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domingo, 10 de maio de 2026

Corrida Nº 270 - 11º Desafio Rota do Vinho - Bituruna-PR (01fev2026)

Nem toda largada acontece em linha reta.
Algumas começam muito antes do tiro inicial, entre dores, dúvidas, noites mal dormidas e decisões difíceis. Esta é a história de uma corrida que não foi apenas contra o cronômetro, mas contra o próprio corpo, contra os imprevistos e contra a tentação de desistir. Uma prova construída com resiliência, inteligência e coragem — daquelas que não se medem apenas em quilômetros, mas em força mental. Entre lesões, mudanças de planos e um percurso desafiador, Bituruna foi palco de mais uma demonstração de que experiência, determinação e paixão pela corrida fazem a diferença quando tudo parece jogar contra.


“Nem sempre se trata do percurso planejado… às vezes é preciso ter coragem para traçar novas metas, recomeçar e ainda assim seguir firme para cruzar a linha de chegada rumo a vitória.”



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 270
Nome da prova: 11º Desafio Rota do Vinho
Cidade: Bituruna-PR
Data: Domingo, 1º de Fevereiro de 2026
Distância: 5,2kms
Tempo: 20min22seg
Média por quilômetro: 3min55seg
Classificação geral: 9º lugar
Atletas no geral: 186 atletas
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 1º lugar
Atletas na categoria: 45 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 155 pódios
Pódios por classificação geral: 69 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 78 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 403


2026 definitivamente não começou do jeito que eu imaginava. Logo na primeira semana do ano, uma lesão na coluna, causada no trabalho, já acendeu o sinal de alerta. Consulta médica, injeção, medicamentos… e quando tudo parecia finalmente sob controle, veio mais um golpe: às vésperas da viagem para Bituruna, durante um simples pedal, senti o nervo ciático acusar presença. Para completar o cenário, na noite anterior à prova surgiu uma tosse inesperada que simplesmente não me deixou dormir sequer um minuto.

Mesmo assim, segui viagem. Mas, com a consciência de que talvez fosse preciso rever os planos. Os 16 km originais da prova, somados aos quase 350 metros de elevação acumulada nos morros de Bituruna, pareciam exigir mais do que meu corpo poderia oferecer naquele momento. A decisão de trocar a distância não foi sinal de fraqueza, mas de maturidade. Às vezes, seguir em frente também é saber ajustar a rota.

Saímos de Ubiratã às 3h42 da manhã — eu e minha esposa — de carona com o amigo Fernando, que também iria correr. A primeira parada foi em Cascavel, na casa do Carlos, onde deixamos o carro. De lá, seguimos até o ginásio Ciro Nardi, ponto de encontro do grupo Força Runners Viagens. Atrasamos um pouco na saída, mas às 7h30 partimos direto para Bituruna, sem paradas, com destino certo e expectativa renovada.

Já na cidade, almoçamos no restaurante Empório e, em seguida, fomos retirar o kit ao lado do Hotel Avenida, onde ficaríamos hospedados. Na retirada, conversei com a organização, expliquei minha situação física e consegui realizar a troca da distância: dos 16 km para os 5 km, mediante uma taxa de 30 reais. Decisão tomada, missão redefinida.

Com o kit em mãos, nem passamos pelo hotel. As bolsas ficaram no ônibus e, às 15h30, seguimos para um passeio especial: a visita às vinícolas parceiras da prova. Degustações de vinhos, espumantes, sucos de uva e aquela imersão única no clima da região. Pela medicação e pela corrida no dia seguinte, praticamente não bebi nada — mas garanti várias garrafas para levar para casa (afinal, ninguém é de ferro… kkkkk).

Passamos pela Vinícola Dionísio, depois pela Sanber, conhecida pelos vinhos mais refinados. O ponto alto foi na Vinícola Di Sandi, onde pudemos comer uva à vontade diretamente dos parreirais. Encerramos o roteiro na Vinícola Bertolette, que literalmente abre suas portas no dia da corrida, permitindo que a prova passe por dentro da fábrica, entre os grandes tonéis de vinho. Uma experiência única.

