quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Corrida Nº 267 - 3ª Etapa do Circuito Noturno Cidade das Flores - Corbélia-PR (04dez2025)

Com o vice-campeonato geral praticamente assegurado e sem chances matemáticas de alcançar o líder do Circuito Noturno Cidade das Flores, a ideia inicial ao seguir para Corbélia era simples: correr solto, controlar o ritmo e não forçar nesta última etapa. Mas quem corre sabe… quando a largada é autorizada, qualquer plano mais conservador fica para trás. A adrenalina fala mais alto, o coração acelera e a vontade de dar o melhor sempre vence.

"Enquanto as luzes decoravam a cidade, eu decorava a minha história." 



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 267
Nome da prova: 3ª Etapa do Circuito Notuno Cidade das Flores
Cidade: Corbélia-PR
Data: Quinta-feira, 04 de Dezembro de 2025
Distância: 12kms (que na verdade deu 11,890mts)
Tempo: 43min41seg
Média por quilômetro: 3min40seg
Classificação geral: 2º lugar
Atletas no geral: 30 atletas concluintes
Classificação no Circuito: 2º lugar
Número de pódios (fora de Ubiratã): 153 pódios
Pódios por classificação geral: 69 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 76 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 1204



Na
quinta-feira, 4 de dezembro de 2025, foi realizada a 3ª e última etapa do Circuito Noturno Cidade das Flores, em Corbélia.
Assim como na edição anterior, o ponto de encontro foi a Cical Materiais de Construção, onde encontrei com o Fernando, que mais uma vez nos salvou com a carona até a prova. O Magaiwer já estava por lá e, após as 18 horas, o Riki e sua namorada Rafaela se juntaram a nós.
Grupo completo, energia lá em cima e pé na estrada.

Chegamos ao local da largada por volta das 19 horas. O Tite logo veio ao nosso encontro com os kits, facilitando tudo. O ritual foi rápido e objetivo: numeral preso na camiseta, aquecimento leve, concentração e posicionamento para a largada, que aconteceu pontualmente às
19h30.

O percurso apresentou uma pequena mudança no início. A largada aconteceu em frente ao
Centro de Eventos, onde aconteceria, naquele mesmo final de semana, a festa de aniversário da cidade. Após os primeiros metros, passamos em frente ao estádio, subimos em direção ao ginásio de esportes e, a partir dali, o trajeto seguia praticamente igual ao das etapas anteriores, com exceção de um retorno feito duas quadras antes lá na avenida principal.

Ciente de que o Robson — vencedor das duas primeiras etapas — era muito forte e, ao mesmo tempo, tranquilo em relação ao Weverson, terceiro colocado na classificação geral no circuito, ajustei o Garmin para um ritmo médio de
3min45seg/km. Porém, já nos quilômetros iniciais, o corpo respondeu melhor do que o esperado. O ritmo naturalmente caiu para a casa dos 3min40seg/km.

Os três primeiros quilômetros foram cravados exatamente nesse pace. Logo no km inicial, apareci como
5º colocado geral, mas considerando que as provas de 6 km e 12 km largaram juntas, três daqueles atletas estavam na distância menor. Na prática, eu ocupava a segunda colocação geral nos 12 km. Mantive o foco, encaixei o ritmo e segui firme no batidão.

Sem perceber, o pace ainda melhorou:
3min38 no km 4, 3min34 no km 5 e novamente 3min38 no km 6, fechando a primeira volta com um tempo sólido e consistente de 21min50seg.

Na segunda volta, sem ameaças diretas e com a vice-liderança bem controlada, reduzi levemente o ritmo e optei pela constância, administrando a prova com inteligência até cruzar a linha de chegada com o tempo de
41min43seg para os 11.890 metros.
E já tinha percebido que a marcação não havia fechado corretamente e após a chegada, segui correndo mais alguns metros para completar oficialmente os
12 quilômetros com o tempo de 44min11seg. Subindo assim o pace médio para 3min41.

