terça-feira, 20 de outubro de 2026

Corrida Nº 276 - 19º Desafio de Equipes - Cascavel-PR (19jul2026)

Uma semana inteira lutando contra uma gripe forte. Sete dias sem treinar, noites mal dormidas, dor de garganta, tosse e uma quantidade de medicamentos que parecia não ter fim. Definitivamente, não era o cenário que eu imaginava para chegar a Cascavel e encarar mais uma edição do Desafio de Equipes. Mas a paixão pelo atletismo tem dessas coisas: nem sempre encontramos as condições ideais, e é justamente nesses momentos que descobrimos a força que ainda existe dentro de nós.

“Nem sempre estaremos nas melhores condições, mas precisamos estar sempre dispostos a dar o nosso melhor e lutar até o fim.”



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 276
Nome da prova: 19º Desafio de Equipes
Cidade: Cascavel-PR
Data: Domingo, 19 de Julho de 2026
Distância: 7kms
Tempo: 25min33seg
Média por quilômetro: 3min39seg
Classificação geral entre todos os atletas: 23º lugar
Atletas no geral: 202 corredores
Classificação geral entre os atletas das equipes mista: 4º lugar
Atletas masculinos nas equipes mistas: 111 corredores
Colocação dentro da equipe: 3º lugar
Atletas masculinos na equipe: 3 atletas
Classificação geral da equipe: 1º lugar
Total de equipes mistas: 37 equipes
Número de pódios (fora de Ubiratã): 159 pódios
Pódios por classificação geral: 72 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 78 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 9 pódios
Número de peito: 306


Mais uma vez, fui representar a equipe Edu Antunes no Desafio de Equipes em Cascavel, agora vivendo uma experiência inédita na minha trajetória dentro da competição: pela primeira vez, integrando uma equipe mista. Ou seja, equipe com 3 homens e 3 mulheres.

A expectativa quanto ao meu desempenho era pequena. Eu sabia que estava longe da minha melhor condição física e não tinha como prever a resposta do corpo depois de uma semana tão complicada. Conversei com o Edu, expliquei a situação e, mesmo diante das incertezas, ele confiou em mim e me deu a oportunidade de fazer parte do time. Aquela confiança tinha um peso especial. Eu precisava honrá-la da melhor maneira possível.

Às 2h20 da madrugada, saí de casa com minha esposa, que iria prestigiar a prova. Seguimos para a rodoviária de Ubiratã e, às 3h05, embarcamos no ônibus da empresa Penha rumo a Cascavel. Chegamos por volta das 5h30 e fomos direto para o Lago Municipal, palco deste desafio.

A temperatura estava excelente para correr, mas o vento forte já dava sinais de que os sete quilômetros não seriam tão simples. Naquele momento, eu não fazia ideia do que conseguiria entregar. Depois de tantos anos no atletismo, aprendi que experiência não significa ter todas as respostas. Significa saber lidar com as incertezas, respeitar as condições do momento e estar preparado para lutar com aquilo que temos à disposição.

Então veio a largada...

E, como acontece tantas vezes, bastaram os primeiros passos para que a cabeça mudasse de lugar. A gripe, os medicamentos, as noites mal dormidas e os dias sem treinamento ficaram momentaneamente para trás. Minha concentração estava na corrida, no ritmo e em cada metro do percurso.

O primeiro quilômetro saiu em 3min30s. Forte, muito forte para quem havia passado por uma semana daquelas. Tentei controlar o entusiasmo e encontrar um ritmo mais adequado à minha condição, mas o segundo quilômetro veio ainda mais rápido: 3min28s.

O corpo parecia responder melhor do que eu esperava, e isso renovava minha confiança. Porém, a corrida sempre cobra atenção. No quilômetro seguinte, encontrei uma combinação difícil: vento contra e subida. O ritmo despencou para perto dos 3min50s, e ali foi preciso aceitar o desafio, ajustar a passada e continuar brigando. Nem todo quilômetro será bonito no relógio. Alguns exigem mais força mental do que velocidade, e são justamente esses que colocam à prova a nossa capacidade de seguir em frente.

“O corpo não estava nas melhores condições, mas as passadas mostravam que a vontade de competir continuava intacta.”


Quando entrei na pista do Lago Municipal, consegui estabilizar o ritmo e segui na casa dos 3min40s a 3min45s. Não era uma média tão boa como eu gostaria, mas para o momento foi o que fui capaz de fazer e mesmo assim fui recuperando posições e com isso a linha de chegada ia ficando cada vez mais perto. Sei que não havia espaço para lamentar a semana perdida ou pensar no que poderia ter sido diferente. Restava aproveitar cada força disponível e entregar o melhor que aquele dia permitia.

Ainda encontrei forças no último quilômetro para acelerar e fechar em 3min37s e cheguei para cruzar a linha de chegada com o tempo de 
25min33s nos sete quilômetros, mantendo um pace médio de 3min39s/km.

“Nem mesmo a última subidinha do percurso foi capaz de diminuir o ritmo. A passada continuou forte, porque, mesmo longe das condições ideais, eu não tinha ido até ali para brincar!”


Um resultado excelente diante das circunstâncias!
Eu havia chegado à prova sem saber como o organismo reagiria e terminei mostrando que, mesmo longe da condição ideal, ainda era possível competir em alto nível. Não foi uma corrida construída em uma semana perfeita de preparação. Foi uma resposta de quem carrega anos de experiência, disciplina, constância e uma vontade enorme de continuar evoluindo.

