domingo, 28 de junho de 2026

A Minha 1ª Maratona (São Paulo 2008)

Toda grande história tem um começo. A minha começou em 1994, quando tive meu primeiro contato com o atletismo. Naquela época eu não imaginava onde aqueles primeiros passos poderiam me levar. Os anos passaram e somente no ano 2.000 é que comecei a treinar depois de incentivado por um amigo.
Em 2004 veio a primeira participação na São Silvestre. Em 2007, comecei a me dedicar de forma mais dedicada e veio o primeiro pódio. E em 2008 nasceu um sonho ainda maior: correr uma maratona.



A prova foi escolhida a dedo. Não poderia ser qualquer uma. Seria a Maratona Internacional de São Paulo, disputada no dia 1º de junho, justamente no dia do meu aniversário. Que presente poderia ser maior do que desafiar os lendários 42.195 metros?




Naquele período eu treinava sob a orientação do professor Luiz Carlos Smanhoto. Porém, inicialmente, não contei a ele sobre meu desejo de encarar a maratona. Ele me passava os treinos normalmente, e eu, ao final de cada sessão, acrescentava alguns quilômetros extras. Era a minha forma silenciosa de construir a resistência necessária para enfrentar o maior desafio da minha vida esportiva até aquele momento.




Quando ele descobriu meus planos, cerca de 45 dias antes da prova, passou a direcionar minha preparação com treinos específicos. A evolução foi rápida. Vieram longões, sessões exigentes e muita confiança. A cada semana eu acreditava um pouco mais que aquele sonho seria possível.

Chegou então o momento de viajar para São Paulo.

Para um atleta do interior, tudo era novidade. A cidade enorme, o movimento intenso, os lugares famosos que eu só conhecia pela televisão. E naquele momento tive um apoio fundamental da minha tia Maria, hoje em memória. Foi ela quem me ajudou na logística da prova, levando-me até a Ponte Estaiada, em frente à Rede Globo, local da largada. Depois, seguiu para o Parque Ibirapuera para me esperar na chegada. Um apoio fundamental.
Talvez ela nem imaginasse que estava participando de um dos capítulos mais importantes da minha história.




Acessei minha baia de largada e aguardei o sinal de partida. Naquele instante, sem perceber, eu estava iniciando uma jornada que transformaria minha vida para sempre.

Confesso que não me lembro de muitos detalhes da prova. Afinal, já se passaram muitos anos. Mas algumas lembranças permanecem vivas.

Lembro que não caminhei um único metro sequer.
Lembro também que, em determinado momento, eu e mais três atletas erramos o percurso por conta de uma falha de sinalização. Felizmente foram poucos metros. Conseguimos nos localizar rapidamente e retornar ao trajeto oficial sem maiores prejuízos.

Mas existe uma recordação que guardo com carinho até hoje - o
s túneis.

Muitos corredores reclamavam do calor, do ambiente abafado e da dificuldade de correr por eles. Eu pensava exatamente o contrário. Garoto do interior, acostumado a uma realidade completamente diferente, achava aquilo extraordinário.
Passar correndo por dentro daqueles enormes túneis era algo fascinante. Eu me sentia vivendo uma experiência única.

Os quilômetros foram passando. 
A empolgação do início deu lugar ao cansaço. O cansaço deu lugar à dor. E a dor começou a testar tudo aquilo que eu havia construído durante meses de preparação.

Os quilômetros finais foram extremamente difíceis. 
Mas eu resisti.
Resisti com honra.
Resisti porque o sonho era maior do que qualquer sofrimento.

E então veio o momento que todo maratonista jamais esquece: a linha de chegada.
Abri os braços e cruzei aquele portal após 42.195 metros em impressionantes 2h47min53s. Um tempo fantástico para uma estreia e que confirmou que todo o esforço havia valido a pena.




Naquele dia eu me tornei maratonista.
Curiosamente, logo após a prova, fiz uma promessa que não durou muito tempo.
Disse que nunca mais correria uma maratona.




As dores dos quilômetros finais haviam sido tão intensas que parecia impossível querer repetir aquela experiência.
Mas bastou voltar para Ubiratã.
Bastou conversar com meu treinador.

