quarta-feira, 1 de julho de 2026

Corrida Nº 271 - 2ª Corrida Night Run - Ubiratã-PR (21mar2026)

"Nem sempre a gente chega pronto. Mas, mesmo com o corpo limitado e a preparação longe do ideal, encontrei na raça, na energia da minha cidade e na força da mente o caminho para superar mais um desafio e provar, mais uma vez, que desistir nunca foi uma opção."

"Entre dores, dúvidas e cansaço… foi a alma que me trouxe até aqui."


Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 271
Nome da prova: 2ª Ubiratã Night Run
Cidade: Ubiratã-PR
Data: Sábado, 21 de Março de 2026
Distância: 9,9kms
Tempo: 35min58seg
Média por quilômetro: 3min37seg
Classificação geral: 6º lugar
Atletas no geral: 52 concluintes
Classificação na categoria por faixa etária 40/49 anos: 1º lugar
Atletas na categoria: 11 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 155 pódios
Pódios por classificação geral: 69 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 78 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 112


Na corrida, nem sempre a gente chega pronto… mas, às vezes, é justamente quando não está, que mais se descobre do que é capaz.

O ano de 2026 não começou como eu gostaria. Lesões, afastamento dos treinos, incertezas… e uma preparação longe do ideal tanto para provas longas, como principalmente para provas curtas. Ainda assim, havia algo dentro de mim que não aceitava ficar de fora. E foi assim que encarei a 2ª Corrida Ubiratã Night Run — não como alguém no auge da forma, mas como alguém disposto a lutar.

No sábado, o cansaço já vinha comigo desde cedo. Um dia inteiro de trabalho e, junto com ele, aquela sensação silenciosa de desmotivação. Os números também não animavam: meu melhor treino no percurso tinha sido 39 minutos — bem distante dos pouco mais de 36 que eu havia feito no ano anterior. Mas corrida nunca foi feita só de números… e eu sabia disso.

À medida em que me aproximava da Praça Horácio José Ribeiro, algo começou a mudar. A energia da minha cidade, o carinho das pessoas, os gritos de incentivo… aquilo reacendeu algo que nenhum treino consegue medir. Ali, lembrei do porquê eu corro. E mesmo sem a preparação ideal, eu sabia: ia dar o meu máximo. Como sempre faço independente das circunstâncias.

Alinhei na largada com o coração acelerado — não só pela prova, mas por tudo que ela representava.
Correr em casa. No olhar de tantas pessoas conhecidas. Eu não podia decepcionar.

O tiro de largada veio, e com ele a responsabilidade de escolher o ritmo certo. Sabendo do “cotovelo” logo no início, optei por largar na cautela. Mas bastou entrar na reta da Avenida Nilza para começar a construir minha prova. As ultrapassagens vieram, uma a uma, no tempo certo.

O plano era correr para 3:40/km. Mas o corpo respondeu diferente: primeiro km em 3:23. Forte. Talvez até ousado demais. No retorno, contei 12 atletas à frente, mas como as largadas dos 5 e 10kms foram simultâneas, a leitura não era exata. Ainda assim, eu sentia… estava competitivo.

No km 2, uma leve subida fez o ritmo cair um pouco. Mas no km 3, voltei a pressionar — 3:22 — e, ao passar novamente pelo ponto de largada, a vibração da galera foi ainda mais intensa e isso foi como um combustível à parte. Cada grito parecia empurrar mais um pouco. Cada incentivo ajudava a calar qualquer dúvida que eu tinha.

Descemos na Avenida Brasil, rumo a Coagru, e no retorno veio a subida mais forte do percurso.  A subida da Vencedora. Ali o ritmo estourou: 3:53. Mas, ali não era pra correr bonito ou fazer um pace fabuloso. Ali era só resistir.

Já na sequência fechei a primeira volta com uns 18 minutos de prova, aproximadamente. Ainda inteiro… mas já sentindo o peso da falta de preparação.

A segunda volta foi um verdadeiro teste mental.
O ritmo já não obedecia como antes. Os quilômetros passaram a exigir mais do que o corpo queria entregar.

No retorno da Avenida dos Pioneiros, fiz a contagem: cinco atletas à minha frente. Eu era o sexto. Estava bem colocado…Porém, longe do atleta que seguia na 5ª colocação... mas segui lutando, não em buscar uma ultrapassagem ou uma colocação melhor. Segui lutando contra algo muito mais forte que os adversários — a minha própria limitação.

Ainda consegui um km forte no oitavo, abaixo de 3:30. Mas no km 9, novamente na subida da Vencedora, a realidade bateu de vez. O ritmo encostou nos 4 minutos. As pernas pesadas, a respiração mais curta… e a mente tendo que assumir o controle.

Ali, já não era ritmo. Era resistência.
Venci a subida como deu. Sem pensar em pace, em colocação… só em seguir. Passei pela prefeitura, virei à direita na rua Brasília e cheguei de braços abertos para cruzar a linha de chegada da 2ª Ubiratã Night Run com o tempo de 35min58seg para os 9,9kms do percurso. Pace médio de 3min37s.