Entre todos os atletas classificados, terminei na
23ª colocação geral. Já entre os atletas que integravam as equipes mistas, conquistei o 4º lugar individual. E, dentro da própria equipe Edu Antunes, fui o terceiro homem mais bem colocado. Ou seja, fui o último entre os três homens da nossa equipe! rsrs.

Mas, brincadeiras à parte, esse resultado também tem seu valor. Eu sabia das condições em que havia chegado àquela prova e do quanto precisei superar para entregar aquele desempenho. Não estava na minha melhor forma, mas fiz a minha parte e contribuí para o objetivo que nos unia.

E é justamente aí que o esporte coletivo mostra uma de suas maiores belezas: nem sempre precisamos ser o destaque individual para fazer parte de algo grandioso. Cada atleta tem sua importância, cada resultado conta e cada integrante precisa cumprir seu papel para que o objetivo comum se torne realidade.

Meu nome não estava no topo da classificação individual, mas estava entre aqueles que ajudaram a construir uma conquista histórica.
E isso também tem muito valor.

E, se pra mim o desempenho individual já havia sido motivo de satisfação, o que veio depois tornou aquele dia ainda mais especial.
A equipe Edu Antunes conquistou o título geral na categoria mista, da qual fiz parte, e protagonizou um feito histórico nas 19 edições do Desafio de Equipes: campeã geral nas três modalidades disponíveis — masculina, feminina e mista!

Uma conquista extraordinária, construída pela união, pela dedicação e pelo comprometimento de cada integrante. Quando o resultado coletivo alcança uma dimensão dessas, a alegria vai muito além do troféu. É a satisfação de saber que cada um contribuiu com aquilo que tinha de melhor para colocar o nome da equipe no lugar mais alto do pódio.

Equipes: Masculina, Mista e Feminina - campeões gerais.


Foi festa, comemoração e a sensação de ter vivido algo realmente marcante!

No encerramento, veio o troféu, simples, como costuma acontecer nos desafios de equipes, mas carregando um significado que vai muito além do valor material.
Também houve uma pequena premiação em dinheiro: R$200 que já ajudou em parte das despesas.

Para mim, aquele pódio representava uma vitória contra as dúvidas que levei de casa, contra as limitações daquela semana e contra a incerteza de não saber como seria capaz de competir.

Eu não estava 100%. Não tinha a preparação que gostaria, tampouco as condições ideais para correr. Mas não usei isso como desculpa para desistir. Fui, encarei o desafio e entreguei o que estava ao meu alcance. E saí de Cascavel com um excelente resultado individual e fazendo parte de uma equipe campeã.

É assim que venho construindo minha trajetória no atletismo: uma prova de cada vez, aprendendo com os dias bons e, principalmente, com aqueles dias em que tudo parece mais difícil. Quem corre há tantos anos sabe que a evolução não acontece apenas nos treinos perfeitos ou nas competições em que tudo dá certo. Ela também nasce nos momentos de incerteza, quando precisamos adaptar os planos, controlar as expectativas e encontrar forças para continuar.

Meu agradecimento especial ao Edu Antunes, pelo convite, pela confiança e pela oportunidade de integrar essa equipe extraordinária. Minha gratidão também a todos os companheiros de equipe, pela garra, pela determinação e pelo espírito de união que fizeram dessa conquista um momento inesquecível. Parabéns a todos por esse resultado histórico!

Voltei para casa com a satisfação de quem fez o que precisava ser feito, mesmo sem estar nas melhores condições. Mais uma experiência para guardar na memória e mais um capítulo de uma caminhada que continua sendo escrita com suor, persistência e paixão pelo esporte.

Porque a verdade é que nem sempre estaremos bem. Haverá semanas difíceis, dores, imprevistos e momentos em que a confiança parecerá menor do que os desafios à nossa frente. Nessas horas, precisamos ter sabedoria para respeitar nossos limites, mas também coragem para não permitir que as dificuldades decidam tudo por nós.

Nem sempre podemos escolher as condições em que vamos lutar, mas podemos escolher a atitude com que enfrentaremos cada desafio.

Naquela manhã, em Cascavel, eu não cheguei à largada na minha melhor forma. Cheguei com dúvidas, limitações e uma semana difícil nas costas. Mas cruzei a linha de chegada com um excelente resultado e a alegria de fazer parte de uma conquista histórica.

E é isso que levo comigo: não precisamos estar sempre no nosso melhor para dar o nosso melhor.

Às vezes, a maior vitória não é correr como gostaríamos. É encontrar forças para continuar, confiar na nossa trajetória e descobrir que ainda somos capazes de surpreender a nós mesmos.

Enquanto houver vontade de lutar, haverá uma oportunidade de superar limites.
E enquanto houver paixão pelo que fazemos, sempre existirá um motivo para seguir em frente!


Segue abaixo mais algumas fotos:
 
Antes da prova.
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Depois da prova.
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Equipe Mista Campeã com o treinador Edu Antunes.
Matheus: 24min59s
Marcelo: 24min35s
Tutta: 25min33s
Clarice: 31min14s
Camila: 31min04s
Hikari: 33min47s
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Equipe Edu Antunes.
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Troféu e medalha da prova.
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Os 10 primeiros colocados gerais dentre os atletas das equipes mistas.
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Até a data desta publicação a classificação completa do evento poderia ser visualizada no site rodrigocirilo.com.br


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