Quando ele comentou que em Foz do Iguaçu haveria uma maratona com premiação em dinheiro e que eu teria chances de conquistar um grande resultado, toda aquela conversa de "nunca mais" desapareceu rapidamente.

Não pensei duas vezes.

Poucos dias depois eu já estava treinando novamente.

E foi assim que começou uma história que atravessaria décadas, levaria o nome de Ubiratã para inúmeras cidades, estados e grandes competições, e transformaria aquele garoto sonhador no atleta que muitos hoje conhecem como Tutta Maratonista.

Mas essa é uma história para o próximo capítulo.

Até lá...





Tia Maria ...

quarta-feira, 17 de junho de 2026

CAPÍTULO 6 – O LEGADO CONTINUA

Ao longo da carreira participei de 19 edições da Corrida Internacional de São Silvestre, uma das provas mais tradicionais do continente. Também vivi momentos inesquecíveis, como liderar a Maratona de Curitiba por quase três quilômetros diante de atletas de alto rendimento. Recentemente, em abril de 2026, conquistei a vitória geral no Desafio APAE Tuicial Run, em Cascavel, mostrando que sigo competitivo e motivado. Hoje estou muito próximo de alcançar a marca de 50 maratonas concluídas, faltando apenas cinco para atingir esse objetivo. Mais do que números, tempos e pódios, minha história foi construída com persistência, disciplina e amor pelo esporte. Agradeço a todos os amigos, familiares, treinadores, apoiadores e empresas que fizeram parte dessa caminhada. E podem ter certeza: sigo firme na ativa, porque essa história ainda está longe de chegar ao fim. 🏃‍♂️ Tutta Maratonista


terça-feira, 16 de junho de 2026

CAPÍTULO 5 – A PROVA DA SUPERAÇÃO

A Meia Maratona das Cataratas de 2025 ocupa um espaço muito especial na minha história.
Não foi só mais uma prova.
Foi confronto. Foi estratégia. Foi entrega.

Nos primeiros quilômetros, me mantive na 4ª colocação, estudando a prova, sentindo o ritmo. Após o km 4 ganhei uma posição e, a partir dali, a corrida começou de verdade.
Fui buscar o segundo lugar… e encontrei mais do que isso: uma disputa intensa, daquelas que testam não só o corpo, mas a mente.

Até o retorno, foi uma batalha direta.
Hora eu assumia a vice-liderança.
Hora ele retomava.
E assim seguimos, lado a lado, no limite.

Mas corrida não espera ninguém.

Depois do retorno, o cansaço veio. Pesado. Real. Inevitável.
E foi ali… naquele ponto em que muitos diminuem… que eu encontrei forças que nem sei explicar.

Decidi acelerar. Talvez para abrir vantagem. Ou talvez para fazer uma das melhores provas da minha vida.

Corri a segunda metade mais rápido que a primeira — não porque estava inteiro, mas porque escolhi não ceder.

E então veio algo que mudou tudo.
Ao cruzar com os atletas no sentido contrário, comecei a ouvir meu nome. Gritos. Incentivos. Energia pura vindo de todos os lados.

Cada palavra era empurrão.
Cada incentivo virava força.
Cada quilômetro deixava de ser só esforço… e virava propósito.

Foi um daqueles dias raros… em que o corpo dói, mas a alma sustenta.
Me sentia um verdade atleta de elite - sem o ser.

Esse foi um daqueles dias que não se mede só no relógio — se guarda na memória.

E quando cruzei a linha de chegada…


Chegando para cruzar a linha de chegada com 1h14min52seg.


De braços abertos.
Coração transbordando.
Feliz demais da vida.

Celebrando não só um resultado…
Mas, mais um capítulo de uma trajetória vitoriosa construída com luta, disciplina e paixão.


(Continua...)

domingo, 14 de junho de 2026

CAPÍTULO 4 – GRANDES CONQUISTAS PELO BRASIL E EXTERIOR

Ao longo dos anos me especializei nas provas de longa distância, especialmente nas maratonas.

Entre os resultados mais marcantes estão o 5º lugar geral e o título de melhor brasileiro na Maratona de Assunção, em 2019.

Pódio em Assunção 2019.