Talvez, em outro momento, eu olharia para esse tempo com outros olhos. Mas naquele dia… ele tinha um valor enorme. Porque não era só um tempo no cronômetro. Era tudo o que eu precisei superar para estar ali.

Peguei minha medalha, Dei um beijo na minha esposa e junto com ela fui celebrar e comemorar com outros amigos mais este desafio superado.
Veio fruta, coca-cola, pizza… e aquele sentimento simples, mas poderoso: do dever cumprido.

Depois, o chopp com os amigos, o pódio… e a certeza de que cada prova é mais do que uma disputa. É um capítulo escrito na base da raça e da superação.

Correr, pra mim, nunca foi apenas estar pronto.
É sempre estar disposto — mesmo quando tudo diz que não.
Porque no fim… não é o melhor dia que define um atleta.
É a coragem de não desistir nos dias difíceis.


Segue abaixo algumas fotos:

Meu numeral fixado na camiseta da Ubira Run.
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Com o Édelson Ávila que foi o campeão dos 10kms com o tempo de 29min29s e o amigo Osmir que fez o 5kms com 21min35s.
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Na descida da Vencedora - subida após o retorno lá na Avenida Valdir D'Alécio.
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“Nem sempre é a melhor preparação que te leva mais longe… às vezes é a coragem de alinhar na linha de largada, mesmo em dúvida, porque é só assim que vamos descobrir do que somos capazes. 
E confesso: Não foi fácil chegar até aqui.
Mas correr em casa, e em alto nível, faz cada dificuldade valer a pena."
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Completando os 9,9kms do percurso com o tempo líquido oficial de 35min58s.
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Com minha esposa após a prova.
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Com os amigos Fábio e Solange de Cascavel, minha esposa e o Fernando.
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Com Fernando, Enzo - o Ultra Maratonista e a Lenda Magaiwer.
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Com Cafezito - vice campeão geral dos 5km.
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Pódio da Categoria 40/49 anos.
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Subir no pódio já é especial…
Agora, fazer isso em casa, em uma prova de alto nível, tem um significado ainda maior.
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Os 10 primeiros colocados dos 10kms masculino.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser acessada no site da Four Eventos.
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O troféu e a medalha da prova.
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Equipe Ubira Run.
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Vídeo da minha chegada...

“Nem sempre é a melhor preparação que te leva mais longe… às vezes é a coragem de alinhar, mesmo em dúvida, e descobrir do que você ainda é capaz.”

domingo, 28 de junho de 2026

A Minha 1ª Maratona

Toda grande história tem um começo. A minha começou em 1994, quando tive meu primeiro contato com o atletismo. Naquela época eu não imaginava onde aqueles primeiros passos poderiam me levar. Os anos passaram e somente no ano 2.000 é que comecei a treinar depois de incentivado por um amigo.
Em 2004 veio a primeira participação na São Silvestre. Em 2007, comecei a me dedicar de forma mais dedicada e veio o primeiro pódio. E em 2008 nasceu um sonho ainda maior: correr uma maratona.




A prova foi escolhida a dedo. Não poderia ser qualquer uma. Seria a Maratona Internacional de São Paulo, disputada no dia 1º de junho, justamente no dia do meu aniversário. Que presente poderia ser maior do que desafiar os lendários 42.195 metros?




Naquele período eu treinava sob a orientação do professor Luiz Carlos Smanhoto. Porém, inicialmente, não contei a ele sobre meu desejo de encarar a maratona. Ele me passava os treinos normalmente, e eu, ao final de cada sessão, acrescentava alguns quilômetros extras. Era a minha forma silenciosa de construir a resistência necessária para enfrentar o maior desafio da minha vida esportiva até aquele momento.




Quando ele descobriu meus planos, cerca de 45 dias antes da prova, passou a direcionar minha preparação com treinos específicos. A evolução foi rápida. Vieram longões, sessões exigentes e muita confiança. A cada semana eu acreditava um pouco mais que aquele sonho seria possível.

Chegou então o momento de viajar para São Paulo.

Para um atleta do interior, tudo era novidade. A cidade enorme, o movimento intenso, os lugares famosos que eu só conhecia pela televisão. E naquele momento tive um apoio fundamental da minha tia Maria, hoje em memória. Foi ela quem me ajudou na logística da prova, levando-me até a Ponte Estaiada, em frente à Rede Globo, local da largada. Depois, seguiu para o Parque Ibirapuera para me esperar na chegada. Um apoio fundamental.
Talvez ela nem imaginasse que estava participando de um dos capítulos mais importantes da minha história.




Acessei minha baia de largada e aguardei o sinal de partida. Naquele instante, sem perceber, eu estava iniciando uma jornada que transformaria minha vida para sempre.

Confesso que não me lembro de muitos detalhes da prova. Afinal, já se passaram muitos anos. Mas algumas lembranças permanecem vivas.