Depois, veio aquele momento clássico e merecido: resenha, hidratação e, claro, os
dois pódios da noite. Primeiro, o pódio da etapa. Em seguida, o pódio do circuito, coroando a regularidade ao longo das três provas, com direito a uma premiação de R$ 500,00 — ainda que, desta vez, o valor tenha sido simbólico no momento, ficando o pagamento real para semanas depois. Um detalhe que tirou um pouco da perfeição do evento, já que tradicionalmente as provas em Corbélia sempre realizaram o pagamento na hora. E desta vez, isso aconteceu somente 18 dias depois. Ou seja, no dia 22 de dezembro, o pagamento caiu na conta..

Por fim, deixo os meus
agradecimentos especiais aos Postos BCA, do amigo José Bocalon, ao Fernando Matiussi, fundamentais com as caronas ao longo das três etapas e ao Tite, por sempre agilizar o recebimento dos kits. Apoios assim fazem toda a diferença nessa jornada intensa, desafiadora e extremamente gratificante que é o esporte.


Segue abaixo algumas fotos:

Em frente a Cical com o Fernando e o Magaiwer.
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Completando a prova.
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Vídeo da minha chegada.
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Com o grande amigo, apoiador e Ultra Maratonista Fernando Matiussi.
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Tutta, Magaiwer, Rafael, Pedro Inácio, Marcos Rogério e Fernando.
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Pódio geral dos 12kms masculino.
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Os 10 primeiros colocados nos 12kms masculino.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser vista no site da chiptiming.com.
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"Estar no pódio, entre os melhores, é reviver cada treino difícil que quase ninguém viu."
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O segundo pódio da noite.
Vice-campeão geral no Circuito.
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Premiação.
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O troféu e as três medalhas formando uma mandala.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Corrida Nº 266 - 1ª Cafelândia Run - Cafelândia-PR (23nov2025)

Três semanas depois de uma participação que ficou aquém do esperado na Maratona de Jurerê, resolvi encarar mais um desafio. Era a 15ª corrida do ano, e desta vez o destino foi a cidade de Cafelândia, palco da 1ª Cafelândia Run. Mesmo sabendo que não estava no meu melhor momento físico, fui para a prova de 10 km — que acabou sendo, sem dúvidas, uma das participações mais duras do ano nessa distância.

"Não foi fácil, não foi rápido, mas foi com coragem até o fim."



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 266
Nome da prova: 1ª Cafelândia Run
Cidade: Cafelândia-PR
Data: Domingo, 23 de Novembro de 2025
Distância: 10kms
Tempo: 36min40seg
Média por quilômetro: 3min40seg
Classificação geral: 7º lugar
Atletas no geral: 46 atletas concluintes
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 1º lugar
Atletas na faixa etária: 4 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 151 pódios
Pódios por classificação geral: 67 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 76 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 286


Na manhã de
domingo, 23 de novembro de 2025, segui rumo a Cafelândia ao lado da Ester e da Dayane, com o objetivo de prestigiar a primeira corrida de rua da cidade. Eu vinha de uma maratona poucas semanas antes, com pouquíssimos treinos desde então. O cansaço acumulado, principalmente por conta do trabalho, não me permitiu a recuperação adequada após os sofridos 42 km em Jurerê.
E para completar, no sábado, véspera da prova, passei o dia inteiro trabalhando agachado e ajoelhado, lixando pisos de madeira ao redor de uma piscina. O resultado foi formigamento na perna esquerda, dores musculares intensas e uma noite em que nem o tradicional banho de gelo conseguiu fazer milagre.

Diante desse cenário, segui para Cafelândia
sem qualquer expectativa de desempenho. Ainda assim, ajustei o Garmin para um pace de 3min40/km, mais como um desafio pessoal do que como uma meta realista.

Chegamos ao local cerca de 50 minutos antes da largada, marcada para as 7h30, sob um clima que já indicava um dia quente.

Peguei o kit, me preparei e fiz um breve aquecimento apenas para “sentir” o corpo. O desconforto era evidente. Mesmo assim, alinhei-me na largada.
Abortar não era uma opção. Eu estava ali representando meus apoiadores, os Postos BCA, e precisava entregar o meu melhor — mesmo sabendo que aquele “melhor” estaria longe do ideal.

