Mostrando postagens com marcador corrida max fit. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corrida max fit. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Corrida Nº 277 - 3ª Corrida da Academia Max Fit - Corbélia-PR (30ago2026)

Hoje foi dia de colocar à prova a preparação, a resistência e a vontade de seguir brigando por um objetivo. Corbélia recebeu a 3ª edição da Corrida da Academia Max Fit, válida pela segunda etapa do Circuito de Corridas de Corbélia, e eu cheguei sabendo que tinha uma disputa importante pela frente.

"Quando os treinos treinos não entregam o esperado. É a força de lutar que faz a diferença!"



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 277
Nome da prova: 3ª Corrida da Academia Max Fit
Cidade: Corbélia-PR
Data: Domingo, 30 de Agosto de 2026
Distância: 10kms
Tempo: 36min31seg
Média por quilômetro: 3min39seg
Classificação geral: 2º lugar
Atletas no geral: 56 concluintes
Número de pódios (fora de Ubiratã): 160 pódios
Pódios por classificação geral: 73 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 78 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 9 pódios
Número de peito: 330


Depois do vice-campeonato na primeira etapa, dois objetivos estavam na minha cabeça: tentar correr na casa dos 35 minutos baixo e vencer o Luiz Antônio, de Nova Aurora, para igualar a pontuação e deixar a decisão do circuito completamente aberta para a última etapa, em dezembro.

Mas a preparação não foi como eu gostaria. Principalmente nas últimas duas semanas os treinos não renderam bem, e eu sabia que precisaria encontrar forças durante a prova para compensar o que não havia conseguido construir nos treinos. Em uma disputa assim, não basta querer. É preciso saber sofrer, insistir e aproveitar cada oportunidade que aparece pelo caminho.

Saí de Ubiratã por volta das 5h30, com minha esposa e com parte da galera da equipe Ubira Run, em uma van alugada para a viagem. Chegamos com bastante antecedência em Corbélia, e minha primeira missão foi procurar o amigo Valmir Marasca, o Tite, que havia retirado o meu kit no dia anterior.
Com tudo organizado, era hora de deixar as conversas de lado, concentrar a cabeça e me preparar para mais uma batalha.

Me posicionei entre os primeiros do pelotão e, assim que a largada foi dada, saí forte. O primeiro quilômetro veio em 3min23s. Luiz Antônio emparelhou comigo, e seguimos lado a lado até o km 4, quando ele começou a abrir uma pequena vantagem. Mas, continuei na cola, tentando administrar o esforço sem deixar a disputa escapar.

Lado a lado, campeão e vice na 1ª etapa, compartilhando a mesma paixão pela corrida, mas cada um com seus objetivos e uma corrida inteira pela frente."


Mas a corrida ganhou um novo ingrediente: Matheus, que não havia participado da primeira etapa e chegou para tornar a briga ainda mais acirrada. Ele assumiu a liderança, Luiz vinha em segundo e eu ocupava a terceira colocação. A disputa estava longe de ser apenas uma corrida contra o relógio. Cada posição tinha um peso na classificação do circuito.

Passei pelos 5 km em 18min09s. Naquele momento, comecei a perceber que chegar nos 35 minutos seria uma tarefa muito mais difícil do que eu gostaria. Ainda faltava metade da prova, e o corpo já dava os primeiros sinais de cansaço. Eu sabia que precisaria administrar o desgaste e encontrar forças para sustentar o ritmo, porque a segunda metade ainda prometia exigir bastante de mim.

No km 7, mesmo registrando um ritmo próximo dos quatro minutos, consegui me aproximar novamente do Luiz. Percebi que ele também começava a sentir o desgaste. Em meio àquela disputa direta pelo título, aconteceu uma situação que mostra o respeito que existe entre nós: ele me incentivou a seguir em frente. Respondi que também estava no limite e que ele poderia continuar. Mas nenhum dos dois estava disposto a entregar a posição facilmente.

Pouco depois, quase vencendo uma subida mais leve para entrar em um retão, percebi que seu ritmo havia caído bastante. Era a oportunidade que eu precisava. Fiz a ultrapassagem e comecei a construir uma pequena vantagem.

No último retorno, faltando pouco mais de dois quilômetros, eu já havia aberto cerca de 50 metros. Naquele momento a segunda colocação estava nas minhas mãos, mas ainda não era hora de relaxar. Tentei acelerar para aumentar a distância, só que as pernas pareciam travadas. O corpo já cobrava o preço do esforço, e cada passada exigia mais vontade do que conforto.

Mesmo assim, consegui fechar aquele quilômetro 9 em 3min39s.

