas o que deveria ser uma espera tranquila acabou se prolongando. Muitos atletas ainda não haviam retirado os kits no dia anterior, as filas ficaram enormes e a organização precisou adiar a largada em quase 40 minutos. Um atraso considerável, que acabou exigindo paciência antes mesmo de começarmos a correr.

Com minha esposa antes da largada.


Quando finalmente tudo ficou pronto, procurei me posicionar o mais à frente possível do pelotão. Em uma prova de 10 km, na qual cada segundo faz diferença, largar muito atrás pode significar perder um tempo precioso.
E assim que o sinal foi dado, parti forte, determinado a aproveitar cada quilômetro e colocar em prática aquilo que vinha construindo nos treinos.

O primeiro quilômetro saiu em 3min20s. Um começo forte, dentro da estratégia. No segundo, entretanto, algo não saiu como esperado: sem nenhuma subida que justificasse uma mudança tão grande, o ritmo caiu para perto de 3min40s. Não era o que eu queria, mas não havia tempo para ficar procurando explicações. Era preciso seguir em frente, recuperar o ritmo e manter a cabeça no lugar.

Naquele momento, eu tinha 12 atletas
à minha frente, mas ainda não conseguia ter uma noção exata da minha colocação nos 10 km. Como as largadas das provas de 5 e 10 km haviam acontecido simultaneamente, o pelotão estava misturado, e eu não sabia quantos daqueles corredores disputavam a mesma distância que eu. Pela dinâmica da prova, imaginava que pelo menos metade estivesse nos 5 km.

O ritmo seguia bem forte e trazia comigo o amigo Alfredo. Um dos melhores corredores de 5kms que Ubiratã já teve. Apesar de ter sentido uma lesão durante a prova ele fechou a prova com 18:25 e foi campeão de sua categoria.


A confirmação da minha colocação começou a chegar quando atingimos a marca de 2,5 km, ponto em que os atletas da distância menor fizeram a conversão para retornar. Vi cinco deles virarem, e a conta ficou mais clara: dos 12 corredores que estavam à minha frente, cinco seguiam para completar os 5 km. Restavam, portanto, sete atletas à frente na disputa dos 10 km. Naquele momento, eu era o oitavo colocado entre os corredores da minha distância, mas ainda havia muita prova pela frente e oportunidades de avançar.

Continuei firme, buscando manter o ritmo e a regularidade.
Antes mesmo de completar o quinto quilômetro, consegui ultrapassar um dos atletas que estava à minha frente e assumi a sétima colocação. Era um movimento importante, mas precisava sustentar aquela posição. Logo após a marca dos 5 km, no trecho de retorno, encontrei uma leve subida que exigiu atenção e força. Mantive o foco para abrir vantagem sobre o corredor que acabara de ultrapassar, enquanto procurava me aproximar do sexto colocado, que seguia à frente, ainda ao meu alcance.

Quando completei os primeiros 5 km, o relógio marcava menos de 17min30s. Eu estava dentro do objetivo que havia traçado para aquela manhã.
A primeira metade da prova tinha sido intensa, mas ainda era preciso administrar o esforço e encontrar forças para sustentar o ritmo até a chegada.

À minha frente estavam atletas de altíssimo nível. Era uma prova de grande qualidade técnica, com corredores fortes e experientes. Buscar os primeiros colocados não seria uma tarefa realista naquele cenário, mas isso não diminuía em nada a importância da minha corrida. Eu tinha uma meta pessoal a cumprir, um tempo a buscar e uma posição a defender. E era nisso que precisava concentrar minhas forças.

Segui firme, controlando o esforço e procurando manter a regularidade. Depois da metade da prova, continuei na cola do sexto colocado. A possibilidade de ganhar mais uma posição permanecia viva, e eu sabia que precisaria aproveitar cada oportunidade nos quilômetros finais.

Foi então que chegou o momento de exigir um pouco mais do corpo. Nos dois últimos quilômetros, consegui acelerar e registrar parciais na casa dos 3min23s e 3min24s. Entreguei o que tinha naquele trecho decisivo, mas o atleta à minha frente também aumentou o ritmo e conseguiu sustentar a vantagem. Não foi possível alcançá-lo.