Lembro que não caminhei um único metro sequer.
Lembro também que, em determinado momento, eu e mais três atletas erramos o percurso por conta de uma falha de sinalização. Felizmente foram poucos metros. Conseguimos nos localizar rapidamente e retornar ao trajeto oficial sem maiores prejuízos.

Mas existe uma recordação que guardo com carinho até hoje - o
s túneis.

Muitos corredores reclamavam do calor, do ambiente abafado e da dificuldade de correr por eles. Eu pensava exatamente o contrário. Garoto do interior, acostumado a uma realidade completamente diferente, achava aquilo extraordinário.
Passar correndo por dentro daqueles enormes túneis era algo fascinante. Eu me sentia vivendo uma experiência única.

Os quilômetros foram passando. 
A empolgação do início deu lugar ao cansaço. O cansaço deu lugar à dor. E a dor começou a testar tudo aquilo que eu havia construído durante meses de preparação.

Os quilômetros finais foram extremamente difíceis. 
Mas eu resisti.
Resisti com honra.
Resisti porque o sonho era maior do que qualquer sofrimento.

E então veio o momento que todo maratonista jamais esquece: a linha de chegada.
Abri os braços e cruzei aquele portal após 42.195 metros em impressionantes 2h47min53s. Um tempo fantástico para uma estreia e que confirmou que todo o esforço havia valido a pena.




Naquele dia eu me tornei maratonista.
Curiosamente, logo após a prova, fiz uma promessa que não durou muito tempo.
Disse que nunca mais correria uma maratona.




As dores dos quilômetros finais haviam sido tão intensas que parecia impossível querer repetir aquela experiência.
Mas bastou voltar para Ubiratã.
Bastou conversar com meu treinador.

Quando ele comentou que em Foz do Iguaçu haveria uma maratona com premiação em dinheiro e que eu teria chances de conquistar um grande resultado, toda aquela conversa de "nunca mais" desapareceu rapidamente.

Não pensei duas vezes.

Poucos dias depois eu já estava treinando novamente.

E foi assim que começou uma história que atravessaria décadas, levaria o nome de Ubiratã para inúmeras cidades, estados e grandes competições, e transformaria aquele garoto sonhador no atleta que muitos hoje conhecem como Tutta Maratonista.

Mas essa é uma história para o próximo capítulo.

Até lá...





Tia Maria ...

quarta-feira, 17 de junho de 2026

CAPÍTULO 6 – O LEGADO CONTINUA

Ao longo da carreira participei de 19 edições da Corrida Internacional de São Silvestre, uma das provas mais tradicionais do continente. Também vivi momentos inesquecíveis, como liderar a Maratona de Curitiba por quase três quilômetros diante de atletas de alto rendimento. Recentemente, em abril de 2026, conquistei a vitória geral no Desafio APAE Tuicial Run, em Cascavel, mostrando que sigo competitivo e motivado. Hoje estou muito próximo de alcançar a marca de 50 maratonas concluídas, faltando apenas cinco para atingir esse objetivo. Mais do que números, tempos e pódios, minha história foi construída com persistência, disciplina e amor pelo esporte. Agradeço a todos os amigos, familiares, treinadores, apoiadores e empresas que fizeram parte dessa caminhada. E podem ter certeza: sigo firme na ativa, porque essa história ainda está longe de chegar ao fim. 🏃‍♂️ Tutta Maratonista


terça-feira, 16 de junho de 2026

CAPÍTULO 5 – A PROVA DA SUPERAÇÃO

A Meia Maratona das Cataratas de 2025 ocupa um espaço muito especial na minha história.
Não foi só mais uma prova.
Foi confronto. Foi estratégia. Foi entrega.

Nos primeiros quilômetros, me mantive na 4ª colocação, estudando a prova, sentindo o ritmo. Após o km 4 ganhei uma posição e, a partir dali, a corrida começou de verdade.
Fui buscar o segundo lugar… e encontrei mais do que isso: uma disputa intensa, daquelas que testam não só o corpo, mas a mente.

Até o retorno, foi uma batalha direta.
Hora eu assumia a vice-liderança.
Hora ele retomava.
E assim seguimos, lado a lado, no limite.

Mas corrida não espera ninguém.

Depois do retorno, o cansaço veio. Pesado. Real. Inevitável.
E foi ali… naquele ponto em que muitos diminuem… que eu encontrei forças que nem sei explicar.

Decidi acelerar. Talvez para abrir vantagem. Ou talvez para fazer uma das melhores provas da minha vida.

Corri a segunda metade mais rápido que a primeira — não porque estava inteiro, mas porque escolhi não ceder.

E então veio algo que mudou tudo.
Ao cruzar com os atletas no sentido contrário, comecei a ouvir meu nome. Gritos. Incentivos. Energia pura vindo de todos os lados.

Cada palavra era empurrão.
Cada incentivo virava força.
Cada quilômetro deixava de ser só esforço… e virava propósito.

Foi um daqueles dias raros… em que o corpo dói, mas a alma sustenta.
Me sentia um verdade atleta de elite - sem o ser.

