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sábado, 13 de dezembro de 2025

Corrida Nº 265 - Maratona de Jurerê (Jurerê-SC) 02nov2025

CINCO SEMANAS.

Esse foi o tempo entre cruzar a linha de chegada da Maratona de Criciúma — a minha 43ª, completada em 2h49 sob muito esforço — e embarcar novamente rumo a mais um desafio de 42 quilômetros.
Cinco semanas apenas… e lá estava eu, com a mala na mão, a fé no peito e o coração pulsando pela 44ª maratona da minha vida.
E, mais uma vez, Santa Catarina seria o palco.
O mesmo estado onde no ano passado conquistei o 5º geral em Jurerê e ainda registrei meu recorde pessoal.
Mas desta vez a história seria outra.

"Sou o reflexo de cada quilômetro que não abandonei."



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 265
Nome da prova: Maratona de Jurerê
Cidade: Jurerê-SC
Data: Domingo, 02 de Novembro de 2025
Distância: 42,2kms
Tempo: 2h56min49seg
Média por quilômetro: 4min11seg
Classificação geral: 23º lugar
Atletas no geral: 488 atletas concluintes
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 2º lugar
Atletas na faixa etária: 62 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 150 pódios
Pódios por classificação geral: 67 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 75 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 454



Um atleta cansado, mas nunca derrotado 

O plano para 2025 em Jurerê não era voar.
O corpo já vinha pedindo descanso: meses seguidos de trabalho pesado, finais de semana sem pausa, treinos exaustivos, acúmulo de provas e a recente maratona em Criciúma ainda ecoando em cada fibra muscular.
Ainda assim, existia dentro de mim um objetivo silencioso, quase teimoso: correr abaixo das 3 horas novamente.
Se viesse algo abaixo das 2h50, melhor ainda. Mas o foco era honrar minha trajetória e fechar o ciclo de maratonas do ano em grande estilo. Mas, não buscar um novo recorde.

E assim começou a jornada rumo a Jurerê.

Na sexta-feira, dia 31 de outubro, às 15h15, deixei Ubiratã juntamente com minha esposa e enteado.
Ônibus para Campo Mourão. Depois, às 20:00 horas, o ônibus que nos levaria para Florianópolis.
Chegamos por volta das 8h30 da manhã do sábado.

Enquanto esperava um amigo chegar de São Bernardo do Campo, tomamos café ali mesmo, na rodoviária. Depois pegamos um outro ônibus e seguimos para Jurerê e fomos direto para a retirada do kit — e logo em seguida para a pousada Central Mar em Canasvieiras, onde felizmente o proprietário liberou o quarto antes do horário.

O kit da prova.


O dia seguiu leve: almoço, descanso, um tempo na beira-mar com a família e até a visita surpresa do irmão da minha esposa, que veio de Itajaí só para nos ver.
À noite, pizza… e cama depois das 22h.
Aquela era a calmaria antes da tempestade.

Acordei às 4h da manhã.
Um café rápido.
Mensagem para o Douglas e logo depois, o Marcos — que faria sua estreia em maratonas — passou para nos buscar.
Chegamos cerca de 40 minutos de antecedência.
Clima perfeito: friozinho leve, garoa fina, atmosfera de filme.

Nem levei a GoPro. A regra da Cbat era clara: acessório eletrônico poderia causar desclassificação. E eu não estava ali para correr riscos — estava ali para correr uma maratona. rsrs

Pronto para mais uma batalha.


Quando liberaram o acesso ao local de largada, procurei me posicionar perto do pórtico.
Na hora da largada, o pelotão de elite (que só tinha 7 atletas) largou cerca 20 segundos antes.
Achei desnecessário. Se eles são bons, tem que disputar de igual pra igual com nós amadores.
Mas, enfim ...

E, quando chegou a minha vez de largar…
Eu sabia: meu corpo não estava no nível do ano anterior, quando fiz 2h37 ali mesmo em Jurerê.
E sabendo disso, ajustei o Garmin para me avisar caso passasse de 3min50/km, mas o plano era controlar: correr perto de 4min/km na primeira metade e depois ajustar para algo como 4min15.

