Entre desafios e uma disputa intensa até a linha de chegada, o objetivo de correr abaixo dos 36 minutos foi alcançado, com direito à sétima colocação geral, título da categoria e a satisfação de reencontrar meu melhor ritmo nos 10 km no ano.
"Uma meta traçada, um objetivo perseguido e a satisfação de cruzar a linha de chegada com a missão cumprida."
Segue os dados gerais da prova:
Corrida número: 278
Nome da prova: Corrida Arena Conceito Fitness
Cidade: Assis Chateubriand-PR
Data: Domingo, 13 de Setembro de 2026
Distância: 10kms
Tempo: 35min07seg
Média por quilômetro: 3min30seg
Classificação geral: 7º lugar
Atletas no geral: 96 concluintes
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 1º Lugar
Atletas na faixa etária: 18 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 161 pódios
Pódios por classificação geral: 73 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 79 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 9 pódios
Número de peito: 112
A manhã deste domingo (13/09/26) começou cedo, ainda antes de o sol aparecer por completo. Às 5h15, saí de Ubiratã rumo a Assis Chateaubriand, acompanhado da minha esposa, do pastor Jorge e da Jocastra com seu marido, que gentilmente nos deram carona. O destino era a Corrida Arena Conceito Fitness, e eu levava comigo um objetivo bem definido: correr os 10 km abaixo dos 36 minutos e melhorar meus resultados nas provas dessa distância em 2026, que até aqui ainda não haviam correspondido às minhas expectativas.
As últimas semanas de treinamento trouxeram sinais positivos. Eu vinha trabalhando para recuperar o ritmo, ganhar confiança e voltar a encontrar boas sensações durante as provas. O percurso plano e a temperatura agradável, na casa dos 16 graus, eram condições favoráveis. Tudo indicava que aquela poderia ser uma manhã especial. Restava transformar a preparação em resultado.
Chegamos com aproximadamente 40 minutos de antecedência em relação à largada, prevista para as 7h. Mas o que deveria ser uma espera tranquila acabou se prolongando. Muitos atletas ainda não haviam retirado os kits no dia anterior, as filas ficaram enormes e a organização precisou adiar a largada em quase 40 minutos. Um atraso considerável, que acabou exigindo paciência antes mesmo de começarmos a correr.
Com minha esposa antes da largada.
Quando finalmente tudo ficou pronto, procurei me posicionar o mais à frente possível do pelotão. Em uma prova de 10 km, na qual cada segundo faz diferença, largar muito atrás pode significar perder um tempo precioso.
E assim que o sinal foi dado, parti forte, determinado a aproveitar cada quilômetro e colocar em prática aquilo que vinha construindo nos treinos.
O primeiro quilômetro saiu em 3min20s. Um começo forte, dentro da estratégia. No segundo, entretanto, algo não saiu como esperado: sem nenhuma subida que justificasse uma mudança tão grande, o ritmo caiu para perto de 3min40s. Não era o que eu queria, mas não havia tempo para ficar procurando explicações. Era preciso seguir em frente, recuperar o ritmo e manter a cabeça no lugar.
Naquele momento, eu tinha 12 atletas à minha frente, mas ainda não conseguia ter uma noção exata da minha colocação nos 10 km. Como as largadas das provas de 5 e 10 km haviam acontecido simultaneamente, o pelotão estava misturado, e eu não sabia quantos daqueles corredores disputavam a mesma distância que eu. Pela dinâmica da prova, imaginava que pelo menos metade estivesse nos 5 km.
O ritmo seguia bem forte e trazia comigo o amigo Alfredo. Um dos melhores corredores de 5kms que Ubiratã já teve. Apesar de ter sentido uma lesão durante a prova ele fechou a prova com 18:25 e foi campeão de sua categoria.
A confirmação da minha colocação começou a chegar quando atingimos a marca de 2,5 km, ponto em que os atletas da distância menor fizeram a conversão para retornar. Vi cinco deles virarem, e a conta ficou mais clara: dos 12 corredores que estavam à minha frente, cinco seguiam para completar os 5 km. Restavam, portanto, sete atletas à frente na disputa dos 10 km. Naquele momento, eu era o oitavo colocado entre os corredores da minha distância, mas ainda havia muita prova pela frente e oportunidades de avançar.
Continuei firme, buscando manter o ritmo e a regularidade.
Antes mesmo de completar o quinto quilômetro, consegui ultrapassar um dos atletas que estava à minha frente e assumi a sétima colocação. Era um movimento importante, mas precisava sustentar aquela posição. Logo após a marca dos 5 km, no trecho de retorno, encontrei uma leve subida que exigiu atenção e força. Mantive o foco para abrir vantagem sobre o corredor que acabara de ultrapassar, enquanto procurava me aproximar do sexto colocado, que seguia à frente, ainda ao meu alcance.
Quando completei os primeiros 5 km, o relógio marcava menos de 17min30s. Eu estava dentro do objetivo que havia traçado para aquela manhã.
A primeira metade da prova tinha sido intensa, mas ainda era preciso administrar o esforço e encontrar forças para sustentar o ritmo até a chegada.
