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sábado, 31 de janeiro de 2026

Corrida Nº 269 - 100ª Corrida Internacional de São Silvestre - São Paulo-SP (31dez2025)

 100ª Corrida Internacional de São Silvestre – mais do que uma prova, um capítulo da história


Antes mesmo do primeiro passo na Avenida Paulista, a 100ª Corrida Internacional de São Silvestre já havia começado a ser vencida muito antes — ainda na luta pela inscrição.
Site lento, fila virtual que não andava, links “fura-fila”, horas perdidas em pleno dia de trabalho… um verdadeiro teste de paciência. Mas, como todo corredor experiente sabe, desistir nunca foi uma opção. Depois do caos, a vaga veio. E com ela, a certeza: eu estaria presente na edição centenária da corrida mais tradicional do Brasil.

"No meio da multidão, começava mais um capítulo da minha 19ª Corrida Internacional de São Silvestre."



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 269
Nome da prova: 100ª Corrida Internacional de São Silvestre
Cidade: São Paulo-SP
Data: Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2025
Distância: 15kms
Tempo: 1h01min15seg
Média por quilômetro: 4min05seg
Classificação geral: 119º lugar (151º lugar somando a elite)
Atletas no geral: 28.472 atletas concluintes na categoria masculina
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 16º lugar
Atletas na categoria: 4.449 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 154 pódios
Pódios por classificação geral: 69 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 77 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 3977


A viagem começou na noite de sábado, 27 de dezembro. Embarquei em Ubiratã às 19h35, no ônibus da Viação Garcia, rumo a São Paulo. Após uma madrugada inteira de estrada, cheguei à Rodoviária da Barra Funda às 8h da manhã de domingo. De lá, segui para Diadema para passar momentos preciosos com minha avó — parte do domingo e toda a segunda-feira ao lado dela, recarregando não só o corpo, mas também a alma, antes de retornar à capital paulista ao anoitecer.

Na manhã do dia 30, voltei à Barra Funda para encontrar os amigos de Corbélia, Tite e Carvalho. O ônibus deles atrasou bastante e só chegou perto das 11h. E sem perder tempo, seguimos direto ao Parque do Ibirapuera para a retirada dos kits. Resultado: quase três horas de fila. Cansativo, mas fazia parte do pacote São Silvestre.

Depois, almoço, descanso no hotel e, à noite, um jantar leve seguido de uma rápida passagem pela Avenida Paulista — aquele último contato silencioso com o palco onde, no dia seguinte, a história seria escrita por mais de 50 mil corredores e onde traçamos uma estratégia para nos encontramos após a prova.

Dia 31. Acordamos pouco antes das 5 da manhã. Café rápido, tênis nos pés e coração acelerado. Seguimos para a Paulista, já tomada por uma multidão impressionante. Era impossível não se arrepiar: mais de 50 mil pessoas reunidas para celebrar a centésima edição dessa prova lendária.

O Carvalho, estreante na São Silvestre largou no setor vermelho - o único setor disponível quando fiz a inscrição pra ele.
Já o Tite foi no pelotão Premium e eu fiquei no setor azul.

A espera foi longa. Mais de duas horas até a largada, organizada em ondas. A minha aconteceu às 8h15. Como sempre, os primeiros metros foram tensos. Muito congestionamento, pouco espaço e o cuidado redobrado — uma queda ali poderia virar um efeito dominó com consequências nada agradáveis.

Após o viaduto, finalmente surgiram alguns espaços para correr melhor. Mesmo assim, em muitos trechos era inevitável fazer zigue-zague de um lado para o outro da rua em busca de uma brecha. Mas, em certos pontos, a solução era correr pela calçada mesmo.

Passado o primeiro quilômetro (com um pace até muito bom 3min43s) imaginei que o fluxo melhoraria, mas aconteceu justamente o contrário. A prova seguia extremamente tumultuada. Acredito que a busca pela medalha histórica fez com que muitos atletas se posicionassem mais à frente, não se importando em passar pelo pórtico e ter seu tempo computado pelo chip e isso acabou intensificando ainda mais o congestionamento.

Acabei aproveitando bem as descidas que haviam após o primeiro quilômetro e fechei o km 2  mais rápido que o primeiro (3min33s). Mas, não estava sendo nada fácil.
Apesar do céu nublado, a temperatura beirava os 28 graus — sensação térmica bem maior para quem estava correndo. O suor escorria em excesso.