O Matheus seguia bem à frente, e naquele momento a possibilidade de alcançá-lo parecia distante. Precisava ser inteligente: se não dava para buscar a vitória, era fundamental defender o segundo lugar e garantir os 15 pontos necessários para continuar na briga pelo título.

Então veio o último quilômetro.

A distância minha para o Luiz era grande. Mas não podia relaxar. Era hora de buscar o que ainda restava. Mesmo com as pernas pesadas, reuni as forças que tinha e parti para cima. Não queria apenas administrar a vantagem. Queria terminar forte, honrando o esforço de cada quilômetro percorrido até ali.

Forcei e fechei o km 10 em 3min24s e cruzei a linha de chegada na segunda colocação geral, com o tempo de 36min31s.

"A linha de chegada marca o fim de uma prova, mas é todo esforço pelo caminho que dá sentido a cada passo que foi dado!"



Não foi o tempo que eu havia planejado. O objetivo era baixar para os 35 minutos, só que dessa vez não consegui. Mas uma corrida não se resume ao número que aparece no relógio.
O percurso não é tão difícil mas, depois de algumas semanas de treinos abaixo do esperado, consegui reagir nos momentos decisivos, ultrapassar um adversário direto e terminar com um ritmo forte. E, principalmente, alcancei o resultado de que precisava para manter vivo o sonho do título.

Com esse segundo lugar, empatei a pontuação com Luiz Antônio (30 a 30) e levei a decisão para a última etapa, em dezembro. Matheus, vencedor da prova, conquistou seus primeiros 20 pontos e também entrou na disputa.

Agora, a matemática do circuito me deixa em uma situação favorável: se eu terminar à frente do Luiz e apenas uma colocação atrás do Matheus, conquisto o título mesmo sem ter vencido nenhuma das etapas. Mas não vou para a última corrida pensando apenas em fazer contas. Vou tentar vencer. Sei que estarei vindo de uma maratona disputada duas semanas antes, e isso pode pesar nas pernas. Ainda assim, enquanto houver chance, vou competir para buscar o melhor resultado possível.

Porque quem conhece a rotina de um atleta sabe que nem sempre os treinos encaixam, nem sempre o corpo responde como gostaríamos e nem sempre o resultado aparece exatamente como planejamos. A diferença está na capacidade de continuar trabalhando, aprender com cada experiência e chegar à largada disposto a dar o melhor que tem naquele dia.

Depois da prova, vieram a resenha, o pódio e a viagem de volta para casa. Momentos que também fazem parte do esporte e que tornam cada competição especial.

“O pódio é o reconhecimento de uma corrida construída com esforço, persistência e a vontade de seguir evoluindo, mesmo quando a preparação não sai como planejado.”



Meu agradecimento ao amigo Valmir Marasca, o Tite, pela retirada do meu kit; à Layla, por toda a correria e por conseguir a van para nosso transporte; à Clínica Bem Estar, pelo trabalho de fortalecimento e recuperação; à minha esposa, aos amigos e amigas que estão sempre na torcida, incentivando e acreditando junto comigo.

Agora é voltar à rotina, seguir na preparação e ajustar o que precisa ser ajustado. Dezembro vai exigir cabeça forte, estratégia e disposição para lutar até o último quilômetro.

**A disputa está empatada. O título continua em aberto. E eu sigo na luta.**

Porque a trajetória de um atleta não é construída apenas nas vitórias ou nos dias em que tudo dá certo. Ela também se fortalece nas provas em que as pernas pesam, os planos mudam e é preciso encontrar forças para continuar.

E é assim que sigo escrevendo a minha história: um treino de cada vez, uma corrida de cada vez, sem deixar que as dificuldades decidam até onde posso chegar.



Segue abaixo mais algumas fotos:

Antes da prova.
.
.

Depois da prova.
.
.

Com minha esposa antes da prova.
Ela completou os 5kms com 34min06s.
.
.

Grande parte de atletas de Ubiratã com alguns amigos de Corbélia e região.
.
.

Pódio geral masculino dos 10kms.
.
.

Os 15 primeiros colocados na classificação geral masculina dos 10kms.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser acessada no site Rodrigo Cirilo.
.
.

Com o Magaiwer que fechou os 10kms com 55min17s e foi campeão da sua categoria e o amigo Tite de Corbélia que marcou 18min49s nos 5kms e também foi campeão de sua categoria.
.
.

Já em Ubiratã com o Magaiver e o Osmir que fez 21min01s nos kms e se sagrou campeão da sua categoria.
.
.

Galera que foram com a van.