À minha frente estavam atletas de altíssimo nível. Era uma prova de grande qualidade técnica, com corredores fortes e experientes. Buscar os primeiros colocados não seria uma tarefa realista naquele cenário, mas isso não diminuía em nada a importância da minha corrida. Eu tinha uma meta pessoal a cumprir, um tempo a buscar e uma posição a defender. E era nisso que precisava concentrar minhas forças.
Segui firme, controlando o esforço e procurando manter a regularidade. Depois da metade da prova, continuei na cola do sexto colocado. A possibilidade de ganhar mais uma posição permanecia viva, e eu sabia que precisaria aproveitar cada oportunidade nos quilômetros finais.
Foi então que chegou o momento de exigir um pouco mais do corpo. Nos dois últimos quilômetros, consegui acelerar e registrar parciais na casa dos 3min23s e 3min24s. Entreguei o que tinha naquele trecho decisivo, mas o atleta à minha frente também aumentou o ritmo e conseguiu sustentar a vantagem. Não foi possível alcançá-lo.
Ao mesmo tempo, eu precisava continuar atento a quem vinha atrás. A reta final virou uma disputa de resistência, concentração e força de vontade: ele acelerava para manter sua posição, enquanto eu fazia o necessário para defender a minha. Não havia espaço para relaxar antes da linha de chegada.
No final, já sem chances de ganhar a sexta colocação e sabendo que tinha uma vantagem boa para o oitavo colocado me permiti reduzir um pouco e cheguei para cruzar a chegada na sétima colocação geral, com o tempo de 35min07s.
Naquele instante, a satisfação vinha de saber que o trabalho das últimas semanas havia dado resultado. Eu tinha chegado a Assis Chateaubriand com a meta de correr abaixo dos 36 minutos e melhorar minhas marcas do ano nessa distância. E consegui. Mais do que o tempo no relógio, levei comigo a confirmação de que a dedicação aos treinos pode mudar o rumo de uma temporada que ainda não havia entregado os resultados que eu procurava.
E a manhã reservava mais um motivo para comemorar: subi ao pódio como campeão da minha categoria e ainda recebi uma premiação de R$ 150. Um resultado que valorizou ainda mais a participação e coroou uma corrida da qual saí muito satisfeito.
A sétima colocação geral, diante de um pelotão tão qualificado, também merece ser valorizada. Nem sempre a melhor maneira de medir uma prova é olhar apenas para quem chegou primeiro. Às vezes, a vitória mais importante está em conseguir executar o próprio plano, superar as dificuldades que aparecem pelo caminho e terminar sabendo que o esforço valeu a pena. E naquela manhã, consegui fazer isso.
Ao longo de tantos anos correndo, aprendi que a evolução não acontece em linha reta. Existem provas em que o resultado fica aquém do esperado, períodos em que o ritmo parece não encaixar e momentos em que é preciso ter paciência para reconstruir a confiança. O que faz diferença é continuar trabalhando, sem permitir que os resultados anteriores determinem aquilo que ainda somos capazes de alcançar.
A Corrida Arena Conceito Fitness foi mais um passo nessa caminhada. Os 35min07s não representam apenas um número: são a recompensa por semanas de dedicação e um sinal positivo para os próximos desafios. Sigo buscando evolução, porque ainda tenho objetivos a cumprir e muita vontade de continuar competindo.
Com minha esposa após a prova.
Ela completou os 5kms com 34min03seg.
Sobre a organização, o percurso merece elogios: muito plano e excelente para correr rápido. Por outro lado, o atraso de quase 40 minutos na largada foi um ponto negativo, assim como a qualidade das medalhas e dos troféus, que ficou a desejar. São aspectos que merecem atenção para que os atletas tenham uma experiência à altura do esforço que dedicam à competição.
Por outro, a premiação em dinheiro tanto no geral como nas categorias por faixas etárias é algo a ser elogiado.
Pra finalizar, deixo o meu agradecimento ao grupo Pace da Amizade, pela cortesia na inscrição viabilizada junto à Cooperativa Integrada, e à Jocastra e seu marido, pela carona na ida e na volta. O apoio e a parceria de pessoas que ajudam a tornar essas experiências possíveis também fazem parte da história de cada corrida.
Volto para casa com o objetivo cumprido, o título da categoria e a satisfação de ter encontrado novamente um bom ritmo nos 10 km. A caminhada continua, com os pés no chão, a cabeça erguida e a mesma disposição de sempre para buscar o próximo desafio.
Porque a experiência ensina que nem toda prova será perfeita, nem todo resultado virá no momento esperado. Mas, enquanto houver disposição para treinar, coragem para competir e humildade para continuar aprendendo, sempre haverá uma nova oportunidade de mostrar do que somos capazes.
Segue abaixo mais algumas fotos:
Antes da prova.
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Com o pastor Jorge que completou os 5km em 21min56s e foi campeão da sua categoria e com o Wellington que completou os 10kms com 40min23s.
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Com Edelson Ávila, campeão dos 10kms com 29min52 e minha esposa.
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O pódio da categoria 45/49 para coroar a excelente participação na prova.
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Os 10 primeiros colocados nos 10kms masculino.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser acessada no site apure.net.br.