Só então fomos ao hotel, fizemos o check-in, jantamos e, por volta das 22h, já estávamos tentando descansar. Mesmo com a troca de distância, a preocupação com as condições físicas ainda era grande. Subir os degraus do ônibus provocava fisgadas no nervo ciático, aumentando o drama.
Antes de dormir, mais um medicamento. Ao acordar, outro. Tudo para tentar alinhar o corpo para o momento decisivo.

Apesar de tudo, dormi como uma pedra. Acordei às 6h15, um pouco atrasado, mas tranquilo. A largada seria praticamente em frente ao hotel. Café da manhã leve — afinal, eram “apenas” 5 km, e nem sabia se conseguiria correr o tempo todo.

Troquei de roupa, desci para um breve aquecimento… e nenhuma dor apareceu. Um ótimo sinal. Me posicionei mais à frente possível e, às 7h05, larguei. Forte, mas consciente. Qualquer sinal mais intenso de dor significaria reduzir ou até abandonar. Mas as dores simplesmente não vieram.

O primeiro quilômetro passou em 3min28s. No segundo, já com uma leve subida, o ritmo ficou próximo de 3min50s. Em seguida, entramos na Vinícola Bertolette e logo depois no famoso parreiral. Ali veio o maior receio: correr cerca de 300 metros abaixado, com medo de esticar o nervo ciático e tudo desandar. Fui cuidadoso, ajustei a postura e passei ileso. Apenas perdi algumas posições — provavelmente para atletas dos 16 km, já que a largada foi simultânea.

Passando por dentro da Vinícola Bertoletti.
“Ali dentro, onde o tempo transforma uvas em vinho, eu seguia transformando esforço em superação.”
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“Assim como o vinho é construído com o tempo, cada passo ali foi moldado na dor, na disciplina e na vontade de não desistir.”


Depois do parreiral, uma trilha em descida no meio da mata. A partir dali, o ciático deixou de ser preocupação. O foco passou a ser o terreno escorregadio e a manutenção do ritmo. Ao chegar no asfalto, os atletas dos 5 km viraram à esquerda… e encararam o “Monte Everest” de Bituruna.
Exagero? Talvez. Mas a subida era realmente dura.

Por ali, fechamos os 3 km.
A falta de treino começou a pesar, e foi nesse momento que o Marciano, de Corbélia, me alcançou e tentou a ultrapassagem. Não deixei. Subimos juntos, completamos os 4 km com um ritmo respeitável de 4min16s, mesmo com a subida intensa.

Na sequência, uma subida mais leve. Marciano seguiu à frente, mas nos reencontramos no Garrafão — monumento símbolo do vinho em Bituruna. Ali puxei o ritmo, ele veio junto. Acelerei mais um pouco e percebi que ele começou a ficar para trás. Eu já estava extremamente ofegante, mas a experiência falou mais alto. Precisava chegar à frente. Não sabia ao certo a categoria dele — e isso fazia toda a diferença.

Lado a lado com o atleta Marciano de Corbélia.
A partir dali, forcei o ritmo e comecei a abrir vantagem dele.


Segui forte. Já nem lembrava mais do ciático. Nos metros finais, ainda consegui acelerar e fechei o último quilômetro em 3min37s. Cruzei a linha de chegada em
20min22s, rompendo a faixa final com uma satisfação difícil de descrever.

“Ali, de braços abertos, não celebrei apenas a chegada… celebrei cada batalha vencida no caminho até ela. Para mim, não era apenas completar mais uma corrida… era o encontro entre quem eu fui, quem eu me tornei e tudo o que ainda quero ser. Essa foi mais uma prova vencida contra tudo aquilo que tentou me parar.”