Km 1:
3:38
Km 2: 3:40

Sim, mais rápido que o planejado — mas fluía fácil, natural, sem esforço excessivo.
Logo no km 4 forma-se um grupo de aproximadamente seis atletas. No km 5 já estávamos fechados como um pelotão. Turnos espontâneos de liderança, incentivo mútuo, sincronia — parecia até que havíamos treinado juntos.

Não é só talento. É também muita garra.
Não é sorte. É muito treino e dedicação.
Não é pressa. É foco e determinação.


No km 10 passo com
38:30.
No km 15, perto de 57 minutos.
Um ritmo sólido, firme, esperançoso.
Mas maratona é uma prova que sempre cobra seu preço.

Depois do km 20, o grupo começou a se desfazer.
Alguns aceleraram, outros ficaram.

E eu comecei a sentir o cansaço chegar em ondas silenciosas.
Passei a meia com 1h21 — uma marca excelente, mas meu corpo já mostrava sinais de desgaste. Logo depois, meus quilômetros começaram a ultrapassar a barreira dos 4 minutos.

Km 26, 27, 28…
Vários trechos acima de 4min10.
Chego ao km 30 ainda num ótimo tempo total, mas com as reservas se acabando.
E então, como diria o Chico da Tiana: Dali pra frente foi só pra trás. kkkk

O corpo pediu socorro.
A mente lutou.
O coração não deixou eu parar.

Km 34: pace de 4:45.
Caminhei por uns 50 metros para tomar uma Coca-Cola.
O mundo girou, mas eu segui.

Km 38: mais uma caminhada curta e logo passei
 em frente à chegada — mas ainda precisava fazer o retorno final.
Doía a alma ver a linha de chegada tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe. rsrs

Km 40: quase passando mal.
Relógio marcando algo entre 2h44 e 2h45.
Eu estava “aéreo”, lutando comigo mesmo.

Um atleta me ultrapassa, vê meu sofrimento e me incentiva.
Era justamente o campeão da minha categoria.
No último retorno, vi o Edu Garcia do outro lado — que seria o terceiro da categoria - um incentiva o outro. 

E esse encontro, as palavras, aquela troca de energia
 reacendeu a chama e eu não caminhei mais.
Corri. Devagar, mas corri. kkkk
Com orgulho.
Com vontade.
Com a certeza de que desistir jamais seria uma opção.

Vinha exausto, quase no limite.
Fiz uma última curva a esquerda e entrei nos 200 metros finais e cruzei a linha de chegada com
2h56min49s.
Meu pior tempo em Jurerê.
Meu pior tempo em maratonas em Santa Catarina.
E, ainda assim … Uma das chegadas das quais mais me orgulhei.

Não por apenas ter completado mais uma maratona. Mas, por ver minha esposa ali, torcendo por mim.
E também por saber que naquele dia não venceu quem correu mais rápido.
Venceu quem não desistiu.
Venceu quem honrou o próprio limite.
Venceu quem, mesmo cansado e esgotado, correu com o coração.

E assim fui eu...

Sub-3 novamente.
Maratona nº 44 concluída.
2º lugar na categoria.

Nada — absolutamente nada — para reclamar.
Só agradecer.

"Cada passo foi muito difícil. Mas, o sorriso no rosto explica o final.
Batalha vencida."


Ao final, precisei de assistência médica. Minha pressão baixou.
Mas, logo já estava bem novamente e já pude continuar a hidratação. Jurerê dá show de hidratação.
Tem de tudo que um atleta possa imaginar.
Depois ainda, fiz um tratamento com uma "botas" que inflam - não sei o nome - mas foi super relaxante.

Por fim, fui aguardar a chegada dos novos maratonistas de Ubiratã.

O primeiro a chegar foi o Marcos que fez uma excelente estreia (3h51min55seg).
Depois a Natalie com 4h4min26seg e já estreou conquistando pódio. Ela foi a 2ª colocada em sua categoria.
Depois veio o Lucas com 4h49min14seg e por fim, Heliton que fez uma excelente preparação, mas acabou sentindo câimbras durante o percurso e acabou só administrando sua estreia até cruzar linha de chegada com 4h50min53seg.
Teve também o ultramaratonista, Vitor, de Ubiratã que fez os 21kms o sábado e fechou a prova em 1h56min51.