Cheguei ao km 5 em torno de 19min20s, aproximadamente. E com um terço da prova concluído, ficou claro que baixar de uma hora seria improvável. A partir do sexto quilômetro, começavam as subidas e o pace médio de cada km já ultrapassou os 4min — e no a partir do km 10, onde passei com o tempo total de 39min30s tive a confirmação de que o tempo final da prova deste ano seria pior do que o da minha primeira São Silvestre, disputada vinte anos atrás quando completei com 1h00min33seg.

Até que eu queria fechar esta última participação abaixo de uma hora. Mas, com todas as adversidades isso já não estava mais nos planos. rsrs

O desgaste da viagem, o calor, a redução nos treinos nas últimas semanas do ano e as intermináveis subidas antes da Brigadeiro cobraram seu preço. E quando ela finalmente apareceu — imponente, desafiadora — confesso que pensei em caminhar. Mas resisti. Não parei. Segui firme, mesmo em um ritmo bem abaixo do ideal.

“Na minha 19ª São Silvestre, a Brigadeiro surgiu como sempre: imponente, silenciosa e pronta para cobrar respeito.”


Completei os dois quilômetros da Brigadeiro no limite. E ao retornar à Paulista, já próximo de uma hora de prova, o foco passou a ser apenas manter uma passada firme e cruzar a linha de chegada.
E assim concluí minha 19ª São Silvestre em 1h01min15s. Muito longe do recorde pessoal obtido no ano anterior que foi de 55min44seg. Mas, foi o que deu pra fazer neste ano centenário. E, sinceramente? Tá de bom tamanho.

“Cruzar este pórtico pela 19ª vez não é apenas chegar ao fim de uma prova. Talvez seja uma despedida — mas uma despedida bonita, construída ao longo de anos de dedicação, renúncias e amor pela corrida.”


No pelotão geral, fui o 119º colocado e, considerando todos os mais de 28 mil concluintes da categoria masculina, posso dizer que fiquei entre os melhores da prova.

Ao final, reencontrei o Tite, que largou na Premium, e juntos fomos buscar a belíssima medalha da
100ª Corrida Internacional de São Silvestre — um símbolo que carrega muito mais que metal: carrega história.

Depois, ainda houve tempo para reencontrar outros amigos do Paraná e da minha cidade também.
E ao retornar ao hotel pude viver mais um capítulo típico dessa aventura: ir resgatar o Carvalho, que conseguiu se perder após completar a prova e foi parar a mais de 3 km da Paulista, enquanto nosso hotel ficava a apenas 300 metros.
No fim, deu tudo certo e voltamos todos em segurança para casa.

EM RELAÇÃO A PROVA:
Bagunçada como sempre.
Inscrição confusa e caríssima, retirada de kits demorada, falta de camisetas, água escassa no percurso, medalhas faltando no final e denúncias lamentáveis de staffs vendendo no metrô. Situações que entristecem, principalmente em uma edição histórica.

Talvez por tudo isso — e também pelos altos custos — é bem provável que esta tenha sido minha última São Silvestre. Com o valor gasto para correr essa prova, consigo disputar duas maratonas aqui no Paraná. E meus planos a partir de 2026 são claros: buscar minha
50ª maratona… e quem sabe, um dia, a 100ª.
Talvez eu volte apenas na edição 111. Ou antes, caso apareça um patrocinador disposto a bancar tudo para que eu possa largar no pelotão Premium. O que é difícil… mas sonhar não custa. rsrsrs

Encerrando 2025 com 
18 provas disputadas, 16 pódios conquistados. Um ano simplesmente fantástico.

Para 2026, a ideia é reduzir o número de provas, controlar os gastos e focar nas maratonas — não em busca de performance extrema, mas para correr com prazer, menos sofrimento e alcançar as metas traçadas.
Porque no fim, mais importante do que o tempo no relógio, é continuar escrevendo a própria história… passo a passo, quilômetro a quilômetro.