Em 2024, na Maratona de Jurerê, estabeleci meu recorde pessoal na distância que já durava mais de 15 anos. Completei a prova em Santa Catarina com 2h37min53seg e conquistei o 5º lugar geral, dividindo o pódio com grandes nomes do atletismo nacional, entre eles Ederson Vilela.

Pódio em Jurerê 2024.


Também fazem parte dessa trajetória o vice-campeonato geral da Maratona Cidade de Florianópolis, o vice-campeonato na maratona de Campo Grande, o 3º lugar geral na Maratona do Vinho, em Bento Gonçalves, Maratona de Gramado, Campo Grande, além de pódios nas categorias nas maratonas de Curitiba, Brasília e diversas outras conquistas importantes e marcantes em provas de menor distância em várias outras cidades brasileiras e estrangeiras.


(Continua...)

quarta-feira, 10 de junho de 2026

CAPÍTULO 3 – A PRIMEIRA VITÓRIA GERAL (a minha história)

Vivi muitos momentos que guardo com carinho na minha memória. Um deles foi em 2011 onde conquistei em Cascavel minha primeira vitória geral em uma corrida de rua.




Mais do que um resultado, aquele momento representou a confirmação de que todo o esforço, disciplina e dedicação dos anos anteriores estavam valendo a pena.

Antes disso, já havia experimentado emoções que marcaram minha trajetória. O primeiro pódio da carreira trouxe uma felicidade difícil de explicar. Ver meu nome entre os melhores da prova foi algo que aumentou minha confiança e mostrou que eu estava no caminho certo. Como lembrança daquele dia especial, tive a oportunidade de fazer uma foto com o inesquecível Vanderlei Cordeiro de Lima, um dos maiores nomes da história do atletismo brasileiro.

Também guardo com carinho a participação na minha primeira São Silvestre, em 2007. Poder correr pela Avenida Paulista, cenário que eu conhecia apenas pela televisão, foi uma emoção extraordinária. Estar ali, no meio de milhares de corredores, fez nascer ainda mais forte o sonho de seguir evoluindo no esporte.

E o ano de 2011 ainda reservou outra grande conquista: meu recorde pessoal na Meia Maratona das Cataratas, completando os 21 km em 1h14min18s, resultado que reforçou a certeza de que todo o trabalho realizado estava produzindo frutos.

A vitória geral em Cascavel foi a realização de um sonho, mas também o início de uma nova fase, repleta de desafios, aprendizados e conquistas que continuariam moldando minha história no atletismo.

 

(Continua...)

segunda-feira, 8 de junho de 2026

CAPÍTULO 2 – A PRIMEIRA MARATONA E A CONSOLIDAÇÃO

Um dos momentos marcantes no início da minha trajetória aconteceu em 2008, quando completei minha primeira maratona.
 




Mas essa história começou um pouco antes. Em 2007, participei pela primeira vez da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, uma experiência que ampliou ainda mais meus horizontes dentro do atletismo e fortaleceu o sonho de encarar novos desafios.

Somente no ano seguinte, escolhi um desafio que muitos consideravam ousado: correr uma maratona.
Na época, eu ainda não havia completado nenhuma meia maratona. A decisão contrariava a recomendação de muitos treinadores, que defendem a realização de várias meias maratonas antes da estreia nos 42 kms.Mesmo assim, confiei no trabalho que vinha sendo desenvolvido e encarei o desafio.

A prova foi escolhida a dedo: a Maratona Internacional de São Paulo, realizada no dia 1º de junho, exatamente na data do meu aniversário, e o resultado superou as expectativas: estreei com 2h47min53s.

Foi uma prova sofrida, daquelas que testam o corpo e a mente, mas também emocionante.
E em nenhum momento deixei de acreditar que conseguiria chegar até o fim.

Somente depois de completar os 42 kms é que veio minha primeira meia maratonal, na Meia das Cataratas, em Foz do Iguaçu, que foi concluída em 1h15min23s, confirmando que a preparação e a dedicação aos treinamentos estavam no caminho certo.

A evolução daquele período também apareceu nas provas mais curtas. Ainda em 2008, em Cascavel, concluí uma prova de 10 quilômetros em 33min25s. Um resultado que demonstrava o crescimento da minha velocidade e competitividade tanto em provas longas quanto em provas curtas.