Orgulho demais dessa turma que leva nossa cidade cada vez mais longe.


Depois da batalha, o merecido descanso

Após a prova e a premiação, voltei ao hotel e aproveitei dois dias incríveis com a família nas praias de Canasvieiras.
Voltamos no dia 4 de novembro, levando na bagagem não só medalhas — mas memórias, aprendizados, superação e uma certeza: A maratona 44 não foi sobre tempo. Foi sobre caráter. Foi sobre resiliência. Foi sobre continuar.

E que venham as próximas, porque eu já nasci pronto.


Segue abaixo algumas fotos:

A bela camiseta e o meu numeral da prova.
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Completando minha 44ª maratona.
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Completada mais uma maratona.
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Os 30 primeiros colocados nos 42kms masculino.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser vista no site Runking.com.br.
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Pódio da categoria 45/49.
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"A dedicação aos treinos se transforma em desempenho - e o prazer da conquista completa tudo."
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Os 10 primeiros colocados da faixa etária 45/49.
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"Cada maratona completada carrega uma emoção diferente, muito orgulho e uma felicidade que não se explica."
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Com o amigo ubiratanense Marcos. Estreante em maratonas.
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Com o amigo Douglas de São Bernardo do Campo.
Ele completou a maratona com 4h59min01seg.
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Galera de Ubiratã em Jurerê.
Rafaela, Lucas, Leide, Tutta, Heliton, Lucas, Natalie, Matheus e Vitor.
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A medalha da prova.
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O troféu.



terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Corrida Nº 264 - 3ª Maratona de Criciúma (Criciúma-SC) 28set2025

 Acreditar é o primeiro passo de toda grande conquista. E foi com essa confiança no preparo, especialmente na reta final dos treinos, que parti para mais uma maratona em solo catarinense. 

"O relógio marca o tempo, mas é você quem marca a história."




Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 264
Nome da prova: 3ª Maratona de Criciúma
Cidade: Criciúma-SC
Data: Domingo, 28 de Setembro de 2025
Distância: 42,2kms
Tempo: 2h45min31seg
Média por quilômetro: 3min55seg
Classificação geral: 6º lugar
Atletas no geral: 87 atletas concluintes
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 1º lugar
Atletas na faixa etária: 17 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 149 pódios
Pódios por classificação geral: 67 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 74 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 40


A viagem começou em Ubiratã, na manhã do dia 26 de setembro de 2025, com o coração leve e a mente firme no propósito: dar o meu melhor na 
Maratona de Criciúma.
Foram mais de 18 horas de estrada, cruzando cidades, paisagens e pensamentos. Cada quilômetro percorrido no ônibus era também um lembrete do quanto havia me dedicado até ali — e o quanto aquela jornada representava mais do que apenas correr. Representava constância, disciplina e amor pelo esporte.

Ao chegar em Criciúma, o céu azul e o vento forte me receberam com energia. Fiz questão de buscar o kit a pé, explorando a cidade e respirando o ambiente que em breve seria palco de mais uma batalha pessoal. Depois de um bom almoço e um merecido descanso no hotel, me preparei com serenidade para o grande dia.

Mas como toda boa história de superação, a prova começou antes mesmo do tiro de largada. Às 3h30 da manhã, o som da chuva fina me despertou. A ansiedade pré-prova resolveu aparecer, e o sono foi curto. Às 4h15, já estava de pé, tomando café e mentalizando o desafio. Mesmo debaixo da chuva, segui confiante para o ponto de partida. Cheguei encharcado, mas com o espírito aceso — afinal,
a chuva nunca foi obstáculo para quem carrega o sol dentro de si.