Pra finalizar quero deixar o meu muito obrigado à empresa Brasil Sul, através do Carlos da agência de Cascavel, ao excelente corredor Ademir Ramos de Cascavel e a um amigo que prefere não ser identificado. A colaboração de cada um de vocês foi fundamental para que esse objetivo se tornasse realidade. 
19 São Silvestres concluídas. Histórias, sacrifícios e orgulho que ninguém tira. 🏅


Segue abaixo mais algumas fotos:
 
Meu numeral.
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Na retirada dos kits.
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Faltando 1 dia para a histórica 100ª São Silvestre.
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Com os amigos de Corbélia Tite que fez sua 4ª São Silvestre (1h09min43seg) e o estreante Carvalho (1h11min17seg).
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Antes da largada.
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Depois da prova com a belíssima medalha.
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Com a 'Chiquinha' e o 'Chapolin Colorado'. rsrs
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Na Avenida Paulista prestes a voltar pra casa com os amigos paranaenses.
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A bela medalha da prova.
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Todas as minhas 19 medalhas das 19 participações.
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Meu resultado.
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Até a data desta postagem a classificação poderia ser conferida no site da chiptiming.



domingo, 29 de junho de 2025

Corrida Nº 251 - 99ª Corrida Internacional de São Silvestre - São Paulo-SP (31dez2024)

... Postagem atrasada ...


Infelizmente, perdi o texto original que havia escrito logo após a prova. Com ele, se foram vários detalhes preciosos da minha participação na 99ª Corrida Internacional de São Silvestre. Mas, o que o coração não esquece, eu faço questão de registrar por aqui.

Completar a minha 18ª São Silvestre já seria emocionante por si só — mas cruzar a linha de chegada com um novo recorde pessoal tornou essa conquista simplesmente inesquecível!



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 251
Nome da prova: 99ª Corrida Internacional de São Silvestre
Cidade: São Paulo-SP
Data: Terça-feira, 31 de Dezembro de 2024
Distância: 15kms
Tempo: 55min44seg
Média por quilômetro: 3min42seg
Classificação geral: 39º lugar
Atletas no geral masculino: 21.640 concluintes
Colocação na faixa etária 45/49 anos: 4º lugar
Atletas na faixa etária: 3.134 concluintes
Número de pódios (fora de Ubiratã): 138 pódios
Pódios por classificação geral: 61 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 71 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 6 pódios

Número de peito: 2690


Saímos de Ubiratã no domingo, dia 29 de dezembro, eu, minha esposa e meu enteado, com destino à capital paulista. A viagem foi longa, mas tranquila. Chegamos na manhã seguinte em São Paulo, sob um céu meio nublado. Desembarcamos na Rodoviária da Barra Funda e logo pegamos um Uber em direção ao Hotel Praça Orione, onde deixamos nossas bolsas e sem perder tempo, seguimos para o Parque do Ibirapuera, onde fui retirar o kit da prova.

Com o kit em mãos, voltamos em direção ao centro da cidade, mas antes fizemos uma pausa para o almoço. À tarde, decidimos fazer um passeio até Itaquera para mostrar o estádio do Corinthians ao meu enteado corinthiano. Infelizmente, a chuva apertou e acabamos ficando apenas um tempo na estação, observando de longe a grandiosidade da arena. Na volta, paramos no Brás para algumas comprinhas e depois seguimos para o hotel. Tomamos um banho, saímos para jantar e voltamos cedo. Eu precisava descansar. Queria estar na linha de largada o mais cedo possível no dia seguinte.

Fomos dormir antes das 22h, e às 05h30 da manhã, do dia 31, eu já estava de pé. Me aprontei rapidamente, comi alguns lanches que havia levado e segui direto para a Avenida Paulista e antes das 06h30, eu já estava dentro do meu pelotão, estrategicamente posicionado no lado esquerdo da avenida, o mais à frente possível. Minha esposa e meu enteado ficaram no hotel e depois iriam subir até o km 14, ou km 41 como muitos costumam dizer, para um momento especial: me dar uma dose extra de motivação para a reta final e me e
ntregar a GoPro para que eu pudesse registrar a minha chegada.

Antes de me posicionar no local de largada, ainda encontrei com o amigo Douglas de São Bernardo do Campo e seu amigo Fábio.

Prestes a me posicionar bem lá em baixo da placa do Pelotão Azul.
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Com o Fábio (1h33min48seg) e o amigo Douglas (1h29min54seg) de SBC.