Ao mesmo tempo, eu precisava continuar
atento a quem vinha atrás. A reta final virou uma disputa de resistência, concentração e força de vontade: ele acelerava para manter sua posição, enquanto eu fazia o necessário para defender a minha. Não havia espaço para relaxar antes da linha de chegada.

No final, já sem chances de ganhar a sexta colocação e sabendo que tinha uma vantagem boa para o oitavo colocado me permiti reduzir um pouco e cheguei para cruzar a chegada na sétima colocação geral, com o tempo de
35min07s.

Naquele instante, a satisfação vinha de saber que o trabalho das últimas semanas havia dado resultado. Eu tinha chegado a Assis Chateaubriand com a meta de correr abaixo dos 36 minutos e melhorar minhas marcas do ano nessa distância. E consegui. Mais do que o tempo no relógio, levei comigo a confirmação de que a dedicação aos treinos pode mudar o rumo de uma temporada que ainda não havia entregado os resultados que eu procurava.

E a manhã reservava mais um motivo para comemorar: subi ao pódio como campeão da minha categoria e ainda recebi uma premiação de R$ 150. Um resultado que valorizou ainda mais a participação e coroou uma corrida da qual saí muito satisfeito.

A sétima colocação geral, diante de um pelotão tão qualificado, também merece ser valorizada. Nem sempre a melhor maneira de medir uma prova é olhar apenas para quem chegou primeiro. Às vezes, a vitória mais importante está em conseguir executar o próprio plano, superar as dificuldades que aparecem pelo caminho e terminar sabendo que o esforço valeu a pena. E naquela manhã, consegui fazer isso.

Ao longo de tantos anos correndo, aprendi que a evolução não acontece em linha reta. Existem provas em que o resultado fica aquém do esperado, períodos em que o ritmo parece não encaixar e momentos em que é preciso ter paciência para reconstruir a confiança. O que faz diferença é continuar trabalhando, sem permitir que os resultados anteriores determinem aquilo que ainda somos capazes de alcançar.

A Corrida Arena Conceito Fitness foi mais um passo nessa caminhada. Os 35min07s não representam apenas um número: são a recompensa por semanas de dedicação e um sinal positivo para os próximos desafios. Sigo buscando evolução, porque ainda tenho objetivos a cumprir e muita vontade de continuar competindo.


Com minha esposa após a prova.
Ela completou os 5kms com 34min03seg.


Sobre a organização, o percurso merece elogios: muito plano e excelente para correr rápido. Por outro lado, o atraso de quase 40 minutos na largada foi um ponto negativo, assim como a qualidade das medalhas e dos troféus, que ficou a desejar. São aspectos que merecem atenção para que os atletas tenham uma experiência à altura do esforço que dedicam à competição.
Por outro, a premiação em dinheiro tanto no geral como nas categorias por faixas etárias é algo a ser elogiado.

Pra finalizar, deixo o meu agradecimento ao grupo Pace da Amizade, pela cortesia na inscrição viabilizada junto à Cooperativa Integrada, e à Jocastra e seu marido, pela carona na ida e na volta. O apoio e a parceria de pessoas que ajudam a tornar essas experiências possíveis também fazem parte da história de cada corrida.

Volto para casa com o objetivo cumprido, o título da categoria e a satisfação de ter encontrado novamente um bom ritmo nos 10 km. A caminhada continua, com os pés no chão, a cabeça erguida e a mesma disposição de sempre para buscar o próximo desafio.

Porque a experiência ensina que nem toda prova será perfeita, nem todo resultado virá no momento esperado. Mas, enquanto houver disposição para treinar, coragem para competir e humildade para continuar aprendendo, sempre haverá uma nova oportunidade de mostrar do que somos capazes.



Segue abaixo mais algumas fotos:
 
Antes da prova.
.
.

Durante a prova.
.
.

Depois da prova.
.
.

Com o pastor Jorge que completou os 5km em 21min56s e foi campeão da sua categoria e com o Wellington que completou os 10kms com 40min23s.
.
.