O plano era ousado: completar a maratona na casa das 2h45 e, quem sabe, lutar por um lugar no pódio geral. Ajustei o Garmin para o ritmo-alvo e, ao soar a largada, o corpo respondeu. Logo nos primeiros quilômetros, já estava entre os líderes. A adrenalina falou mais alto e saí forte, mas com consciência — maratona é estratégia, é controle, é saber dosar o coração entre a empolgação e a resistência.

Passei os 10 kms em 37 minutos. Cheguei no km 15 com 56, e a meia-maratona foi completada em 1h20. Eu era o quarto colocado geral.
O corpo respondia bem, mesmo com o leve incômodo nas coxas — talvez lembrança do pedal de 110 km feito dias antes. Nada que pudesse me deter. O foco estava ali, firme, entre o suor e o vento.

Mas, ao chegar no km 29, dois atletas me ultrapassaram em ritmo impressionante. Tentei acompanhá-los até o 30º, mas foi em vão. O peso da longa viagem, talvez também o pedal com uma elevação enorme na semana anterior e o ritmo mais forte que imprimi até a metade da prova começou a cobrar um preço. Comecei a sentir muito cansaço. O ritmo ia caindo e ali compreendi: o segredo não era competir com os outros, mas com
a minha própria superação. E segui, lutando contra o cansaço, o vento e o relevo.

Aos 38 kms, o ritmo caiu drasticamente, mas o coração seguia firme. O vento contra, as pernas pesadas e o corpo pedindo pausa… mas a mente gritava mais alto: “Segue! Você veio até aqui para terminar com orgulho!”.
E segui.

Passei pelo km 40 com 2h35. O relógio marcava o esforço, mas o espírito marcava a vitória. E quando finalmente cruzei a linha de chegada, com o tempo de
2:45:31, senti o peso da conquista. Sexto colocado geral e campeão da categoria — um resultado de respeito, fruto de preparo, disciplina e coragem.

Não houve pódio geral dessa vez, mas o sentimento de dever cumprido foi maior do que qualquer troféu. Afinal, conquistei o que mais importa: a certeza de que
cada treino, cada sacrifício e cada gota de suor valeram a pena.

Depois, veio a celebração: frutas, energético, sorvete, chopp e o sorriso no rosto de sempre ao subir no pódio. O corpo estava cansado, mas a alma estava leve. Voltei para casa exausto, sim — mas com a sensação de ter deixado mais uma marca no caminho da minha história.

E que venha a próxima, porque o espírito de quem ama correr nunca descansa.

Gratidão especial ao
José Bocalon, dos Postos BCA, pelo apoio e patrocínio — parceiros assim tornam o impossível apenas uma questão de tempo.

Maratona número 43 concluída.
Mais do que uma prova, uma lição de vida: quem acredita, resiste. E quem resiste, vence.



Segue abaixo algumas fotos:

Na retirada do kit.
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O kit.
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Momentos antes da largada.
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Após a prova.
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A medalha. Bem simplesinha.
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No pódio.
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Recebendo o troféu de campeão da categoria 45/49.
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O pódio 'incompleto' da categoria 45/49.
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Os 5 primeiros colocados da faixa etária 45/49 anos.
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O campeão tinha o direito de tocar o sino.
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Os 10 primeiros colocados nos 42kms masculino.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser acessada no site da ChipTiming.
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Troféu.





domingo, 31 de agosto de 2025

Corrida Nº 260 - 27ª Maratona Internacional de Blumenau - Blumenau-SC (06jul2025)

Maratona de Blumenau – A Superação Vai Além dos Treinos

Nem sempre a jornada começa com a confiança no auge. E foi assim que embarquei rumo a Blumenau: sem a preparação ideal, mas com a coragem de quem sabe que a verdadeira força nasce da
determinação.

"Entre sacrifícios, imprevistos, sem a preparação ideal e com superação, cruzei a linha de chegada da minha 42ª maratona."