Naquele período eu era orientado por Luiz Carlos Smanhoto, que teve um papel fundamental na minha evolução, não só como treinador, mas como alguém que acreditava no meu potencial e estava presente nos momentos mais desafiadores da caminhada, sempre ao meu lado nos treinos mais duros, nos longões, incentivando e fazendo parte diretamente de cada conquista.

A dedicação aos treinamentos começou a gerar resultados cada vez mais expressivos e abriu caminho para desafios ainda maiores.


(Continua...

quinta-feira, 4 de junho de 2026

CAPÍTULO 1 – ONDE TUDO COMEÇOU (a minha história)

 Antes das maratonas, dos pódios e dos milhares de quilômetros percorridos, existia apenas um menino do interior.



Cresci na Estrada Medeiros, próximo à comunidade de São João, em Ubiratã, no interior do Paraná. Naquela época eu não imaginava que a corrida faria parte da minha vida. Os sonhos ainda não tinham nome, mas a jornada já havia começado.

Nascido em 1º de junho de 1977, fui criado em um ambiente simples, onde aprendi valores que carregaria para toda a vida: disciplina, trabalho, respeito e perseverança. Muito antes das medalhas e das conquistas, foram essas lições que começaram a moldar quem eu me tornaria no futuro.

Meu primeiro contato com as corridas aconteceu em 1994. Porém, foi no início dos anos 2000 que recebi um incentivo fundamental do amigo Ricardo Ferreira de Souza, que teve papel importante para que eu continuasse acreditando e me dedicando cada vez mais ao atletismo.

No ano 2000 participei da minha primeira prova oficial, em Santa Helena (PR). Ali começava uma caminhada que se transformaria em uma verdadeira paixão.

Desde então, foram centenas de competições, milhares de quilômetros percorridos e incontáveis aprendizados. Uma história construída passo a passo, sempre em busca da evolução e da superação dos próprios limites.

Aquele menino da Estrada Medeiros ainda vive dentro de mim. E sem saber, já dava os primeiros passos de uma trajetória que me levaria muito mais longe do que eu poderia imaginar.


(Continua...)

segunda-feira, 1 de junho de 2026

“Muito além dos quilômetros: a história de quem nunca parou de correr” - por Tutta Maratonista

Uma trajetória construída com persistência, superação e amor pelo atletismo ao longo de quase três décadas.

Rumo a Maratona 50 ...


Nascido em 1º de junho de 1977, Claudemir Ferreira, conhecido no meio esportivo como Tutta Maratonista, cresceu na Estrada Medeiros, próximo à comunidade São João, no município de Ubiratã. Foi nesse ambiente simples do interior do Estado do Paraná que começou a construir os valores de disciplina, trabalho e perseverança que mais tarde o levariam para as pistas, estradas e maratonas.

Seu primeiro contato com as corridas aconteceu em 1994. Mas, somente no início dos anos 2000, é que recebeu um incentivo fundamental do amigo Ricardo Ferreira de Souza, que teve papel importante para que seguisse acreditando e se dedicando cada dia mais ao atletismo. No ano 2000 participou de sua primeira prova oficial na cidade de Santa Helena (PR), iniciando uma trajetória que se transformaria em uma verdadeira paixão pela corrida. Desde então, acumulou centenas de competições e milhares de quilômetros percorridos, sempre movido pelo desejo de evoluir e superar seus próprios limites.

Um momento decisivo em sua trajetória aconteceu em 2008, ano em que completou sua primeira maratona que foi escolhida a "dedo" e a prova aconteceu em São Paulo no dia 1º de junho - dia do seu aniversário. Naquele período, era orientado por Luiz Carlos Smanhoto, com quem construiu uma parc
eria de muito sucesso, marcada por grandes conquistas e evolução significativa dentro do esporte. Essa fase foi fundamental para consolidar sua base como atleta de longa distância.

Durante a 14ª Maratona Internacional de São Paulo que foi completada com 2h47min54seg.


A sua dedicação aos treinamentos trouxe resultados muito importantes.
Um deles, em 2011, conquistou em Cascavel sua primeira vitória geral em uma corrida de rua, um marco especial que confirmou seu potencial competitivo e fortaleceu ainda mais sua ligação com o esporte.