Com Edelson Ávila, campeão dos 10kms com 29min52 e minha esposa.
.
.

A medalha da prova.
.
.

O pódio da categoria 45/49 para coroar a excelente participação na prova.
.
.



Os 10 primeiros colocados nos 10kms masculino.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser acessada no site apure.net.br.



quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Corrida Nº 277 - 3ª Corrida da Academia Max Fit - Corbélia-PR (30ago2026)

Hoje foi dia de colocar à prova a preparação, a resistência e a vontade de seguir brigando por um objetivo. Corbélia recebeu a 3ª edição da Corrida da Academia Max Fit, válida pela segunda etapa do Circuito de Corridas de Corbélia, e eu cheguei sabendo que tinha uma disputa importante pela frente.

"Quando os treinos não entregam o esperado. É a força de lutar que faz a diferença!"



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 277
Nome da prova: 3ª Corrida da Academia Max Fit
Cidade: Corbélia-PR
Data: Domingo, 30 de Agosto de 2026
Distância: 10kms
Tempo: 36min31seg
Média por quilômetro: 3min39seg
Classificação geral: 2º lugar
Atletas no geral: 56 concluintes
Número de pódios (fora de Ubiratã): 160 pódios
Pódios por classificação geral: 73 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 78 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 9 pódios
Número de peito: 330


Depois do vice-campeonato na primeira etapa do circuito, dois objetivos estavam na minha cabeça: tentar correr na casa dos 35 minutos baixo e vencer o Luiz Antônio, de Nova Aurora, para igualar a pontuação e deixar a decisão do circuito completamente aberta para a última etapa, em dezembro.

Mas a preparação não foi como eu gostaria. Principalmente nas últimas duas semanas os treinos não renderam bem, e eu sabia que precisaria encontrar forças durante a prova para compensar o que não havia conseguido construir nos treinos. Em uma disputa assim, não basta querer. É preciso saber sofrer, insistir e aproveitar cada oportunidade que aparece pelo caminho.

Saí de Ubiratã por volta das 5h30, com minha esposa e com parte da galera da equipe Ubira Run, em uma van alugada para a viagem. Chegamos com bastante antecedência em Corbélia, e minha primeira missão foi procurar o amigo Valmir Marasca, o Tite, que havia retirado o meu kit no dia anterior.
Com tudo organizado, era hora de deixar as conversas de lado, concentrar a cabeça e me preparar para mais uma batalha.

Me posicionei entre os primeiros do pelotão e, assim que a largada foi dada, saí forte. O primeiro quilômetro veio em 3min23s. Luiz Antônio emparelhou comigo, e seguimos lado a lado até o km 4, quando ele começou a abrir uma pequena vantagem. Mas, continuei na cola, tentando administrar o esforço sem deixar a disputa escapar.

Lado a lado, campeão e vice na 1ª etapa, compartilhando a mesma paixão pela corrida, mas cada um com seus objetivos e uma corrida inteira pela frente."


Mas a corrida ganhou um novo ingrediente: Matheus, que não havia participado da primeira etapa e chegou para tornar a briga ainda mais acirrada. Ele assumiu a liderança, Luiz vinha em segundo e eu ocupava a terceira colocação. A disputa estava longe de ser apenas uma corrida contra o relógio. Cada posição tinha um peso na classificação do circuito.

Passei pelos 5 km em 18min09s. Naquele momento, comecei a perceber que chegar nos 35 minutos seria uma tarefa muito mais difícil do que eu gostaria. Ainda faltava metade da prova, e o corpo já dava os primeiros sinais de cansaço. Eu sabia que precisaria administrar o desgaste e encontrar forças para sustentar o ritmo, porque a segunda metade ainda prometia exigir bastante de mim.

No km 7, mesmo registrando um ritmo próximo dos quatro minutos, consegui me aproximar novamente do Luiz. Percebi que ele também começava a sentir o desgaste.
Em meio àquela disputa direta pelo título, aconteceu uma situação que mostra o respeito que existe entre nós: ele me incentivou a seguir em frente. Respondi que também estava no limite e que ele poderia continuar. Mas nenhum dos dois estava disposto a entregar a posição facilmente e seguimos um do lado do outro por alguns preciosos segundos.