Peguei a medalha e logo ouvi do Sidney, de Cascavel: “Você foi sétimo geral”. Nem acreditei. Achei que tinha chegado bem mais atrás. Quando saiu a classificação oficial, a confirmação de um resultado espetacular:
9º lugar na classificação geral e vice-campeão da categoria 40–49 anos.
E sim, o Marciano era da minha categoria. Ele ficou em terceiro. Ainda bem que resisti firme. rsrs

Diante de tantos contratempos no início do ano, essa conquista teve um sabor ainda mais especial. O pódio veio para coroar um fim de semana vivido intensamente em Bituruna. Depois, muita conversa boa, risadas e planos para voltar — agora, em 2017, para encarar os 16 km. Será? rsrs

Depois de tudo já encerrado, saímos do hotel às 13h, almoçamos e, às 14h30, deixamos Bituruna com o coração cheio de boas energias, mais uma conquista para a carreira e a certeza de que nem sempre o maior prêmio vem em forma de troféu. A viagem com esse grupo fantástico do Força Runners, especialmente com a presença da minha esposa, foi o verdadeiro ouro desse fim de semana. A presença dela valorizou ainda mais cada passo dado.

A nossa viagem foi tranquila e chegamos em Cascavel às 21h40 e imediatamente já seguimos viagem para Ubiratã onde chegamos próximo das 23:00hs para finalizar em definitivo mais esta aventura.

Agora é tratar bem do ciático… porque
2026 só está começando. 😄🏃‍♂️


Agradecimentos especiais
ao Carlos, pela cortesia na inscrição; ao Fernando Matiussi, pela carona de ida e volta entre Ubiratã e Cascavel; e, principalmente, à minha esposa, por estar presente. Sua presença faz toda a diferença.


Segue abaixo mais algumas fotos:

Meu numeral já fixado na camiseta da Força Runners para representar o grupo do amigo Carlos.
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Com minha esposa durante o passeio nas vinícolas no sábado.
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Debaixo dos parreirais de Bituruna.
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Antes da largada.
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Com o amigo Carlos e sua esposa Vângela antes da prova.
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Com Gilmar Carvalho de Corbélia e o Sidney de Cascavel.
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“Logo nos primeiros quilômetros, a mente já assume o comando…
porque é ali que a prova realmente começa.”
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“Ali, sob os parreirais de Bituruna, não era apenas uma corrida… era a vida me testando — e eu, mais uma vez, escolhendo não parar.”
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“Braços abertos, sorriso leve…
porque no final, mais importante que o tempo, é a história que a gente constrói no caminho.”
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“Mais uma concluída… porque, mesmo nas dificuldades, eu escolhi seguir em frente.”
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Com o amigo Fernando que correu os 16kms e completou a prova em 1h14min24s e conquistou o 4º lugar na sua categoria.
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Pódio da categoria 40/49 anos nos 5kms.
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Mais um pódio em Bituruna.
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Os 5 primeiros colocados da categoria 40/49 anos nos 5kms.
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Os 10 primeiros colocados no geral masculino - 5kms.
A classificação geral até a data desta postagem poderia ser acessada no site da ChipTiming.
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Com a Vângela, o Carlos e a minha esposa.
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“Não era o meu melhor momento… mas foi na superação que encontrei força pra competir e voltar pra casa com mais um troféu que vale muito mais do que qualquer tempo no cronômetro.”
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“Mais do que qualquer troféu, o que realmente tem valor é ter ao meu lado quem faz cada conquista valer a pena.”
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Corrida Nº 268 - 4ª Corrida Porto a Porto - Porto Rico-PR (21dez2025)

Algumas provas ficam marcadas pelo resultado. Outras, pelo percurso. E existem aquelas que vão além do cronômetro, deixando lembranças que misturam amizade, desafio, dor, estratégia e superação.
A Corrida Porto a Porto foi exatamente esse tipo de prova.