A largada foi organizada por ondas, o que nos fez esperar por cerca de dois minutos após o sinal inicial. Confesso que isso foi ótimo. Quando fui liberado, saí feito uma flecha. Sem ninguém à minha frente, pude correr livre, sem precisar desviar de outros corredores. Foi só lá embaixo, após o palco da virada, que encontramos o grupo que estava do lado direito da Paulista. Mesmo assim, o espaço era bom, e o ritmo pôde continuar forte.

Os primeiros 5kms, quase todos em descida, passaram voando – 17 minutos e 47 segundos.
Aos 10kms, o relógio marcava 36min13 e cheguei nos 11kms com 40min01seg. Era bem mais rápido do que eu esperava. E eu havia optado por não levar a câmera no início, justamente para focar em um possível recorde pessoal, e tudo indicava que daria certo.

Mas, apesar de estar bem mais rápido do que o planejado, eu sabia que precisava manter o ritmo para acumular uma margem de segundos antes de encarar a temida subida da Brigadeiro. E cheguei nela muito bem. Não lembro os tempos exatos, pois, como mencionei, perdi todos os registros ao trocar de celular. Por sorte, em alguns trechos eu gravava um pequeno vídeo no celular falando a quilometragem e o tempo e esses registros ficaram salvos no Google Fotos e sei que ao chegar no km 13 o tempo era de 47min25seg.
Não fiz registro no km 14, mas lembro perfeitamente da sensação de força, de superação e garra que me impulsionavam a cada nova passada.

E foi ali, no trecho mais duro da prova, onde o cansaço já começava a pesar, que aconteceu um dos momentos mais especiais da corrida: encontrei minha esposa. Ela me estendeu a mão com a medalha "Eu venci a Brigadeiro", enquanto meu enteado me entregava a GoPro para registrar os metros finais. Aquilo me deu um gás indescritível. Ver quem a gente ama torcendo por nós no auge do esforço é algo que emociona e impulsiona.

Pequeno vídeo, sem edição, quando encontro minha esposa, pego a medalha e GoPro.



E somado com a energia da galera na subida, os gritos, os aplausos... tudo conspirava a favor de um excelente resultado. E ele veio.
Entrei na Paulista com o coração pulsando alegria. Acelerei o quanto pude e cruzei, pela 18ª vez, a linha de chegada da mais tradicional corrida de rua do Brasil. E dessa vez, com recorde pessoal:
55 minutos e 44 segundos. Fui top 5 na minha categoria. Fantástico.

Fiquei feliz demais.
É uma emoção difícil; para não dizer 'impossível'; de descrever em palavras.
E mais do que tempo ou posição, foi a sensação de superação, de entrega e de realização plena que tive na prova.
A São Silvestre, mais uma vez, se tornou inesquecível para mim.

Depois da prova, foi só festa e comemoração!


Comemorando mais uma São Silvestre.



À noite, fomos para o Show da Virada, onde curtimos o show de
Bruno e Marrone. E na volta para o hotel, quase fomos 'esmagados' pela multidão que deixava a Paulista após a virada do ano — uma loucura! rsrs

Já no dia seguinte, seguimos para
Santos, onde aproveitamos dois dias de praia, descanso e momentos em família. E no dia 3 de janeiro de 2025, voltamos para São Paulo e, de lá, finalmente retornamos para casa — com o coração cheio de histórias e mais uma medalha de 'ouro' na memória.


Segue abaixo mais algumas fotos:

O kit da prova.
Fraco demais pelo valor de mais de 300 reais.
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Na entrega dos kits.
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Passando pelo Theatro Municipal.
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Completando minha 18ª São Silvestre com Recorde Pessoal (55:44).
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A preparação é dura e cheia de renúncias — mas no instante da conquista, tudo faz sentido, e cada esforço se transforma em orgulho. 
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Mais uma São Silvestre pra conta e de quebra, mais uma medalha "Eu venci a Brigadeiro".
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A belíssima medalha da 99ª Corrida Internacional de São Silvestre.
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 O certificado de conclusão.
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Minha colocação - 39º no pelotão geral masculino - não incluído a elite.
Se incluir a elite, fiquei em 86º no geral. Se tornando assim, a minha melhor participação.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser acessada no site da Chiptiming.
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4º lugar na classificação da faixa etária 45/49 anos.
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A belíssima medalha "Eu venci a Brigadeiro" e a medalha da prova.
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Com o coração leve e a sensação de dever cumprido, celebro mais uma conquista — agora é recarregar as energias e esperar os próximos desafios!
Um pequeno vídeo feito na parte final da prova pode ser visto lá no meu canal no YouTube.
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Com o amigo João de Ubiratã.
Ele completou sua 7ª São Silvestre com 1h42min01seg.
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Com a amiga Priscila de Campina da Lagoa-PR.
Ela completou sua primeira São Silvestre com 2h09min04seg.
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Na estação Corinthians - Itaquera.
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Com a família em Santos.
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domingo, 31 de março de 2024