Pouco depois, quase vencendo uma subida mais leve para entrar em um retão, percebi que seu ritmo havia caído bastante. Era a oportunidade que eu precisava. Fiz a ultrapassagem e comecei a construir uma pequena vantagem.

No último retorno, faltando pouco mais de dois quilômetros, eu já havia aberto cerca de 50 metros. Naquele momento a segunda colocação estava nas minhas mãos, mas ainda não era hora de relaxar. Tentei acelerar para aumentar a distância, só que as pernas pareciam travadas. O corpo já cobrava o preço do esforço, e cada passada exigia mais vontade do que conforto.

Mesmo assim, consegui fechar aquele quilômetro 9 em 3min39s.

O Matheus seguia bem à frente, e naquele momento a possibilidade de alcançá-lo parecia distante. Precisava ser inteligente: se não dava para buscar a vitória, era fundamental defender o segundo lugar e garantir os 15 pontos necessários para continuar na briga pelo título.

Então veio o último quilômetro.

A distância minha para o Luiz era grande. Mas não podia relaxar. Era hora de buscar o que ainda restava. Mesmo com as pernas pesadas, reuni as forças que tinha e parti pra cima. Não queria apenas administrar a vantagem. Queria terminar forte, honrando o esforço de cada quilômetro percorrido até ali.

Forcei e fechei o km 10 em 3min24s e cruzei a linha de chegada na segunda colocação geral, com o tempo de 36min31s.

"A linha de chegada marca o fim de uma prova. Mas é todo esforço feito pelo caminho que dá sentido a cada passo que foi dado!"



Não foi o tempo que eu havia planejado. O objetivo era baixar para os 35 minutos, só que dessa vez não consegui. Mas, uma corrida não se deve resumir apenas ao número que aparece no relógio. E sim, em toda dedicação e esforço que foi enfrentado até cruzar a linha de chegada.

O percurso não era difícil mas, depois de algumas semanas de treinos abaixo do esperado, consegui reagir nos momentos decisivos, ultrapassar um adversário direto e terminar com um ritmo forte. E, principalmente, alcancei o resultado de que precisava para manter vivo o sonho do título.

Com esse segundo lugar, empatei a pontuação com Luiz Antônio (30 a 30) e levei a decisão para a última etapa, em dezembro. Matheus, vencedor da prova, conquistou seus primeiros 20 pontos e também entrou na disputa.

Agora, a matemática do circuito me deixa em uma situação favorável: se eu terminar à frente do Luiz e apenas uma colocação atrás do Matheus, conquisto o título mesmo sem ter vencido nenhuma das etapas. Mas não vou para a última corrida pensando apenas em fazer contas. Vou tentar vencer. Sei que estarei vindo de uma maratona disputada duas semanas antes, e isso pode pesar nas pernas. Ainda assim, enquanto houver chance, vou competir para buscar o melhor resultado possível.

Porque quem conhece a rotina de um atleta sabe que nem sempre os treinos encaixam, nem sempre o corpo responde como gostaríamos e nem sempre o resultado aparece exatamente como planejamos. A diferença está na capacidade de continuar trabalhando, aprender com cada experiência e chegar à largada disposto a dar o melhor que tem naquele dia.

Depois da prova, vieram a resenha, o pódio e a viagem de volta para casa. Momentos que também fazem parte do esporte e que tornam cada competição especial.

“O pódio é o reconhecimento de uma corrida construída com esforço, persistência e a vontade de seguir evoluindo, mesmo quando a preparação não sai como planejado.”



Meu agradecimento ao amigo Valmir Marasca, o Tite, pela retirada do meu kit; à Layla, por toda a correria e por conseguir a van para nosso transporte; à Clínica Bem Estar, pelo trabalho de fortalecimento e recuperação; à minha esposa, aos amigos e amigas que estão sempre na torcida, incentivando e acreditando junto comigo.

Agora é voltar à rotina, seguir na preparação e ajustar o que precisa ser ajustado. Dezembro vai exigir cabeça forte, estratégia e disposição para lutar até o último quilômetro.