“Não era apenas correr, era sobreviver ao sobe e desce implacável do percurso que não permitia distrações: ou você respeitava o trajeto, ou ele te vencia.”




Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 268
Nome da prova: 4ª Corrida Porto a Porto
Cidade: Porto Rico-PR
Data: Domingo, 21 de Dezembro de 2025
Distância: 13kms
Tempo: 53min48seg
Média por quilômetro: 4min08seg
Classificação geral: 16º lugar
Atletas no geral: 252 atletas concluintes
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 2º lugar
Atletas na categoria: 25 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 154 pódios
Pódios por classificação geral: 69 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 77 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 67


No dia
21 de dezembro, tive a oportunidade de participar, junto com grandes amigos, da 4ª edição dessa corrida que liga duas cidades, cruza paisagens incríveis às margens do Rio Paraná e coloca qualquer atleta à prova — não apenas fisicamente, mas também mentalmente.
Foi mais do que correr 13 quilômetros. Foi viver cada metro do percurso intensamente.

Saímos de
Ubiratã na tarde do dia 20 de dezembro, com o Fernando assumindo o volante e nos dando aquela força fundamental. Também vieram com a gente os amigos Lucas e Rafael, de Corbélia, além do Tite que se juntou ao grupo já lá em Goioerê.

Foram cerca de
quatro horas de viagem até chegarmos à Pousada O Porão, localizada literalmente às margens ao Rio Paraná. Uma pousada simples, mas muito bem organizada, confortável e com um custo excelente — apenas R$ 90 por pessoa e ainda tem um restaurante com a comida mais barata da região. Uma ótima escolha para quem quer passar um final de semana super agradável nas prainhas de Porto Rico.

Depois do check-in, demos uma breve caminhada pelos arredores e em seguida resolvemos ir até
Porto São José, local da chegada da prova. E foi ali que veio o primeiro susto: subidas… muitas subidas.
Mesmo sendo um atleta que treina bastante em terrenos inclinados, confesso que precisei rever o planejamento e os objetivos para a prova.
O percurso prometia cobrar caro.

Já de volta a
Porto Rico, fechamos a noite em uma pizzaria e, com sabedoria, retornamos cedo. Antes das 22h já estávamos recolhidos, porque o domingo prometia.

No domingo, dia
21, o pessoal acordou cedo. Por volta das 5h da manhã já estavam de pé. Eu acabei levantando um pouco mais tarde, quase às seis, já que a largada seria somente às 7h.

Café da manhã feito, desci e fui até o local da largada — praticamente em frente ao hotel — para um breve aquecimento. E foi ali que senti algo que me deixou em alerta:
uma dor mais forte nas costas, próxima à coluna, consequência de um probleminha no trabalho ocasionado cerca de dez dias antes e que já vinha incomodando nos treinos.

Durante o aquecimento pressionando as costas pra ver se a dor diminuía.


O aquecimento acabou sendo bem “meia boca”, feito mais na esperança de que a dor não evoluísse durante os
13 km do percurso.
A temperatura estava bem mais amena do que no dia anterior, quando os termômetros de Porto Rico chegaram aos 40°C. Ainda assim, o dia amanheceu com poucas nuvens e tudo indicava que o calor daria as caras mais tarde.

Me posicionei próximo à largada e, quando o atleta 
Vanderlei Cordeiro de Lima — padrinho, organizador e patrocinador da prova — acionou o megafone liberando a largada, partimos em disparada.
Com cerca de 100 metros de prova, já fizemos uma curva à direita e encaramos a primeira ladeira. Ela dava uma leve amenizada após uns 300 metros, apenas para se intensificar novamente logo em seguida.
Fechei o 
primeiro quilômetro em 4min10s, e contei 23 atletas à minha frente.