Corrida Nº 238 - 98ª Corrida Internacional de São Silvestre - São Paulo-SP (31dez2023)

 ... Postagem Atrasada ...


Em busca de mais uma medalha, e desta vez, tentar fazer recorde pessoal, segui para São Paulo para a minha 17ª participação na Corrida Internacional de São Silvestre.

"Para muitos não é nada.
Mas, para mim, cruzar a linha de chegada, mesmo não ganhando um centavo sequer, é motivo de muita alegria e comemoração."



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 238
Nome da prova: 98ª Corrida Internacional de São Silvestre
Cidade: São Paulo-SP
Data: Domingo, 31 de dezembro de 2023
Distância: 15kms
Tempo: 57min58seg
Media por quilômetro: 3min51seg
Colocação no pelotão geral: 138º lugar
Atletas no pelotão geral: 20.325 atletas
Colocação geral somando a elite: 213º lugar
Atletas no geral somando a elite: 20.400 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 128 pódios
Pódios por classificação geral: 55 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 68 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 5 pódios
Número de peito: 3107


Às 20 horas e 19 minutos do dia 28 de dezembro de 2023 embarquei com minha esposa (Cileide) no ônibus da empresa Brasil Sul rumo à São Paulo para mais uma São Silvestre.
Os amigos Tite de Corbélia e Ademir de Cascavel foram novamente e desta vez conseguimos ir no mesmo ônibus. No ano anterior os horários não bateram.

Depois de mais de 12 horas de viagem desembarcamos na rodoviária Barra Funda em São Paulo.
Apesar do ônibus ser super confortável, dormi bem pouco durante a viagem e após o desembarque seguimos até o Hotel Praça Orione onde deixamos nossos pertences e depois seguimos até a Expo Center retirar os nossos kits.

O kit.


Com o kit em mãos, demos uma volta na expo para ver algumas novidades e acabamos encontrando com Paulo de Paula e Justino Pedro, atletas de elite. E também passei no stander da Contra Relógio para reencontrar e conversar um "tiquinho" com o fotógrafo Tião Moreira.
Depois, voltamos para o centro, Avenida Paulista, almoçamos e fomos para o hotel.
Tentei dormir, mas também não consegui. Menos mal, pois assim, de repente eu conseguiria dormir melhor a noite. rsrs

Com o atleta Paulo de Paula.
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Com o atleta Justino Pedro e Tite.
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Com Antônio Colucci do blog Sempre Correndo e com o fotógrafo Tião Moreira.


A tarde, por volta das 15 horas, fomos num mini-mercado comprar umas coisinhas e às 17:00 horas saí com Tite e Ademir para um treininho de 10km até o Parque Ibirapuera (minha esposa foi de Uber) e após o treino retornamos para o hotel e pouco depois saímos para jantar no Bar dos Mineiros, mesmo local onde almoçamos. Comida boa e barata e na volta do jantar ficamos um tempo na frente do hotel conversando até umas 22:30h, aproximadamente. E depois subimos para o quarto dormir.
Devo ter pego no sono após às 23:00 horas e dormi direto até umas 6 e pouco da manhã.
Mas, só levantei em definitivo às 08:00 horas quando começou a chover.

Após o treino com Tite e Ademir.


Havíamos programado fazer um passeio e mesmo com uma chuvinha meio fina fomos até a Catedral da Sé e estação Corinthians-Itaquera. Só não fomos ao estádio por conta da chuva.
Não deu para passear muito e voltamos antes do horário do almoço.
E só almocei, levei o pessoal até o hotel e
 saí novamente. Desta vez sozinho. Fui até o Bairro Perus na casa de uns primos (antigamente eram tio e tia, mas lamentavelmente os dois já são falecidos. Meu tio (Wilson) faleceu no decorrer de 2023 e minha tia (Maria) já havia falecido a cerca de 2 anos).
Fui lá rever os primos e pegar alguns discos de vinil que eram da minha tia. Dois deles são da dupla Milionário e José Rico e estavam autografados pelo Zé Rico.