**A disputa está empatada. O título continua em aberto. E eu sigo na luta.**

Porque a trajetória de um atleta não é construída apenas nas vitórias ou nos dias em que tudo dá certo. Ela também se fortalece nas provas em que as pernas pesam, os planos mudam e é preciso encontrar forças para continuar.

E é assim que sigo escrevendo a minha história: um treino de cada vez, uma corrida de cada vez, sem deixar que as dificuldades decidam até onde posso chegar.



Segue abaixo mais algumas fotos:

Antes da prova.
.
.

Depois da prova.
.
.

Com minha esposa antes da prova.
Ela completou os 5kms com 34min06s.
.
.

Grande parte de atletas de Ubiratã com alguns amigos de Corbélia e região.
.
.

Pódio geral masculino dos 10kms.
.
.

Os 15 primeiros colocados na classificação geral masculina dos 10kms.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser acessada no site Rodrigo Cirilo.
.
.

Com o Magaiwer que fechou os 10kms com 55min17s e foi campeão da sua categoria e o amigo Tite de Corbélia que marcou 18min49s nos 5kms e também foi campeão de sua categoria.
.
.

Já em Ubiratã com o Magaiver e o Osmir que fez 21min01s nos kms e se sagrou campeão da sua categoria.
.
.

Galera que foram com a van.


terça-feira, 20 de outubro de 2026

Corrida Nº 276 - 19º Desafio de Equipes - Cascavel-PR (19jul2026)

Uma semana inteira lutando contra uma gripe forte. Sete dias sem treinar, noites mal dormidas, dor de garganta, tosse e uma quantidade de medicamentos que parecia não ter fim. Definitivamente, não era o cenário que eu imaginava para chegar a Cascavel e encarar mais uma edição do Desafio de Equipes. Mas a paixão pelo atletismo tem dessas coisas: nem sempre encontramos as condições ideais, e é justamente nesses momentos que descobrimos a força que ainda existe dentro de nós.

“Nem sempre estaremos nas melhores condições, mas precisamos estar sempre dispostos a dar o nosso melhor e lutar até o fim.”



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 276
Nome da prova: 19º Desafio de Equipes
Cidade: Cascavel-PR
Data: Domingo, 19 de Julho de 2026
Distância: 7kms
Tempo: 25min33seg
Média por quilômetro: 3min39seg
Classificação geral entre todos os atletas: 23º lugar
Atletas no geral: 202 corredores
Classificação geral entre os atletas das equipes mista: 4º lugar
Atletas masculinos nas equipes mistas: 111 corredores
Colocação dentro da equipe: 3º lugar
Atletas masculinos na equipe: 3 atletas
Classificação geral da equipe: 1º lugar
Total de equipes mistas: 37 equipes
Número de pódios (fora de Ubiratã): 159 pódios
Pódios por classificação geral: 72 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 78 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 9 pódios
Número de peito: 306


Mais uma vez, fui representar a equipe Edu Antunes no Desafio de Equipes em Cascavel, agora vivendo uma experiência inédita na minha trajetória dentro da competição: pela primeira vez, integrando uma equipe mista. Ou seja, equipe com 3 homens e 3 mulheres.

A expectativa quanto ao meu desempenho era pequena. Eu sabia que estava longe da minha melhor condição física e não tinha como prever a resposta do corpo depois de uma semana tão complicada. Conversei com o Edu, expliquei a situação e, mesmo diante das incertezas, ele confiou em mim e me deu a oportunidade de fazer parte do time. Aquela confiança tinha um peso especial. Eu precisava honrá-la da melhor maneira possível.

Às 2h20 da madrugada, saí de casa com minha esposa, que iria prestigiar a prova. Seguimos para a rodoviária de Ubiratã e, às 3h05, embarcamos no ônibus da empresa Penha rumo a Cascavel. Chegamos por volta das 5h30 e fomos direto para o Lago Municipal, palco deste desafio.