Na sequência, veio a primeira descida. Aproveitei para ganhar uma ou outra posição e fechei o
segundo quilômetro em 4min cravados. E, felizmente, até ali, nada das dores nas costas.
Com tantas subidas em tão pouco espaço, não havia tempo para pensar em mais nada além do sofrimento imposto pelo percurso. rsrs
E quando parecia que as descidas seriam um “respiro”, vinha o vento contra — que só piorava tudo, especialmente nas rampas seguintes. Um sobe e desce sem fim.
Ainda assim, o desempenho naquele início estava até que muito bem. Passei os 5 km em aproximadamente 21 minutos.

A partir dali, o objetivo ficou claro:
buscar o Oswaldo, de Maringá. Reconheci-o por conta da camiseta da Acorremar e sabia que ele era da minha categoria. E para ter chances mais reais de pódio, eu precisava, no mínimo, alcançá-lo e ultrapassá-lo.
Ele seguia cerca de 100 metros à frente. A “caça” estava lançada. kkkkk

Um pouco antes, entre os km
3 e 4, eu havia me juntado a um pequeno pelotão com outros três atletas. O ritmo era forte e constante, e isso ajudou bastante a manter a cadência e, aos poucos, reduzir a distância para o Oswaldo.

Até o
km 8, já havíamos ultrapassado de três a quatro corredores. Mas, aí, dois atletas do pelotão deram uma arrancada e abriram vantagem. Um outro acabou ficando para trás e eu mantive a cabeça fria e o foco total: alcançar o Oswaldo até o km 11, no máximo. Pois assim, eu teria os dois quilômetros finais para abrir vantagem.

Após o km
 9, ao iniciar mais uma subida, estava bem perto dele e a ultrapassagem veio logo na descida seguinte. Cumprimentei, trocamos algumas palavras rápidas e segui mantendo o ritmo.
Ao finalizar a descida, batemos no km 11. Era a hora de colocar a estratégia em prática. Mantive o foco ainda mais concentrado na subida e consegui abrir uma pequena vantagem.
No topo, veio a descida — e ali eu acelerei.

Passei pelo
km 12, acelerei ainda mais e ganhei mais uma colocação. Passei pelo Vanderlei, que orientava a entrada do trecho final, virei à esquerda e entrei por entre casinhas simples, mas de uma beleza incrível. Veio a última descida… e acelerei tudo o que ainda tinha.
E em uma parcial do garmin no km 12,75 passei com pace de 3min03s. É lógico que isso foi uma parcial do ritmo real no momento que foi por poucos metros, mas foi o suficiente para não dar chances ao azar. rsrs

Última curva à direita, depois à esquerda, e cruzei a linha de chegada em
Porto São José, completamente exausto, com o tempo de 53min48seg. Pace de 4min08s por km. Muito acima do que costumo manter em provas curtas. Mas, as adversidades do percurso não permitiram correr mais rápido.
Mas, ainda assim deu bom.

Quando saiu a classificação oficial, a notícia veio com sabor especial:
2º lugar na minha categoria perdendo por apenas 11 segundos para o campeão e o Oswaldo ficando em . Ou seja, minha estratégia em querer ultrapassá-lo não havia sido em vão. rsrs

A premiação foi simples — um troféu e
R$ 100,00 em dinheiro — mas extremamente significativa diante do nível e da dificuldade da prova.

No fim, pegamos o ônibus de volta para Porto Rico e retornamos para casa no final da tarde,
 levando na bagagem muito mais do que quilômetros corridos. Levamos experiências únicas de um percurso duríssimo, muitas histórias para contar, amizades fortalecidas e aquela sensação indescritível de ter vencido mais um grande desafio.”


Considerações finais sobre a Corrida Porto a Porto

✔️ Percurso extremamente difícil, com muitas subidas longas e íngremes com vento contra;
✔️ 4 pontos de hidratação durante o percurso e na chegada;
✔️ Hidratação final com água, isotônico, banana e até chopp;
✔️ Premiação em dinheiro para os 5 primeiros no geral e os 3 primeiros nas categorias (divididas de 5 em 5 anos);
✔️ Ônibus gratuito levando os atletas de volta do local da chegada até o local da largada;
Ponto negativo: ausência de guarda-volumes — algo fundamental em provas com largada e chegada em cidades diferentes.