A prova prometia ser duríssima. Conversando com outros atletas antes da largada, ficou claro: os
10 km estavam repletos de corredores de alto nível. Só feras mesmo.
Os 5 km pareciam um pouco mais acessíveis, mas não havia tempo — nem vontade — de mudar. Afinal,
nada melhor do que se testar onde estão os melhores.

Com o sinal da largada, saí forte. O primeiro quilômetro veio em
3min33, o segundo em 3min37. No terceiro, uma subida fez o ritmo subir para 3min42. Após um retorno no percurso, contei cerca de 12 atletas à minha frente, sem conseguir distinguir quem fazia 5 ou 10 km, já que os numerais eram iguais. Sabendo que o pódio geral era improvável, segui focado apenas em concluir bem a primeira volta, que fechei ao cruzar o pórtico em aproximadamente 17min55s.

Se tivesse optado pelos 5 km, aquele ritmo me renderia um
5º lugar geral. Mas a escolha foi pelos 10 km — e isso significava sofrer mais um pouco. rsrs

A temperatura girava em torno dos
25°C, mas a sensação térmica, para quem corria sob o sol, certamente beirava os 30°C.

Na segunda volta, o corpo começou a cobrar a conta. O ritmo caiu. Calor, cansaço, dores, o sol forte e novamente a subida mais exigente antes do primeiro retorno tornaram tudo ainda mais pesado. Mesmo assim, consegui uma ultrapassagem antes desse retorno. E contando os atletas do outro lado, eram seis à frente — ou seja, eu era o
7º colocado geral.

E não tinha o que fazer. Alcançar o quinto colocado para subir no pódio geral não dava mais. Os atletas estavam muito longe. Buscar o sexto colocado não adiantava, pois, nas categorias não haviam premiação em dinheiro e tanto fazia pra mim ficar em primeiro, segundo, terceiro ou nem subir no pódio e então mantive essa posição até o final.

Cruzei a linha de chegada com
36min32s, mas como faltou alguns metros para dar a distância oficial, segui até completar, finalizando em 36min40s, com pace médio de 3min40/km. Dentro do que era possível naquele dia.

Foi o
meu pior tempo em provas de 10 km no ano, mas também um dos resultados mais valiosos pelo contexto. Mesmo assim, terminei em 7º geral e fui campeão da minha categoria por faixa etária.

"As dificuldades ficam pelo caminho, mas a satisfação em completar mais uma prova ficam para sempre."


Depois da prova, teve o que toda corrida boa proporciona: resenha, fotos, pódio e aquela sensação de missão cumprida.
Mais uma corrida de rua concluída, mesmo quando tudo parecia conspirar contra.

Sobre a prova: organização muito boa, inscrição acessível (R$ 75,00 + 1 kg de alimento), três pontos de hidratação no percurso de 5 km, com uma subida um pouco mais forte, mas nada que comprometesse o desempenho de quem estivesse bem treinado — o que, definitivamente, não era o meu caso. rsrs
Elevação acumulada de 74 metros, e no pós-prova teve banana, maçã, barra de cereal e mini refrigerantes. Medalha simples, porém bonita. O troféu, sinceramente, deixou a desejar na minha opinião.

E é isso. Bora para as próximas. rsrs

Agradecimento especial aos Postos BCA de Ubiratã
, pelo apoio de sempre e a Ester, pela carona.

E assim seguimos, porque correr não é só sobre tempo e pódio — é sobre
resistir, insistir e continuar, mesmo nos dias mais difíceis.