Na Catedral da Sé.
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Estação Corinthians-Itaquera.
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Na casa dos meus falecidos tio e tia.
Saudades.
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Na Estação de Perus, voltando para o centro de São Paulo.



Voltei para a Paulista somente após às 20:00 horas ainda com leve chuva na capital e um friozinho bem razoável. rsrs
Tomei banho. Nem jantei porque já não tinham mais restaurantes abertos e comi apenas algum lanche que havia levado de casa e por volta das 22:30h fui dormir.

Acordei por volta das 04:30h. Tomei o meu café e logo em seguida o Tite já bateu na porta do meu quarto e fomos para a Avenida Paulista.
Chegamos cerca de 20 minutos mais cedo do que em 2022 e desta vez haviam bem poucos corredores perfilados no setor azul. Pelo menos até aquele momento. rsrs

Tudo pronto para mais uma São Silvestre.


Pouco após adentrar ao setor, encontrei o amigo Douglas de São Bernardo do Campo.
Conversamos um pouco e logo segui para o local da largada e fiquei bem próximo do "cordão" humano. Esta foi a vez que fiquei mais próximo da separação do pelotão geral e do pelotão premium dentre todas as minhas 17 participações na São Silvestre.

Com o amigo Douglas que completou a prova com 1h32min13seg


Mas, não sei se chegar mais cedo e ficar lá na frente iria adiantar muito, pois quanto mais se aproximava o horário da largada, mais cheio ia ficando o local e mais a gente era empurrado para trás. E tudo complicava mais ainda quando o pessoal passava com os cadeirantes pelo meio do nosso setor.
Já não tinha espaço e aí é que a coisa ficou mais feia do que já estava. kkkkk 
A organização poderia arrumar um jeito diferente de levar os cadeirantes lá pra frente. Ou, fazer o pessoal chegar mais cedo para não dar todo aquele transtorno pra eles e pra gente também. Ou fazer a largada deles mais cedo.
E este ano foi no mesmo horário. Imagina a 'zona'.

Dada a largada às 08:05h e é sempre a mesma coisa. Um empurra empurra danado. E desta vez vi dois atletas caindo na minha frente. Por sorte consegui desviar a tempo e quando chegamos no pelotão Premium, todos estavam parados e pra dificultar ainda mais, os cadeirantes também estavam largando naquele momento. Perdi muito tempo atrás de atletas, tentando desviar de outros corredores e cadeiras de rodas. Foi um sufoco absurdo.
Fechei o primeiro km com 4min04seg. Até que razoável, mas para quem queria buscar RP na prova já dificultaria o trabalho nos kms seguintes e para tentar 'compensar' o tempo perdido, mesmo sabendo que poderia quebrar na parte final, acelerei o que deu nos dois kms seguintes. Fazendo 3min30seg e 3min33seg, respectivamente. No km 4 dei uma maneirada e
 logo cheguei no km 5 com o tempo total marcando 18min10seg. Achei muito bom.

Mas, depois o ritmo não fluiu bem. Acho que gastei todo o "gás" até o km 5. rsrs
Passei o Tite, que saiu no pelotão Premium, pouco antes do km 7. Cerca de 26 minutos de prova. Na sequência encontrei e ultrapassei a amiga Janine, que foi campeã do pelotão geral em 2022 e em seguida cheguei no km 10 com 38min06seg. Ou seja, quase 4 minutos de média por km nos últimos 5k e para chegar no Recorde Pessoal, eu precisaria manter em pelo menos 3min49seg de media nos últimos 5 quilômetros. Trabalho não muito fácil, pois teria uma subidinha pela frente. A famosa subida da Brigadeiro.