A inscrição custou
R$ 75,00 + 1 kg de alimento, um valor muito justo pelo que a prova oferece.
Outro detalhe interessante: a cada edição, a largada muda de cidade. Em 2026, a largada será em Porto São José, com chegada em Porto Rico.

Pra finalizar, preciso mais uma vez deixar meu agradecimento especial aos Postos BCA, na pessoa do amigo José Bocalon, pelo apoio constante e fundamental. Um incentivo que faz toda a diferença para que eu siga acreditando, treinando e competindo em alto nível.


Segue abaixo algumas fotos:

Durante a caminhada em Porto Rico.
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Em Porto São José - local da chegada da prova.
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Meu numeral da prova.
Mais uma vez patrocinado pelos Postos BCA.
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Largada da prova quase em frente a pousada.
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Pouco antes da largada.
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Por volta do km 11 com o Rio Paraná ao fundo.
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Com os companheiros de viagem após a prova.
Lucas: 1h09min25seg
Rafael: 59min53se
Tutta: 53min48seg
Fernando: 55min53seg (3º na faixa etária)
Tite: 58min40seg
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Com o atleta olímpico e organizador da prova - Vanderlei Cordeiro de Lima.
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Pódio da categoria 45/49 anos.
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Os 10 primeiros colocados na categoria 45/49 anos.
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Os 20 primeiros colocados na classificação geral masculina.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser visualizada no site da chiptiming.
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Com o amigo Fernando Matiussi que foi 3º colocado em sua categoria.
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O troféu e a medalha da prova.
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Parciais de cada km.
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O belíssimo pôr do sol na prainha de Porto São José.





sábado, 13 de dezembro de 2025

Corrida Nº 265 - Maratona de Jurerê (Jurerê-SC) 02nov2025

CINCO SEMANAS.

Esse foi o tempo entre cruzar a linha de chegada da Maratona de Criciúma — a minha 43ª, completada em 2h49 sob muito esforço — e embarcar novamente rumo a mais um desafio de 42 quilômetros.
Cinco semanas apenas… e lá estava eu, com a mala na mão, a fé no peito e o coração pulsando pela 44ª maratona da minha vida.
E, mais uma vez, Santa Catarina seria o palco.
O mesmo estado onde no ano passado conquistei o 5º geral em Jurerê e ainda registrei meu recorde pessoal.
Mas desta vez a história seria outra.

"Sou o reflexo de cada quilômetro que não abandonei."



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 265
Nome da prova: Maratona de Jurerê
Cidade: Jurerê-SC
Data: Domingo, 02 de Novembro de 2025
Distância: 42,2kms
Tempo: 2h56min49seg
Média por quilômetro: 4min11seg
Classificação geral: 23º lugar
Atletas no geral: 488 atletas concluintes
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 2º lugar
Atletas na faixa etária: 62 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 150 pódios
Pódios por classificação geral: 67 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 75 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 454



Um atleta cansado, mas nunca derrotado 

O plano para 2025 em Jurerê não era voar.
O corpo já vinha pedindo descanso: meses seguidos de trabalho pesado, finais de semana sem pausa, treinos exaustivos, acúmulo de provas e a recente maratona em Criciúma ainda ecoando em cada fibra muscular.
Ainda assim, existia dentro de mim um objetivo silencioso, quase teimoso: correr abaixo das 3 horas novamente.
Se viesse algo abaixo das 2h50, melhor ainda. Mas o foco era honrar minha trajetória e fechar o ciclo de maratonas do ano em grande estilo. Mas, não buscar um novo recorde.

E assim começou a jornada rumo a Jurerê.