A temperatura estava excelente para correr, mas o vento forte já dava sinais de que os sete quilômetros não seriam tão simples. Naquele momento, eu não fazia ideia do que conseguiria entregar. Depois de tantos anos no atletismo, aprendi que experiência não significa ter todas as respostas. Significa saber lidar com as incertezas, respeitar as condições do momento e estar preparado para lutar com aquilo que temos à disposição.

Então veio a largada...

E, como acontece tantas vezes, bastaram os primeiros passos para que a cabeça mudasse de lugar. A gripe, os medicamentos, as noites mal dormidas e os dias sem treinamento ficaram momentaneamente para trás. Minha concentração estava na corrida, no ritmo e em cada metro do percurso.

O primeiro quilômetro saiu em 3min30s. Forte, muito forte para quem havia passado por uma semana daquelas. Tentei controlar o entusiasmo e encontrar um ritmo mais adequado à minha condição, mas o segundo quilômetro veio ainda mais rápido: 3min28s.

O corpo parecia responder melhor do que eu esperava, e isso renovava minha confiança. Porém, a corrida sempre cobra atenção. No quilômetro seguinte, encontrei uma combinação difícil: vento contra e subida. O ritmo despencou para perto dos 3min50s, e ali foi preciso aceitar o desafio, ajustar a passada e continuar brigando. Nem todo quilômetro será bonito no relógio. Alguns exigem mais força mental do que velocidade, e são justamente esses que colocam à prova a nossa capacidade de seguir em frente.

“O corpo não estava nas melhores condições, mas as passadas mostravam que a vontade de competir continuava intacta.”


Quando entrei na pista do Lago Municipal, consegui estabilizar o ritmo e segui na casa dos 3min40s a 3min45s. Não era uma média tão boa como eu gostaria, mas para o momento foi o que fui capaz de fazer e mesmo assim fui recuperando posições e com isso a linha de chegada ia ficando cada vez mais perto. Sei que não havia espaço para lamentar a semana perdida ou pensar no que poderia ter sido diferente. Restava aproveitar cada força disponível e entregar o melhor que aquele dia permitia.

Ainda encontrei forças no último quilômetro para acelerar e fechar em 3min37s e cheguei para cruzar a linha de chegada com o tempo de 
25min33s nos sete quilômetros, mantendo um pace médio de 3min39s/km.

“Nem mesmo a última subidinha do percurso foi capaz de diminuir o ritmo. A passada continuou forte, porque, mesmo longe das condições ideais, eu não tinha ido até ali para brincar!”


Um resultado excelente diante das circunstâncias!
Eu havia chegado à prova sem saber como o organismo reagiria e terminei mostrando que, mesmo longe da condição ideal, ainda era possível competir em alto nível. Não foi uma corrida construída em uma semana perfeita de preparação. Foi uma resposta de quem carrega anos de experiência, disciplina, constância e uma vontade enorme de continuar evoluindo.

Entre todos os atletas classificados, terminei na
23ª colocação geral. Já entre os atletas que integravam as equipes mistas, conquistei o 4º lugar individual. E, dentro da própria equipe Edu Antunes, fui o terceiro homem mais bem colocado. Ou seja, fui o último entre os três homens da nossa equipe! rsrs.

Mas, brincadeiras à parte, esse resultado também tem seu valor. Eu sabia das condições em que havia chegado àquela prova e do quanto precisei superar para entregar aquele desempenho. Não estava na minha melhor forma, mas fiz a minha parte e contribuí para o objetivo que nos unia.

E é justamente aí que o esporte coletivo mostra uma de suas maiores belezas: nem sempre precisamos ser o destaque individual para fazer parte de algo grandioso. Cada atleta tem sua importância, cada resultado conta e cada integrante precisa cumprir seu papel para que o objetivo comum se torne realidade.

Meu nome não estava no topo da classificação individual, mas estava entre aqueles que ajudaram a construir uma conquista histórica.
E isso também tem muito valor.

E, se pra mim o desempenho individual já havia sido motivo de satisfação, o que veio depois tornou aquele dia ainda mais especial.
A equipe Edu Antunes conquistou o título geral na categoria mista, da qual fiz parte, e protagonizou um feito histórico nas 19 edições do Desafio de Equipes: campeã geral nas três modalidades disponíveis — masculina, feminina e mista!