Ao longo dos anos, Tutta Maratonista tornou-se especialista nas provas de longa distância, especialmente nas maratonas. Atualmente está muito próximo de alcançar a expressiva marca de 50 maratonas concluídas, faltando apenas cinco para atingir esse objetivo. Sua trajetória inclui participações em provas realizadas em diversos estados brasileiros, desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul, além de experiências internacionais.

Entre os resultados mais marcantes da carreira está o 5º lugar geral e o título de melhor brasileiro na Maratona de Assunção, em 2019. Outro momento inesquecível aconteceu em 2024, na Maratona de Jurerê, onde estabeleceu seu recorde pessoal na distância e conquistou o 5º lugar geral, dividindo o pódio com grandes nomes do atletismo nacional, entre eles Ederson Vilela, vencedor da prova naquele ano.

10ª Maratona de Assunção (2h44min51seg).

Maratona de Jurerê-SC (2h37min53seg).


Seu currículo ainda reúne importantes conquistas em provas de alto nível, como o vice-campeonato geral da Maratona Cidade de Florianópolis, o vice-campeonato geral da Meia Maratona das Cataratas em 2025, o 3º lugar geral na Maratona do Vinho, em Bento Gonçalves. Também conquistou o 3º lugar geral nas maratonas de Gramado e Campo Grande, além de diversos pódios em maratonas realizadas em Curitiba, Brasília e outras cidades brasileiras.

A Meia Maratona das Cataratas de 2025 ocupa um espaço especial em sua história. Além do vice-campeonato geral, foi uma prova de superação, estratégia e confiança. Correndo a segunda metade mais rápida que a primeira, Tutta viveu um daqueles dias que ficam marcados para sempre. Durante o percurso, ao cruzar com atletas que vinham no sentido contrário, ouvia constantemente gritos de incentivo vindos de amigos e corredores desconhecidos, além do público. Escutar seu nome ecoando pelo percurso serviu como combustível para aumentar o ritmo e buscar o melhor desempenho possível a cada quilômetro, proporcionando a sensação de viver, por alguns momentos, a experiência de um verdadeiro atleta de elite.

16ª Meia Maratona das Cataratas (1h14min52seg).


Outro símbolo de sua paixão pelo atletismo é a participação em 19 edições da Corrida Internacional de São Silvestre, uma das provas mais tradicionais e emblemáticas do continente, demonstrando regularidade, longevidade e amor pelo esporte.
Em meio a tantas experiências marcantes, destaca-se também o momento em que chegou a liderar a Maratona de Curitiba por quase 3 quilômetros, uma demonstração de coragem, preparo e nível competitivo diante de atletas de alto rendimento.

100ª Corrida Internacional de São Silvestre (1h01min15seg).

Na liderança da Maratona de Curitiba no ano de 2017.


Mesmo se aproximando dos 50 anos de idade, continua competitivo e conquistando excelentes resultados. 
Um exemplo recente foi a vitória no geral no Desafio APAE Tuicial Run, em Cascavel, em abril de 2026, resultado que reafirmou sua presença entre os melhores, mostrando que sua história ainda continua sendo escrita - e em alto nível.

Desafio APAE Tuicial (10kms completados em 36min50seg).


Ao longo da carreira, além das grandes maratonas, Tutta Maratonista também acumulou inúmeras vitórias e pódios em provas de diversas distâncias, consolidando seu nome entre os corredores mais respeitados da região.

Sua história prova que o sucesso no atletismo não é construído apenas com talento, mas principalmente com persistência, disciplina e amor pelo esporte. Mais do que números, tempos e pódios, Tutta Maratonista construiu e continua construindo uma trajetória inspiradora, tornando-se exemplo para corredores de todas as idades e mostrando que os limites podem ser superados quando existe determinação para seguir em frente... 


Por fim, deixo minha gratidão a todas as pessoas, amigos, familiares, treinadores, apoiadores e empresas que, de alguma forma, fizeram parte desta caminhada ao longo de quase 27 anos de corrida. Cada incentivo, conselho, oportunidade e gesto de confiança contribuiu para que eu chegasse até aqui. Nenhuma conquista é construída sozinho.

Meu muito obrigado a todos que acreditaram, torceram e seguiram correndo comigo nessa jornada.
E podem ter certeza: sigo firme na ativa, porque essa história ainda está longe de chegar ao fim...