Esse foi um daqueles dias que não se mede só no relógio — se guarda na memória.

E quando cruzei a linha de chegada…


Chegando para cruzar a linha de chegada com 1h14min52seg.


De braços abertos.
Coração transbordando.
Feliz demais da vida.

Celebrando não só um resultado…
Mas, mais um capítulo de uma trajetória vitoriosa construída com luta, disciplina e paixão.


(Continua...)

domingo, 14 de junho de 2026

CAPÍTULO 4 – GRANDES CONQUISTAS PELO BRASIL E EXTERIOR

Ao longo dos anos me especializei nas provas de longa distância, especialmente nas maratonas.

Entre os resultados mais marcantes estão o 5º lugar geral e o título de melhor brasileiro na Maratona de Assunção, em 2019.

Pódio em Assunção 2019.


Em 2024, na Maratona de Jurerê, estabeleci meu recorde pessoal na distância que já durava mais de 15 anos. Completei a prova em Santa Catarina com 2h37min53seg e conquistei o 5º lugar geral, dividindo o pódio com grandes nomes do atletismo nacional, entre eles Ederson Vilela.

Pódio em Jurerê 2024.


Também fazem parte dessa trajetória o vice-campeonato geral da Maratona Cidade de Florianópolis, o vice-campeonato na maratona de Campo Grande, o 3º lugar geral na Maratona do Vinho, em Bento Gonçalves, Maratona de Gramado, Campo Grande, além de pódios nas categorias nas maratonas de Curitiba, Brasília e diversas outras conquistas importantes e marcantes em provas de menor distância em várias outras cidades brasileiras e estrangeiras.


(Continua...)

quarta-feira, 10 de junho de 2026

CAPÍTULO 3 – A PRIMEIRA VITÓRIA GERAL (a minha história)

Vivi muitos momentos que guardo com carinho na minha memória. Um deles foi em 2011 onde conquistei em Cascavel minha primeira vitória geral em uma corrida de rua.




Mais do que um resultado, aquele momento representou a confirmação de que todo o esforço, disciplina e dedicação dos anos anteriores estavam valendo a pena.

Antes disso, já havia experimentado emoções que marcaram minha trajetória. O primeiro pódio da carreira trouxe uma felicidade difícil de explicar. Ver meu nome entre os melhores da prova foi algo que aumentou minha confiança e mostrou que eu estava no caminho certo. Como lembrança daquele dia especial, tive a oportunidade de fazer uma foto com o inesquecível Vanderlei Cordeiro de Lima, um dos maiores nomes da história do atletismo brasileiro.

Também guardo com carinho a participação na minha primeira São Silvestre, em 2007. Poder correr pela Avenida Paulista, cenário que eu conhecia apenas pela televisão, foi uma emoção extraordinária. Estar ali, no meio de milhares de corredores, fez nascer ainda mais forte o sonho de seguir evoluindo no esporte.

E o ano de 2011 ainda reservou outra grande conquista: meu recorde pessoal na Meia Maratona das Cataratas, completando os 21 km em 1h14min18s, resultado que reforçou a certeza de que todo o trabalho realizado estava produzindo frutos.

A vitória geral em Cascavel foi a realização de um sonho, mas também o início de uma nova fase, repleta de desafios, aprendizados e conquistas que continuariam moldando minha história no atletismo.

 

(Continua...)

segunda-feira, 8 de junho de 2026

CAPÍTULO 2 – A PRIMEIRA MARATONA E A CONSOLIDAÇÃO

Um dos momentos marcantes no início da minha trajetória aconteceu em 2008, quando completei minha primeira maratona.
 




Mas essa história começou um pouco antes. Em 2007, participei pela primeira vez da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, uma experiência que ampliou ainda mais meus horizontes dentro do atletismo e fortaleceu o sonho de encarar novos desafios.

Somente no ano seguinte, escolhi um desafio que muitos consideravam ousado: correr uma maratona.
Na época, eu ainda não havia completado nenhuma meia maratona. A decisão contrariava a recomendação de muitos treinadores, que defendem a realização de várias meias maratonas antes da estreia nos 42 kms.Mesmo assim, confiei no trabalho que vinha sendo desenvolvido e encarei o desafio.

A prova foi escolhida a dedo: a Maratona Internacional de São Paulo, realizada no dia 1º de junho, exatamente na data do meu aniversário, e o resultado superou as expectativas: estreei com 2h47min53s.

Foi uma prova sofrida, daquelas que testam o corpo e a mente, mas também emocionante.
E em nenhum momento deixei de acreditar que conseguiria chegar até o fim.

Somente depois de completar os 42 kms é que veio minha primeira meia maratonal, na Meia das Cataratas, em Foz do Iguaçu, que foi concluída em 1h15min23s, confirmando que a preparação e a dedicação aos treinamentos estavam no caminho certo.