Segue abaixo algumas fotos:

A medalha da prova.
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"Cada prova tem seus desafios, e completar mais uma sempre é motivo de orgulho."
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Pódio da categoria 45/49 anos.
1º - Tutta 36min32seg
2º - Rogério Weyn 39min51seg
3º - Sidinei Lemos 45min06seg.
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Os 10 primeiros colocados nos 10kms masculino.
Até a data desta postagem os resultados completos poderiam ser visualizados no site da Four Eventos.
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"O pódio não define quem sou, mas valoriza tudo o que construí até aqui."
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Com as gêmeas ubirataneses: Carla (1ª na categoria e 6ª geral) e Camila (5ª geral) e a atleta Jyssica de Corbélia (vice-campeã) Ambas fizeram os 10kms.
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Parte da delegação de Ubiratã.
Marluce, 2ª na categoria nos 10kms.
Tutta, 1º na categoria nos 10kms.
Carla, 1ª na categoria nos 10kms.
Camila, 5ª geral nos 10kms.
Rosana, 1ª na categoria nos 5kms.
Débora correu os 10kms e
Dayane, vice-campeã nos 5kms.
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A medalha, o numeral e o troféu.



sábado, 13 de dezembro de 2025

Corrida Nº 265 - Maratona de Jurerê (Jurerê-SC) 02nov2025

CINCO SEMANAS.

Esse foi o tempo entre cruzar a linha de chegada da Maratona de Criciúma — a minha 43ª, completada em 2h49 sob muito esforço — e embarcar novamente rumo a mais um desafio de 42 quilômetros.
Cinco semanas apenas… e lá estava eu, com a mala na mão, a fé no peito e o coração pulsando pela 44ª maratona da minha vida.
E, mais uma vez, Santa Catarina seria o palco.
O mesmo estado onde no ano passado conquistei o 5º geral em Jurerê e ainda registrei meu recorde pessoal.
Mas desta vez a história seria outra.

"Sou o reflexo de cada quilômetro que não abandonei."



Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 265
Nome da prova: Maratona de Jurerê
Cidade: Jurerê-SC
Data: Domingo, 02 de Novembro de 2025
Distância: 42,2kms
Tempo: 2h56min49seg
Média por quilômetro: 4min11seg
Classificação geral: 23º lugar
Atletas no geral: 488 atletas concluintes
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 2º lugar
Atletas na faixa etária: 62 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 150 pódios
Pódios por classificação geral: 67 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 75 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 454



Um atleta cansado, mas nunca derrotado 

O plano para 2025 em Jurerê não era voar.
O corpo já vinha pedindo descanso: meses seguidos de trabalho pesado, finais de semana sem pausa, treinos exaustivos, acúmulo de provas e a recente maratona em Criciúma ainda ecoando em cada fibra muscular.
Ainda assim, existia dentro de mim um objetivo silencioso, quase teimoso: correr abaixo das 3 horas novamente.
Se viesse algo abaixo das 2h50, melhor ainda. Mas o foco era honrar minha trajetória e fechar o ciclo de maratonas do ano em grande estilo. Mas, não buscar um novo recorde.

E assim começou a jornada rumo a Jurerê.

Na sexta-feira, dia 31 de outubro, às 15h15, deixei Ubiratã juntamente com minha esposa e enteado.
Ônibus para Campo Mourão. Depois, às 20:00 horas, o ônibus que nos levaria para Florianópolis.
Chegamos por volta das 8h30 da manhã do sábado.

Enquanto esperava um amigo chegar de São Bernardo do Campo, tomamos café ali mesmo, na rodoviária. Depois pegamos um outro ônibus e seguimos para Jurerê e fomos direto para a retirada do kit — e logo em seguida para a pousada Central Mar em Canasvieiras, onde felizmente o proprietário liberou o quarto antes do horário.

O kit da prova.


O dia seguiu leve: almoço, descanso, um tempo na beira-mar com a família e até a visita surpresa do irmão da minha esposa, que veio de Itajaí só para nos ver.
À noite, pizza… e cama depois das 22h.
Aquela era a calmaria antes da tempestade.

Acordei às 4h da manhã.
Um café rápido.
Mensagem para o Douglas e logo depois, o Marcos — que faria sua estreia em maratonas — passou para nos buscar.
Chegamos cerca de 40 minutos de antecedência.
Clima perfeito: friozinho leve, garoa fina, atmosfera de filme.

Nem levei a GoPro. A regra da Cbat era clara: acessório eletrônico poderia causar desclassificação. E eu não estava ali para correr riscos — estava ali para correr uma maratona. rsrs

Pronto para mais uma batalha.