E dali, km 10, para o início da Brigadeiro não demorou muito e subi 'morrendo', literalmente. kkkkk
Principalmente na parte final, que é a mais intensa da subida. Fiz aquele quilômetro final da subida com 4min20seg e somando com o tempo perdido no primeiro quilômetro, foi-se embora o meu RP. rsrs

Após chegar na Avenida Paulista tentei acelerar, mais já era tarde. 
Cruzei a linha de chegada da minha 17ª São Silvestre com o tempo de 58min01seg pelo tempo do meu cronômetro que após ser corrigido oficialmente o tempo líquido foi de 57min58seg (28 segundos acima do meu melhor tempo no ano de 2011. Ano em que a chegada foi lá no Ibirapuera).
Apesar dos pesares deu bom.
Melhorei em relação a 2022 e ainda fiz o meu terceiro melhor tempo na prova. Tudo isso mesmo tendo feito 7 maratonas no ano, três delas somente em novembro.
Obtive a colocação de número 138 entre os atletas do pelotão geral e somando com a elite, subi para a colocação de número 213 no geral.

Não deu Recorde Pessoal, mas mesmo assim cruzei a linha de chegada feliz por completar a minha 17ª Corrida Internacional de São Silvestre.


E após concluir a prova, encontrei com o Ademir e ficamos um tempão quase em frente ao pódio esperando o Tite e enquanto esperávamos conversamos com vários amigos.
Como não vimos o Tite passando, seguimos o combinado que era ir no Masp, caso fosse liberado o acesso. Mas, o cara também não apareceu por lá. Somente depois que ele chegou no hotel é que ficamos sabendo que ele tinha ido nos esperar na opção 2, caso não pudesse ir pro Masp.

No Masp pude fazer a tradicional foto com o prédio ao fundo. Tomei uma Heineken bem gelada e depois que o João de Ubiratã chegou, me pagou mais uma e depois de muita conversa, por volta das 11 horas voltei com o Ademir para o hotel.
E logo fizemos o check-out, fomos almoçar e em seguida levei a galera na Barra Funda e segui para a rodoviária do Tietê com minha esposa e seguimos, às 16:20h no ônibus da empresa Pássaro Marrom até a cidade de Aparecida do Norte onde passamos a virada de ano e só retornamos para casa na tarde do dia 2 de janeiro de 2024 e chegamos em definitivo em Ubiratã às  09:00 horas da manhã do dia 3.

E foi isso.
Tudo bom demais da conta.


Segue abaixo algumas fotos:
 
Na entrega dos kits no dia 29/12.
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Meu número e o meu principal patrocinador: Postos BCA.
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Na Brigadeiro - km 14
Vídeo: Cileide 'minha esposa'.
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O vídeo completo da minha participação na prova pode se conferido lá no canal Tutta Maratonista no YouTube.
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Quase completando a prova.
Fotos (acima e abaixo): Gina Prati
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Após a prova com Edu Garcia que completou com 1h07min16seg e Ademir que fez com 52min29seg.
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Mais uma São Silvestre pra conta fechando com 57min58seg.
Meu 3º melhor tempo.
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Tomando aquela Heineken trincando de gelada com o ubiratanense João que fez sua 6ª São Silvestre e completou o percurso com 1h34min17seg.
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Comemorando mais uma São Silvestre com os amigos Ademir e João.
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A bela medalha da prova.
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Minha classificação no pelotão geral (não contando a elite).
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Top 10 na faixa etária 45/49.
Fui o 8º.
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Quase partindo pra casa, mas já esperando a edição de 2024 com os amigos Tite que completou a prova em 1h03min38seg e Ademir.
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Com minha esposa em Aparecida-SP.
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Um, dos dois treinos feitos em Aparecida-SP.
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Agradecimentos:
Primeiramente a Deus pelo dom da saúde e por me permitir correr mais uma São Silvestre.
Agradeço também aos amigos parceiros patrocinadores que me ajudaram financeiramente a estar presente em mais esta corrida: Postos BCA do José Bocalon; Casa de Carnes O Costelão do Nei Servilheire; Minha mãe Dona Cida Ferreira; Alair Silva do Depósito de Doces Ubiratã; Tite de Corbélia; e a todos os colaboradores do meu canal de Loterias no YouTube: Canal Pé Frio Loterias.




Despesas: 

Inscrição: R$ 240,00
Passagens ida e volta: R$ 403,00
Hotel: R$ 320,00
Lanches e alimentação: R$ 100,00 (aproximadamente)
Uber e Metrô: R$ 150,00

Total: R$ 1.213,00

Patrocínios: R$ 600,00 + refeições em São Paulo

Saldo: - R$ 613,00