A evolução daquele período também apareceu nas provas mais curtas. Ainda em 2008, em Cascavel, concluí uma prova de 10 quilômetros em 33min25s. Um resultado que demonstrava o crescimento da minha velocidade e competitividade tanto em provas longas quanto em provas curtas.

Naquele período eu era orientado por Luiz Carlos Smanhoto, que teve um papel fundamental na minha evolução, não só como treinador, mas como alguém que acreditava no meu potencial e estava presente nos momentos mais desafiadores da caminhada, sempre ao meu lado nos treinos mais duros, nos longões, incentivando e fazendo parte diretamente de cada conquista.

A dedicação aos treinamentos começou a gerar resultados cada vez mais expressivos e abriu caminho para desafios ainda maiores.


(Continua...

quinta-feira, 4 de junho de 2026

CAPÍTULO 1 – ONDE TUDO COMEÇOU (a minha história)

 Antes das maratonas, dos pódios e dos milhares de quilômetros percorridos, existia apenas um menino do interior.



Cresci na Estrada Medeiros, próximo à comunidade de São João, em Ubiratã, no interior do Paraná. Naquela época eu não imaginava que a corrida faria parte da minha vida. Os sonhos ainda não tinham nome, mas a jornada já havia começado.

Nascido em 1º de junho de 1977, fui criado em um ambiente simples, onde aprendi valores que carregaria para toda a vida: disciplina, trabalho, respeito e perseverança. Muito antes das medalhas e das conquistas, foram essas lições que começaram a moldar quem eu me tornaria no futuro.

Meu primeiro contato com as corridas aconteceu em 1994. Porém, foi no início dos anos 2000 que recebi um incentivo fundamental do amigo Ricardo Ferreira de Souza, que teve papel importante para que eu continuasse acreditando e me dedicando cada vez mais ao atletismo.

No ano 2000 participei da minha primeira prova oficial, em Santa Helena (PR). Ali começava uma caminhada que se transformaria em uma verdadeira paixão.

Desde então, foram centenas de competições, milhares de quilômetros percorridos e incontáveis aprendizados. Uma história construída passo a passo, sempre em busca da evolução e da superação dos próprios limites.

Aquele menino da Estrada Medeiros ainda vive dentro de mim. E sem saber, já dava os primeiros passos de uma trajetória que me levaria muito mais longe do que eu poderia imaginar.


(Continua...)

segunda-feira, 1 de junho de 2026

“Muito além dos quilômetros: a história de quem nunca parou de correr” - por Tutta Maratonista

Uma trajetória construída com persistência, superação e amor pelo atletismo ao longo de quase três décadas.

Rumo a Maratona 50 ...


Nascido em 1º de junho de 1977, Claudemir Ferreira, conhecido no meio esportivo como Tutta Maratonista, cresceu na Estrada Medeiros, próximo à comunidade São João, no município de Ubiratã. Foi nesse ambiente simples do interior do Estado do Paraná que começou a construir os valores de disciplina, trabalho e perseverança que mais tarde o levariam para as pistas, estradas e maratonas.

Seu primeiro contato com as corridas aconteceu em 1994. Mas, somente no início dos anos 2000, é que recebeu um incentivo fundamental do amigo Ricardo Ferreira de Souza, que teve papel importante para que seguisse acreditando e se dedicando cada dia mais ao atletismo. No ano 2000 participou de sua primeira prova oficial na cidade de Santa Helena (PR), iniciando uma trajetória que se transformaria em uma verdadeira paixão pela corrida. Desde então, acumulou centenas de competições e milhares de quilômetros percorridos, sempre movido pelo desejo de evoluir e superar seus próprios limites.

Um momento decisivo em sua trajetória aconteceu em 2008, ano em que completou sua primeira maratona que foi escolhida a "dedo" e a prova aconteceu em São Paulo no dia 1º de junho - dia do seu aniversário. Naquele período, era orientado por Luiz Carlos Smanhoto, com quem construiu uma parc
eria de muito sucesso, marcada por grandes conquistas e evolução significativa dentro do esporte. Essa fase foi fundamental para consolidar sua base como atleta de longa distância.

Durante a 14ª Maratona Internacional de São Paulo que foi completada com 2h47min54seg.


A sua dedicação aos treinamentos trouxe resultados muito importantes.
Um deles, em 2011, conquistou em Cascavel sua primeira vitória geral em uma corrida de rua, um marco especial que confirmou seu potencial competitivo e fortaleceu ainda mais sua ligação com o esporte.

Ao longo dos anos, Tutta Maratonista tornou-se especialista nas provas de longa distância, especialmente nas maratonas. Atualmente está muito próximo de alcançar a expressiva marca de 50 maratonas concluídas, faltando apenas cinco para atingir esse objetivo. Sua trajetória inclui participações em provas realizadas em diversos estados brasileiros, desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul, além de experiências internacionais.

Entre os resultados mais marcantes da carreira está o 5º lugar geral e o título de melhor brasileiro na Maratona de Assunção, em 2019. Outro momento inesquecível aconteceu em 2024, na Maratona de Jurerê, onde estabeleceu seu recorde pessoal na distância e conquistou o 5º lugar geral, dividindo o pódio com grandes nomes do atletismo nacional, entre eles Ederson Vilela, vencedor da prova naquele ano.