Quando liberaram o acesso ao local de largada, procurei me posicionar perto do pórtico.
Na hora da largada, o pelotão de elite (que só tinha 7 atletas) largou cerca 20 segundos antes.
Achei desnecessário. Se eles são bons, tem que disputar de igual pra igual com nós amadores.
Mas, enfim ...

E, quando chegou a minha vez de largar…
Eu sabia: meu corpo não estava no nível do ano anterior, quando fiz 2h37 ali mesmo em Jurerê.
E sabendo disso, ajustei o Garmin para me avisar caso passasse de 3min50/km, mas o plano era controlar: correr perto de 4min/km na primeira metade e depois ajustar para algo como 4min15.

Km 1:
3:38
Km 2: 3:40

Sim, mais rápido que o planejado — mas fluía fácil, natural, sem esforço excessivo.
Logo no km 4 forma-se um grupo de aproximadamente seis atletas. No km 5 já estávamos fechados como um pelotão. Turnos espontâneos de liderança, incentivo mútuo, sincronia — parecia até que havíamos treinado juntos.

Não é só talento. É também muita garra.
Não é sorte. É muito treino e dedicação.
Não é pressa. É foco e determinação.


No km 10 passo com
38:30.
No km 15, perto de 57 minutos.
Um ritmo sólido, firme, esperançoso.
Mas maratona é uma prova que sempre cobra seu preço.

Depois do km 20, o grupo começou a se desfazer.
Alguns aceleraram, outros ficaram.

E eu comecei a sentir o cansaço chegar em ondas silenciosas.
Passei a meia com 1h21 — uma marca excelente, mas meu corpo já mostrava sinais de desgaste. Logo depois, meus quilômetros começaram a ultrapassar a barreira dos 4 minutos.

Km 26, 27, 28…
Vários trechos acima de 4min10.
Chego ao km 30 ainda num ótimo tempo total, mas com as reservas se acabando.
E então, como diria o Chico da Tiana: Dali pra frente foi só pra trás. kkkk

O corpo pediu socorro.
A mente lutou.
O coração não deixou eu parar.

Km 34: pace de 4:45.
Caminhei por uns 50 metros para tomar uma Coca-Cola.
O mundo girou, mas eu segui.

Km 38: mais uma caminhada curta e logo passei
 em frente à chegada — mas ainda precisava fazer o retorno final.
Doía a alma ver a linha de chegada tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe. rsrs

Km 40: quase passando mal.
Relógio marcando algo entre 2h44 e 2h45.
Eu estava “aéreo”, lutando comigo mesmo.

Um atleta me ultrapassa, vê meu sofrimento e me incentiva.
Era justamente o campeão da minha categoria.
No último retorno, vi o Edu Garcia do outro lado — que seria o terceiro da categoria - um incentiva o outro. 

E esse encontro, as palavras, aquela troca de energia
 reacendeu a chama e eu não caminhei mais.
Corri. Devagar, mas corri. kkkk
Com orgulho.
Com vontade.
Com a certeza de que desistir jamais seria uma opção.

Vinha exausto, quase no limite.
Fiz uma última curva a esquerda e entrei nos 200 metros finais e cruzei a linha de chegada com
2h56min49s.
Meu pior tempo em Jurerê.
Meu pior tempo em maratonas em Santa Catarina.
E, ainda assim … Uma das chegadas das quais mais me orgulhei.

Não por apenas ter completado mais uma maratona. Mas, por ver minha esposa ali, torcendo por mim.
E também por saber que naquele dia não venceu quem correu mais rápido.
Venceu quem não desistiu.
Venceu quem honrou o próprio limite.
Venceu quem, mesmo cansado e esgotado, correu com o coração.

E assim fui eu...

Sub-3 novamente.
Maratona nº 44 concluída.
2º lugar na categoria.

Nada — absolutamente nada — para reclamar.
Só agradecer.

"Cada passo foi muito difícil. Mas, o sorriso no rosto explica o final.
Batalha vencida."