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 260
Nome da prova: 27ª Maratona Internacional de Blumenau
Cidades: Blumenau-SC
Data: Domingo, 06 de Julho de 2025
Distância: 42,2kms
Tempo: 2h49min28seg
Média por quilômetro: 4min01seg
Classificação geral: 15º lugar
Atletas no total geral: 230 atletas concluintes
Classificação na categoria por faixa etária (45/49): 2º lugar
Atletas na faixa etária: 39 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 145 pódios
Pódios por classificação geral: 65 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 73 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 7 pódios
Número de peito: 4332


Quando confirmei minha participação na prova, não me dei conta de que a data da viagem cairia justamente no aniversário da minha esposa — uma daquelas coincidências que colocam nosso coração em conflito. Com tudo já pago, a decisão foi difícil. Mas fui. E ao retornar, celebramos como se o tempo tivesse parado — com ainda mais intensidade e amor.

A maratona começou bem antes da largada. 
No dia 4 de julho de 2025, trabalhei de manhã e, ao chegar em casa para o almoço, literalmente corri contra o tempo: banho, comida, mochila pronta e rumo à rodoviária. Cheguei com cinco minutos de antecedência ao horário previsto de saída do ônibus da empresa Penha — que, como de costume, atrasou.

Saí de Ubiratã às 12h45 e cheguei em Cascavel por volta das 15h. Com tempo livre até as 19h, decidi ir ao centro, visitar a Catedral Nossa Senhora Aparecida. Mas no caminho, mudei o plano e segui direto ao Ginásio Ciro Nardi, ponto de encontro com a turma da corrida.

Ali, fiz uma pausa na pastelaria Mello, onde assisti ao Fluminense vencer nas quartas de final do Mundial de Clubes da FIFA.
Vitória brasileira, energia renovada.
Depois, fui até o ponto de embarque, que era ali do lado e, como ainda era cedo, aproveitei para assistir a um treino de vôlei feminino no ginásio. Uma pausa inspiradora antes de mais uma jornada longa e difícil.

A galera chegou, embarcamos às 19h40, e seguimos em viagem rumo ao Estado de Santa Catarina onde sempre tenho excelentes resultados.
Foram horas cansativas até Blumenau, onde chegamos por volta das 9h30 da manhã. Fomos direto retirar os kits, aguardamos o almoço, e só às 13h conseguimos ir ao hotel.

Na retirada do kit.


Optei por descansar após o check-in no hotel — ou ao menos tentei.
Primeiro, PSG em campo. Depois, Real Madrid. Mundial de Clubes. Futebol é paixão, mas o descanso ficou comprometido. À noite, apenas um lanche leve e a intenção de dormir cedo... Que virou realidade só por volta da meia-noite. E às 4h15 da manhã, o despertador mental já estava de pé.

Levantei de vez às 4h30, tomei café e às 5h saí rumo à largada, acompanhado pelo Sidney.
A temperatura estava ideal, cerca de 12º a 13ºC. O percurso? Quase todo plano. Um prato cheio para voar — se eu estivesse melhor treinado, é claro. Mas a cabeça estava firme. O coração também. E às vezes, isso é tudo que a gente precisa.

Ao chegar na arena, a simplicidade da estrutura me surpreendeu, especialmente para uma prova em sua 27ª edição.
Pouco antes da largada deixei meus pertences no guarda-volumes, fiz um rápido aquecimento e às 6h em ponto, com o céu ainda escuro, a maratona começou.

No começo, tudo fluía bem. Ritmo abaixo dos 4min/km. Mas por volta do km 5, meu Garmin começou a alertar frequência cardíaca elevada. Achei estranho, pois me sentia bem. Mesmo assim, resolvi reduzir o ritmo. Os alertas continuavam, vibrando a cada minuto. Cheguei a pensar em correr com o relógio na mão para não me desconcentrar. Coisas de corredor. rsrs

Passei os 10km com 38min30 e continuei dosando o ritmo. No km 15, marquei 58min40. Sem desconforto, só o Garmin insistindo. A essa altura, eu já estava administrando: o relógio vibrava, mas minha vontade falava mais alto.

Infelizmente, a GoPro falhou e perdi a marca dos 21km quando fechava a primeira volta. Mas sei que passei com menos de 1h24. Sabia que se mantivesse aquele ritmo, a sub-3h estaria garantida. E, como um presente do destino, após a meia-maratona o Garmin parou de vibrar. Corri em paz, focado apenas em seguir em frente.