10ª Maratona de Assunção (2h44min51seg).

Maratona de Jurerê-SC (2h37min53seg).


Seu currículo ainda reúne importantes conquistas em provas de alto nível, como o vice-campeonato geral da Maratona Cidade de Florianópolis, o vice-campeonato geral da Meia Maratona das Cataratas em 2025, o 3º lugar geral na Maratona do Vinho, em Bento Gonçalves. Também conquistou o 3º lugar geral nas maratonas de Gramado e Campo Grande, além de diversos pódios em maratonas realizadas em Curitiba, Brasília e outras cidades brasileiras.

A Meia Maratona das Cataratas de 2025 ocupa um espaço especial em sua história. Além do vice-campeonato geral, foi uma prova de superação, estratégia e confiança. Correndo a segunda metade mais rápida que a primeira, Tutta viveu um daqueles dias que ficam marcados para sempre. Durante o percurso, ao cruzar com atletas que vinham no sentido contrário, ouvia constantemente gritos de incentivo vindos de amigos e corredores desconhecidos, além do público. Escutar seu nome ecoando pelo percurso serviu como combustível para aumentar o ritmo e buscar o melhor desempenho possível a cada quilômetro, proporcionando a sensação de viver, por alguns momentos, a experiência de um verdadeiro atleta de elite.

16ª Meia Maratona das Cataratas (1h14min52seg).


Outro símbolo de sua paixão pelo atletismo é a participação em 19 edições da Corrida Internacional de São Silvestre, uma das provas mais tradicionais e emblemáticas do continente, demonstrando regularidade, longevidade e amor pelo esporte.
Em meio a tantas experiências marcantes, destaca-se também o momento em que chegou a liderar a Maratona de Curitiba por quase 3 quilômetros, uma demonstração de coragem, preparo e nível competitivo diante de atletas de alto rendimento.

100ª Corrida Internacional de São Silvestre (1h01min15seg).

Na liderança da Maratona de Curitiba no ano de 2017.


Mesmo se aproximando dos 50 anos de idade, continua competitivo e conquistando excelentes resultados. 
Um exemplo recente foi a vitória no geral no Desafio APAE Tuicial Run, em Cascavel, em abril de 2026, resultado que reafirmou sua presença entre os melhores, mostrando que sua história ainda continua sendo escrita - e em alto nível.

Desafio APAE Tuicial (10kms completados em 36min50seg).


Ao longo da carreira, além das grandes maratonas, Tutta Maratonista também acumulou inúmeras vitórias e pódios em provas de diversas distâncias, consolidando seu nome entre os corredores mais respeitados da região.

Sua história prova que o sucesso no atletismo não é construído apenas com talento, mas principalmente com persistência, disciplina e amor pelo esporte. Mais do que números, tempos e pódios, Tutta Maratonista construiu e continua construindo uma trajetória inspiradora, tornando-se exemplo para corredores de todas as idades e mostrando que os limites podem ser superados quando existe determinação para seguir em frente... 


Por fim, deixo minha gratidão a todas as pessoas, amigos, familiares, treinadores, apoiadores e empresas que, de alguma forma, fizeram parte desta caminhada ao longo de quase 27 anos de corrida. Cada incentivo, conselho, oportunidade e gesto de confiança contribuiu para que eu chegasse até aqui. Nenhuma conquista é construída sozinho.

Meu muito obrigado a todos que acreditaram, torceram e seguiram correndo comigo nessa jornada.
E podem ter certeza: sigo firme na ativa, porque essa história ainda está longe de chegar ao fim...


domingo, 10 de maio de 2026

Corrida Nº 270 - 11º Desafio Rota do Vinho - Bituruna-PR (01fev2026)

Nem toda largada acontece em linha reta.
Algumas começam muito antes do tiro inicial, entre dores, dúvidas, noites mal dormidas e decisões difíceis. Esta é a história de uma corrida que não foi apenas contra o cronômetro, mas contra o próprio corpo, contra os imprevistos e contra a tentação de desistir. Uma prova construída com resiliência, inteligência e coragem — daquelas que não se medem apenas em quilômetros, mas em força mental. Entre lesões, mudanças de planos e um percurso desafiador, Bituruna foi palco de mais uma demonstração de que experiência, determinação e paixão pela corrida fazem a diferença quando tudo parece jogar contra.


“Nem sempre se trata do percurso planejado… às vezes é preciso ter coragem para traçar novas metas, recomeçar e ainda assim seguir firme para cruzar a linha de chegada rumo a vitória.”