Ao final, precisei de assistência médica. Minha pressão baixou.
Mas, logo já estava bem novamente e já pude continuar a hidratação. Jurerê dá show de hidratação.
Tem de tudo que um atleta possa imaginar.
Depois ainda, fiz um tratamento com uma "botas" que inflam - não sei o nome - mas foi super relaxante.

Por fim, fui aguardar a chegada dos novos maratonistas de Ubiratã.

O primeiro a chegar foi o Marcos que fez uma excelente estreia (3h51min55seg).
Depois a Natalie com 4h4min26seg e já estreou conquistando pódio. Ela foi a 2ª colocada em sua categoria.
Depois veio o Lucas com 4h49min14seg e por fim, Heliton que fez uma excelente preparação, mas acabou sentindo câimbras durante o percurso e acabou só administrando sua estreia até cruzar linha de chegada com 4h50min53seg.
Teve também o ultramaratonista, Vitor, de Ubiratã que fez os 21kms o sábado e fechou a prova em 1h56min51.

Orgulho demais dessa turma que leva nossa cidade cada vez mais longe.


Depois da batalha, o merecido descanso

Após a prova e a premiação, voltei ao hotel e aproveitei dois dias incríveis com a família nas praias de Canasvieiras.
Voltamos no dia 4 de novembro, levando na bagagem não só medalhas — mas memórias, aprendizados, superação e uma certeza: A maratona 44 não foi sobre tempo. Foi sobre caráter. Foi sobre resiliência. Foi sobre continuar.

E que venham as próximas, porque eu já nasci pronto.


Segue abaixo algumas fotos:

A bela camiseta e o meu numeral da prova.
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Completando minha 44ª maratona.
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Completada mais uma maratona.
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Os 30 primeiros colocados nos 42kms masculino.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser vista no site Runking.com.br.
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Pódio da categoria 45/49.
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"A dedicação aos treinos se transforma em desempenho - e o prazer da conquista completa tudo."
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Os 10 primeiros colocados da faixa etária 45/49.
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"Cada maratona completada carrega uma emoção diferente, muito orgulho e uma felicidade que não se explica."
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Com o amigo ubiratanense Marcos. Estreante em maratonas.
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Com o amigo Douglas de São Bernardo do Campo.
Ele completou a maratona com 4h59min01seg.
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Galera de Ubiratã em Jurerê.
Rafaela, Lucas, Leide, Tutta, Heliton, Lucas, Natalie, Matheus e Vitor.
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A medalha da prova.
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O troféu.



terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Corrida Nº 264 - 3ª Maratona de Criciúma (Criciúma-SC) 28set2025

 Acreditar é o primeiro passo de toda grande conquista. E foi com essa confiança no preparo, especialmente na reta final dos treinos, que parti para mais uma maratona em solo catarinense. 

"O relógio marca o tempo, mas é você quem marca a história."




Segue os dados gerais da prova:

Corrida número: 264
Nome da prova: 3ª Maratona de Criciúma
Cidade: Criciúma-SC
Data: Domingo, 28 de Setembro de 2025
Distância: 42,2kms
Tempo: 2h45min31seg
Média por quilômetro: 3min55seg
Classificação geral: 6º lugar
Atletas no geral: 87 atletas concluintes
Classificação na categoria por faixa etária 45/49 anos: 1º lugar
Atletas na faixa etária: 17 atletas
Número de pódios (fora de Ubiratã): 149 pódios
Pódios por classificação geral: 67 pódios
Pódios na categoria por faixa etária: 74 pódios
Pódios em equipes e/ou duplas: 8 pódios
Número de peito: 40


A viagem começou em Ubiratã, na manhã do dia 26 de setembro de 2025, com o coração leve e a mente firme no propósito: dar o meu melhor na 
Maratona de Criciúma.
Foram mais de 18 horas de estrada, cruzando cidades, paisagens e pensamentos. Cada quilômetro percorrido no ônibus era também um lembrete do quanto havia me dedicado até ali — e o quanto aquela jornada representava mais do que apenas correr. Representava constância, disciplina e amor pelo esporte.