O cansaço, claro, apareceu. Viagem longa, pouco descanso, treinos escassos... E os kms começaram a pesar, especialmente depois do km 30. Os tempos subiram. Todos os kms dali pra frente saíram acima dos 4 minutos, mas eu não desanimei. Na verdade, foi aí que entrei no modo guerreiro.

De olhos fechados, mas concentrado em cruzar a linha de chegada.


Mais falhas da GoPro e perdi várias imagens e os registros na passagem dos kms 25, 30 e 35. Mas, aos 37km, o registro marcava 2h27min35. Já era pura resistência. Cada passo um desafio, cada quilômetro uma conquista. E ali, mesmo exausto, mantive o foco. Sabia que estava perto. Sabia que ia dar.

Quando cheguei no km 41, com pouco mais de 2h44, respirei fundo. Era a reta final. Era o último quilômetro da minha 42ª maratona. E mais uma vez, abaixo das 3 horas - a 24ª.

Mantive a passada, seguir firme e cruzei a linha de chegada com o coração cheio de alegria, a alma leve e um tempo oficial de
2h49min28s. 15º geral. 2º na categoria. Um resultado bastante satisfatório.

Completando a minha 42ª Maratona.
Quem quiser assistir, tem um pequeno vídeo lá no YouTube.



Apenas quero deixar registrado alguns pontos negativos da prova (sem isotônico, frutas verdes, demora na premiação e troféus sem as etiquetas marcando a distância, a colocação e a categoria).
O clima e o percurso são perfeitos. E com alguns bons ajustes, dá até pra voltar nos próximos anos. Do contrário, fica meio difícil. rsrs

Após a longa espera da premiação, subi ao pódio, recebi meu troféu e voltei correndo ao hotel. Reencontrei o pessoal da Força Runners Viagens Esportivas, almoçamos e logo partimos de volta. Chegamos em Cascavel por volta das 4h da manhã. De lá, segui direto à rodoviária e peguei uma carona no BlaBlaCar de volta a Ubiratã.

E antes de encerrar, deixo aqui minha gratidão especial ao
Carlos, que mais uma vez organizou tudo com maestria e ainda me presenteou com a cortesia da inscrição. Sem ele, essa história não seria completa.
Obrigado Carlos.


Porque maratona é isso: corpo, mente, sacrifício e superação.

Mesmo sem o melhor dos treinos, mesmo sem descanso ideal, mesmo com desafios no caminho — o que importa é nunca deixar de acreditar.
A linha de chegada é a recompensa de quem ousa continuar.


Segue abaixo mais algumas fotos:

Meu numeral e desta vez representando a equipe Força Runners do amigo Carlos.
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O kit da prova.
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Com o Schmidt na Vila Germânica.
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Durante a prova.
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Após completar a prova.
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Com o amigo Celio Roberto que completou em Blumenau a sua 111ª maratona.
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Tá feita a maratona 42.
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Aguardando a demorada premiação com os amigos Didio e Schimidt.
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Recebendo a premiação de 5º Lugar como maior equipe: Equipes Cascavel de Corredores.
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Enfim o pódio da categoria 45/49 anos. E pela primeira vez com o amigo Célio Roberto (3º) no mesmo pódio e devido a demora, o pódio ficou sem o campeão e o 4º colocado.
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Os 5 primeiros colocados da faixa etária 45/49 anos.
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"Fui sem grandes expectativas.
Desafiei a lógica.
Corri com o coração.
Mas voltei transbordando de orgulho e mais um pódio!"
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Os 15 primeiros colocados nos 42kms masculino.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser acessada no site da ChipRun.
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Embarcando com a Equipe de Corredores de Cascavel para mais uma competição.
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Troféu, medalha e número da prova.
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No ônibus ajudando a presentear o Carlos com alguns 'mimos' de Blumenau.
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"Mesmo sem o melhor dos treinos, mesmo sem descanso ideal, mesmo com desafios no caminho — o que importa é nunca deixar de acreditar. A linha de chegada recompensa quem ousa continuar. Que venha as próximas - porque eu já nasci pronto!"
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