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 270
Nome da prova: 11º Desafio Rota do Vinho
Cidade: Bituruna-PR
Data: Domingo, 1º de Fevereiro de 2026
Distância: 5,2kms
Tempo: 20min22seg
Média por quilômetro: 3min55seg
Classificação geral: 9º lugar
Atletas no geral: 186 atletas
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 1º lugar
Atletas na categoria: 45 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 155 pódios
Pódios por classificação geral: 69 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 78 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 403


2026 definitivamente não começou do jeito que eu imaginava. Logo na primeira semana do ano, uma lesão na coluna, causada no trabalho, já acendeu o sinal de alerta. Consulta médica, injeção, medicamentos… e quando tudo parecia finalmente sob controle, veio mais um golpe: às vésperas da viagem para Bituruna, durante um simples pedal, senti o nervo ciático acusar presença. Para completar o cenário, na noite anterior à prova surgiu uma tosse inesperada que simplesmente não me deixou dormir sequer um minuto.

Mesmo assim, segui viagem. Mas, com a consciência de que talvez fosse preciso rever os planos. Os 16 km originais da prova, somados aos quase 350 metros de elevação acumulada nos morros de Bituruna, pareciam exigir mais do que meu corpo poderia oferecer naquele momento. A decisão de trocar a distância não foi sinal de fraqueza, mas de maturidade. Às vezes, seguir em frente também é saber ajustar a rota.

Saímos de Ubiratã às 3h42 da manhã — eu e minha esposa — de carona com o amigo Fernando, que também iria correr. A primeira parada foi em Cascavel, na casa do Carlos, onde deixamos o carro. De lá, seguimos até o ginásio Ciro Nardi, ponto de encontro do grupo Força Runners Viagens. Atrasamos um pouco na saída, mas às 7h30 partimos direto para Bituruna, sem paradas, com destino certo e expectativa renovada.

Já na cidade, almoçamos no restaurante Empório e, em seguida, fomos retirar o kit ao lado do Hotel Avenida, onde ficaríamos hospedados. Na retirada, conversei com a organização, expliquei minha situação física e consegui realizar a troca da distância: dos 16 km para os 5 km, mediante uma taxa de 30 reais. Decisão tomada, missão redefinida.

Com o kit em mãos, nem passamos pelo hotel. As bolsas ficaram no ônibus e, às 15h30, seguimos para um passeio especial: a visita às vinícolas parceiras da prova. Degustações de vinhos, espumantes, sucos de uva e aquela imersão única no clima da região. Pela medicação e pela corrida no dia seguinte, praticamente não bebi nada — mas garanti várias garrafas para levar para casa (afinal, ninguém é de ferro… kkkkk).

Passamos pela Vinícola Dionísio, depois pela Sanber, conhecida pelos vinhos mais refinados. O ponto alto foi na Vinícola Di Sandi, onde pudemos comer uva à vontade diretamente dos parreirais. Encerramos o roteiro na Vinícola Bertolette, que literalmente abre suas portas no dia da corrida, permitindo que a prova passe por dentro da fábrica, entre os grandes tonéis de vinho. Uma experiência única.

Só então fomos ao hotel, fizemos o check-in, jantamos e, por volta das 22h, já estávamos tentando descansar. Mesmo com a troca de distância, a preocupação com as condições físicas ainda era grande. Subir os degraus do ônibus provocava fisgadas no nervo ciático, aumentando o drama.
Antes de dormir, mais um medicamento. Ao acordar, outro. Tudo para tentar alinhar o corpo para o momento decisivo.

Apesar de tudo, dormi como uma pedra. Acordei às 6h15, um pouco atrasado, mas tranquilo. A largada seria praticamente em frente ao hotel. Café da manhã leve — afinal, eram “apenas” 5 km, e nem sabia se conseguiria correr o tempo todo.

Troquei de roupa, desci para um breve aquecimento… e nenhuma dor apareceu. Um ótimo sinal. Me posicionei mais à frente possível e, às 7h05, larguei. Forte, mas consciente. Qualquer sinal mais intenso de dor significaria reduzir ou até abandonar. Mas as dores simplesmente não vieram.

O primeiro quilômetro passou em 3min28s. No segundo, já com uma leve subida, o ritmo ficou próximo de 3min50s. Em seguida, entramos na Vinícola Bertolette e logo depois no famoso parreiral. Ali veio o maior receio: correr cerca de 300 metros abaixado, com medo de esticar o nervo ciático e tudo desandar. Fui cuidadoso, ajustei a postura e passei ileso. Apenas perdi algumas posições — provavelmente para atletas dos 16 km, já que a largada foi simultânea.

Passando por dentro da Vinícola Bertoletti.
“Ali dentro, onde o tempo transforma uvas em vinho, eu seguia transformando esforço em superação.”
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“Assim como o vinho é construído com o tempo, cada passo ali foi moldado na dor, na disciplina e na vontade de não desistir.”


Depois do parreiral, uma trilha em descida no meio da mata. A partir dali, o ciático deixou de ser preocupação. O foco passou a ser o terreno escorregadio e a manutenção do ritmo. Ao chegar no asfalto, os atletas dos 5 km viraram à esquerda… e encararam o “Monte Everest” de Bituruna.
Exagero? Talvez. Mas a subida era realmente dura.