Na sexta-feira, dia 31 de outubro, às 15h15, deixei Ubiratã juntamente com minha esposa e enteado.
Ônibus para Campo Mourão. Depois, às 20:00 horas, o ônibus que nos levaria para Florianópolis.
Chegamos por volta das 8h30 da manhã do sábado.

Enquanto esperava um amigo chegar de São Bernardo do Campo, tomamos café ali mesmo, na rodoviária. Depois pegamos um outro ônibus e seguimos para Jurerê e fomos direto para a retirada do kit — e logo em seguida para a pousada Central Mar em Canasvieiras, onde felizmente o proprietário liberou o quarto antes do horário.

O kit da prova.


O dia seguiu leve: almoço, descanso, um tempo na beira-mar com a família e até a visita surpresa do irmão da minha esposa, que veio de Itajaí só para nos ver.
À noite, pizza… e cama depois das 22h.
Aquela era a calmaria antes da tempestade.

Acordei às 4h da manhã.
Um café rápido.
Mensagem para o Douglas e logo depois, o Marcos — que faria sua estreia em maratonas — passou para nos buscar.
Chegamos cerca de 40 minutos de antecedência.
Clima perfeito: friozinho leve, garoa fina, atmosfera de filme.

Nem levei a GoPro. A regra da Cbat era clara: acessório eletrônico poderia causar desclassificação. E eu não estava ali para correr riscos — estava ali para correr uma maratona. rsrs

Pronto para mais uma batalha.


Quando liberaram o acesso ao local de largada, procurei me posicionar perto do pórtico.
Na hora da largada, o pelotão de elite (que só tinha 7 atletas) largou cerca 20 segundos antes.
Achei desnecessário. Se eles são bons, tem que disputar de igual pra igual com nós amadores.
Mas, enfim ...

E, quando chegou a minha vez de largar…
Eu sabia: meu corpo não estava no nível do ano anterior, quando fiz 2h37 ali mesmo em Jurerê.
E sabendo disso, ajustei o Garmin para me avisar caso passasse de 3min50/km, mas o plano era controlar: correr perto de 4min/km na primeira metade e depois ajustar para algo como 4min15.

Km 1:
3:38
Km 2: 3:40

Sim, mais rápido que o planejado — mas fluía fácil, natural, sem esforço excessivo.
Logo no km 4 forma-se um grupo de aproximadamente seis atletas. No km 5 já estávamos fechados como um pelotão. Turnos espontâneos de liderança, incentivo mútuo, sincronia — parecia até que havíamos treinado juntos.

Não é só talento. É também muita garra.
Não é sorte. É muito treino e dedicação.
Não é pressa. É foco e determinação.


No km 10 passo com
38:30.
No km 15, perto de 57 minutos.
Um ritmo sólido, firme, esperançoso.
Mas maratona é uma prova que sempre cobra seu preço.

Depois do km 20, o grupo começou a se desfazer.
Alguns aceleraram, outros ficaram.

E eu comecei a sentir o cansaço chegar em ondas silenciosas.
Passei a meia com 1h21 — uma marca excelente, mas meu corpo já mostrava sinais de desgaste. Logo depois, meus quilômetros começaram a ultrapassar a barreira dos 4 minutos.

Km 26, 27, 28…
Vários trechos acima de 4min10.
Chego ao km 30 ainda num ótimo tempo total, mas com as reservas se acabando.
E então, como diria o Chico da Tiana: Dali pra frente foi só pra trás. kkkk

O corpo pediu socorro.
A mente lutou.
O coração não deixou eu parar.

Km 34: pace de 4:45.
Caminhei por uns 50 metros para tomar uma Coca-Cola.
O mundo girou, mas eu segui.

Km 38: mais uma caminhada curta e logo passei
 em frente à chegada — mas ainda precisava fazer o retorno final.
Doía a alma ver a linha de chegada tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe. rsrs

Km 40: quase passando mal.
Relógio marcando algo entre 2h44 e 2h45.
Eu estava “aéreo”, lutando comigo mesmo.