Ao chegar em Criciúma, o céu azul e o vento forte me receberam com energia. Fiz questão de buscar o kit a pé, explorando a cidade e respirando o ambiente que em breve seria palco de mais uma batalha pessoal. Depois de um bom almoço e um merecido descanso no hotel, me preparei com serenidade para o grande dia.

Mas como toda boa história de superação, a prova começou antes mesmo do tiro de largada. Às 3h30 da manhã, o som da chuva fina me despertou. A ansiedade pré-prova resolveu aparecer, e o sono foi curto. Às 4h15, já estava de pé, tomando café e mentalizando o desafio. Mesmo debaixo da chuva, segui confiante para o ponto de partida. Cheguei encharcado, mas com o espírito aceso — afinal,
a chuva nunca foi obstáculo para quem carrega o sol dentro de si.

O plano era ousado: completar a maratona na casa das 2h45 e, quem sabe, lutar por um lugar no pódio geral. Ajustei o Garmin para o ritmo-alvo e, ao soar a largada, o corpo respondeu. Logo nos primeiros quilômetros, já estava entre os líderes. A adrenalina falou mais alto e saí forte, mas com consciência — maratona é estratégia, é controle, é saber dosar o coração entre a empolgação e a resistência.

Passei os 10 kms em 37 minutos. Cheguei no km 15 com 56, e a meia-maratona foi completada em 1h20. Eu era o quarto colocado geral.
O corpo respondia bem, mesmo com o leve incômodo nas coxas — talvez lembrança do pedal de 110 km feito dias antes. Nada que pudesse me deter. O foco estava ali, firme, entre o suor e o vento.

Mas, ao chegar no km 29, dois atletas me ultrapassaram em ritmo impressionante. Tentei acompanhá-los até o 30º, mas foi em vão. O peso da longa viagem, talvez também o pedal com uma elevação enorme na semana anterior e o ritmo mais forte que imprimi até a metade da prova começou a cobrar um preço. Comecei a sentir muito cansaço. O ritmo ia caindo e ali compreendi: o segredo não era competir com os outros, mas com
a minha própria superação. E segui, lutando contra o cansaço, o vento e o relevo.

Aos 38 kms, o ritmo caiu drasticamente, mas o coração seguia firme. O vento contra, as pernas pesadas e o corpo pedindo pausa… mas a mente gritava mais alto: “Segue! Você veio até aqui para terminar com orgulho!”.
E segui.

Passei pelo km 40 com 2h35. O relógio marcava o esforço, mas o espírito marcava a vitória. E quando finalmente cruzei a linha de chegada, com o tempo de
2:45:31, senti o peso da conquista. Sexto colocado geral e campeão da categoria — um resultado de respeito, fruto de preparo, disciplina e coragem.

Não houve pódio geral dessa vez, mas o sentimento de dever cumprido foi maior do que qualquer troféu. Afinal, conquistei o que mais importa: a certeza de que
cada treino, cada sacrifício e cada gota de suor valeram a pena.

Depois, veio a celebração: frutas, energético, sorvete, chopp e o sorriso no rosto de sempre ao subir no pódio. O corpo estava cansado, mas a alma estava leve. Voltei para casa exausto, sim — mas com a sensação de ter deixado mais uma marca no caminho da minha história.

E que venha a próxima, porque o espírito de quem ama correr nunca descansa.

Gratidão especial ao
José Bocalon, dos Postos BCA, pelo apoio e patrocínio — parceiros assim tornam o impossível apenas uma questão de tempo.

Maratona número 43 concluída.
Mais do que uma prova, uma lição de vida: quem acredita, resiste. E quem resiste, vence.



Segue abaixo algumas fotos:

Na retirada do kit.
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O kit.
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Momentos antes da largada.
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Após a prova.
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A medalha. Bem simplesinha.
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No pódio.
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Recebendo o troféu de campeão da categoria 45/49.
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O pódio 'incompleto' da categoria 45/49.
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Os 5 primeiros colocados da faixa etária 45/49 anos.
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O campeão tinha o direito de tocar o sino.
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Os 10 primeiros colocados nos 42kms masculino.
Até a data desta postagem a classificação completa poderia ser acessada no site da ChipTiming.
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Troféu.