Por ali, fechamos os 3 km.
A falta de treino começou a pesar, e foi nesse momento que o Marciano, de Corbélia, me alcançou e tentou a ultrapassagem. Não deixei. Subimos juntos, completamos os 4 km com um ritmo respeitável de 4min16s, mesmo com a subida intensa.

Na sequência, uma subida mais leve. Marciano seguiu à frente, mas nos reencontramos no Garrafão — monumento símbolo do vinho em Bituruna. Ali puxei o ritmo, ele veio junto. Acelerei mais um pouco e percebi que ele começou a ficar para trás. Eu já estava extremamente ofegante, mas a experiência falou mais alto. Precisava chegar à frente. Não sabia ao certo a categoria dele — e isso fazia toda a diferença.

Lado a lado com o atleta Marciano de Corbélia.
A partir dali, forcei o ritmo e comecei a abrir vantagem dele.


Segui forte. Já nem lembrava mais do ciático. Nos metros finais, ainda consegui acelerar e fechei o último quilômetro em 3min37s. Cruzei a linha de chegada em
20min22s, rompendo a faixa final com uma satisfação difícil de descrever.

“Ali, de braços abertos, não celebrei apenas a chegada… celebrei cada batalha vencida no caminho até ela. Para mim, não era apenas completar mais uma corrida… era o encontro entre quem eu fui, quem eu me tornei e tudo o que ainda quero ser. Essa foi mais uma prova vencida contra tudo aquilo que tentou me parar.”


Peguei a medalha e logo ouvi do Sidney, de Cascavel: “Você foi sétimo geral”. Nem acreditei. Achei que tinha chegado bem mais atrás. Quando saiu a classificação oficial, a confirmação de um resultado espetacular:
9º lugar na classificação geral e vice-campeão da categoria 40–49 anos.
E sim, o Marciano era da minha categoria. Ele ficou em terceiro. Ainda bem que resisti firme. rsrs

Diante de tantos contratempos no início do ano, essa conquista teve um sabor ainda mais especial. O pódio veio para coroar um fim de semana vivido intensamente em Bituruna. Depois, muita conversa boa, risadas e planos para voltar — agora, em 2017, para encarar os 16 km. Será? rsrs

Depois de tudo já encerrado, saímos do hotel às 13h, almoçamos e, às 14h30, deixamos Bituruna com o coração cheio de boas energias, mais uma conquista para a carreira e a certeza de que nem sempre o maior prêmio vem em forma de troféu. A viagem com esse grupo fantástico do Força Runners, especialmente com a presença da minha esposa, foi o verdadeiro ouro desse fim de semana. A presença dela valorizou ainda mais cada passo dado.

A nossa viagem foi tranquila e chegamos em Cascavel às 21h40 e imediatamente já seguimos viagem para Ubiratã onde chegamos próximo das 23:00hs para finalizar em definitivo mais esta aventura.

Agora é tratar bem do ciático… porque
2026 só está começando. 😄🏃‍♂️


Agradecimentos especiais
ao Carlos, pela cortesia na inscrição; ao Fernando Matiussi, pela carona de ida e volta entre Ubiratã e Cascavel; e, principalmente, à minha esposa, por estar presente. Sua presença faz toda a diferença.


Segue abaixo mais algumas fotos:

Meu numeral já fixado na camiseta da Força Runners para representar o grupo do amigo Carlos.
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Com minha esposa durante o passeio nas vinícolas no sábado.
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Debaixo dos parreirais de Bituruna.
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Antes da largada.
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Com o amigo Carlos e sua esposa Vângela antes da prova.
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Com Gilmar Carvalho de Corbélia e o Sidney de Cascavel.
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“Logo nos primeiros quilômetros, a mente já assume o comando…
porque é ali que a prova realmente começa.”
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“Ali, sob os parreirais de Bituruna, não era apenas uma corrida… era a vida me testando — e eu, mais uma vez, escolhendo não parar.”
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“Braços abertos, sorriso leve…
porque no final, mais importante que o tempo, é a história que a gente constrói no caminho.”
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“Mais uma concluída… porque, mesmo nas dificuldades, eu escolhi seguir em frente.”
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Com o amigo Fernando que correu os 16kms e completou a prova em 1h14min24s e conquistou o 4º lugar na sua categoria.
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Pódio da categoria 40/49 anos nos 5kms.
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Mais um pódio em Bituruna.
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Os 5 primeiros colocados da categoria 40/49 anos nos 5kms.
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Os 10 primeiros colocados no geral masculino - 5kms.
A classificação geral até a data desta postagem poderia ser acessada no site da ChipTiming.
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Com a Vângela, o Carlos e a minha esposa.
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“Não era o meu melhor momento… mas foi na superação que encontrei força pra competir e voltar pra casa com mais um troféu que vale muito mais do que qualquer tempo no cronômetro.”
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“Mais do que qualquer troféu, o que realmente tem valor é ter ao meu lado quem faz cada conquista valer a pena.”
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