Um atleta me ultrapassa, vê meu sofrimento e me incentiva.
Era justamente o campeão da minha categoria.
No último retorno, vi o Edu Garcia do outro lado — que seria o terceiro da categoria - um incentiva o outro. 

E esse encontro, as palavras, aquela troca de energia
 reacendeu a chama e eu não caminhei mais.
Corri. Devagar, mas corri. kkkk
Com orgulho.
Com vontade.
Com a certeza de que desistir jamais seria uma opção.

Vinha exausto, quase no limite.
Fiz uma última curva a esquerda e entrei nos 200 metros finais e cruzei a linha de chegada com
2h56min49s.
Meu pior tempo em Jurerê.
Meu pior tempo em maratonas em Santa Catarina.
E, ainda assim … Uma das chegadas das quais mais me orgulhei.

Não por apenas ter completado mais uma maratona. Mas, por ver minha esposa ali, torcendo por mim.
E também por saber que naquele dia não venceu quem correu mais rápido.
Venceu quem não desistiu.
Venceu quem honrou o próprio limite.
Venceu quem, mesmo cansado e esgotado, correu com o coração.

E assim fui eu...

Sub-3 novamente.
Maratona nº 44 concluída.
2º lugar na categoria.

Nada — absolutamente nada — para reclamar.
Só agradecer.

"Cada passo foi muito difícil. Mas, o sorriso no rosto explica o final.
Batalha vencida."


Ao final, precisei de assistência médica. Minha pressão baixou.
Mas, logo já estava bem novamente e já pude continuar a hidratação. Jurerê dá show de hidratação.
Tem de tudo que um atleta possa imaginar.
Depois ainda, fiz um tratamento com uma "botas" que inflam - não sei o nome - mas foi super relaxante.

Por fim, fui aguardar a chegada dos novos maratonistas de Ubiratã.

O primeiro a chegar foi o Marcos que fez uma excelente estreia (3h51min55seg).
Depois a Natalie com 4h4min26seg e já estreou conquistando pódio. Ela foi a 2ª colocada em sua categoria.
Depois veio o Lucas com 4h49min14seg e por fim, Heliton que fez uma excelente preparação, mas acabou sentindo câimbras durante o percurso e acabou só administrando sua estreia até cruzar linha de chegada com 4h50min53seg.
Teve também o ultramaratonista, Vitor, de Ubiratã que fez os 21kms o sábado e fechou a prova em 1h56min51.

Orgulho demais dessa turma que leva nossa cidade cada vez mais longe.


Depois da batalha, o merecido descanso

Após a prova e a premiação, voltei ao hotel e aproveitei dois dias incríveis com a família nas praias de Canasvieiras.
Voltamos no dia 4 de novembro, levando na bagagem não só medalhas — mas memórias, aprendizados, superação e uma certeza: A maratona 44 não foi sobre tempo. Foi sobre caráter. Foi sobre resiliência. Foi sobre continuar.

E que venham as próximas, porque eu já nasci pronto.


Segue abaixo algumas fotos:

A bela camiseta e o meu numeral da prova.
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Completando minha 44ª maratona.
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Completada mais uma maratona.
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Os 30 primeiros colocados nos 42kms masculino.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser vista no site Runking.com.br.
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Pódio da categoria 45/49.
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"A dedicação aos treinos se transforma em desempenho - e o prazer da conquista completa tudo."
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Os 10 primeiros colocados da faixa etária 45/49.
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"Cada maratona completada carrega uma emoção diferente, muito orgulho e uma felicidade que não se explica."
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Com o amigo ubiratanense Marcos. Estreante em maratonas.
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Com o amigo Douglas de São Bernardo do Campo.
Ele completou a maratona com 4h59min01seg.
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Galera de Ubiratã em Jurerê.
Rafaela, Lucas, Leide, Tutta, Heliton, Lucas, Natalie, Matheus e Vitor.
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A medalha da prova.
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O troféu.