Uma conquista extraordinária, construída pela união, pela dedicação e pelo comprometimento de cada integrante. Quando o resultado coletivo alcança uma dimensão dessas, a alegria vai muito além do troféu. É a satisfação de saber que cada um contribuiu com aquilo que tinha de melhor para colocar o nome da equipe no lugar mais alto do pódio.

Equipes: Masculina, Mista e Feminina - campeões gerais.


Foi festa, comemoração e a sensação de ter vivido algo realmente marcante!

No encerramento, veio o troféu, simples, como costuma acontecer nos desafios de equipes, mas carregando um significado que vai muito além do valor material.
Também houve uma pequena premiação em dinheiro: R$200 que já ajudou em parte das despesas.

Para mim, aquele pódio representava uma vitória contra as dúvidas que levei de casa, contra as limitações daquela semana e contra a incerteza de não saber como seria capaz de competir.

Eu não estava 100%. Não tinha a preparação que gostaria, tampouco as condições ideais para correr. Mas não usei isso como desculpa para desistir. Fui, encarei o desafio e entreguei o que estava ao meu alcance. E saí de Cascavel com um excelente resultado individual e fazendo parte de uma equipe campeã.

É assim que venho construindo minha trajetória no atletismo: uma prova de cada vez, aprendendo com os dias bons e, principalmente, com aqueles dias em que tudo parece mais difícil. Quem corre há tantos anos sabe que a evolução não acontece apenas nos treinos perfeitos ou nas competições em que tudo dá certo. Ela também nasce nos momentos de incerteza, quando precisamos adaptar os planos, controlar as expectativas e encontrar forças para continuar.

Meu agradecimento especial ao Edu Antunes, pelo convite, pela confiança e pela oportunidade de integrar essa equipe extraordinária. Minha gratidão também a todos os companheiros de equipe, pela garra, pela determinação e pelo espírito de união que fizeram dessa conquista um momento inesquecível. Parabéns a todos por esse resultado histórico!

Voltei para casa com a satisfação de quem fez o que precisava ser feito, mesmo sem estar nas melhores condições. Mais uma experiência para guardar na memória e mais um capítulo de uma caminhada que continua sendo escrita com suor, persistência e paixão pelo esporte.

Porque a verdade é que nem sempre estaremos bem. Haverá semanas difíceis, dores, imprevistos e momentos em que a confiança parecerá menor do que os desafios à nossa frente. Nessas horas, precisamos ter sabedoria para respeitar nossos limites, mas também coragem para não permitir que as dificuldades decidam tudo por nós.

Nem sempre podemos escolher as condições em que vamos lutar, mas podemos escolher a atitude com que enfrentaremos cada desafio.

Naquela manhã, em Cascavel, eu não cheguei à largada na minha melhor forma. Cheguei com dúvidas, limitações e uma semana difícil nas costas. Mas cruzei a linha de chegada com um excelente resultado e a alegria de fazer parte de uma conquista histórica.

E é isso que levo comigo: não precisamos estar sempre no nosso melhor para dar o nosso melhor.

Às vezes, a maior vitória não é correr como gostaríamos. É encontrar forças para continuar, confiar na nossa trajetória e descobrir que ainda somos capazes de surpreender a nós mesmos.

Enquanto houver vontade de lutar, haverá uma oportunidade de superar limites.
E enquanto houver paixão pelo que fazemos, sempre existirá um motivo para seguir em frente!


Segue abaixo mais algumas fotos:
 
Antes da prova.
.
.

Depois da prova.
.
.

Equipe Mista Campeã com o treinador Edu Antunes.
Matheus: 24min59s
Marcelo: 24min35s
Tutta: 25min33s
Clarice: 31min14s
Camila: 31min04s
Hikari: 33min47s
.
.

Equipe Edu Antunes.
.
.

Troféu e medalha da prova.
.
.

Os 10 primeiros colocados gerais dentre os atletas das equipes mistas.
.
.
Até a data desta publicação a classificação completa do evento poderia ser visualizada no site rodrigocirilo.com.br